“Eu Te Encontrei”

 

[CENA 01 – CASA DA CARLA/ RUA/ DIA]
(Carla e Camila sobem para o quarto. Fora da casa, Felipe fica olhando para a janela do quarto dela. Como elas ainda não abriram nenhuma janela, por fora a casa ainda parece vazia. Felipe, acreditando que não havia ninguém, continua sua viagem, pensando que sua garota partiu)

[CENA 02 – CASA DO JUNIOR/ SALA/ DIA]
JOANA – Maravilha sogra, está tudo dando certo.
HILDA – Convidados, vestido, padrinhos, realmente, você é uma garota de sorte.
JOANA – É agora só esperar o dia chegar. Estou tão ansiosa, não vejo a hora de entrar na igreja, e estar no altar ao lado do Junior. Será o dia mais feliz da minha vida, claro depois que eu ver o rostinho da minha menina.

Semanas depois…

[CENA 03 – CASA DA CARLA/ COZINHA/ DIA]
PAULA – Foi muita desconsideração da Joana, não convidar a Camila para o casamento.
CARLA – Eu sei. Elas ainda continuam brigadas. Eu não entendo porque a Joana não para com isso e faz as pazes com a Camila.
PAULA – Vamos então?! Fomos convidadas, e está na hora já.
CARLA – Vamos. (termina de beber o copo d’água, e sai da cozinha logo em seguida da irmã)

[CENA 04 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ DIA]
(Camila está em casa com Cláudio. Ambos estão vendo TV)
CLÁUDIO – Você não vai me contar por que está com essa carinha?
CAMILA – Não é nada.
CLÁUDIO – Tem certeza? Está bem, acabei de ter uma ideia. Que tal a gente pegar um cinema? Está passando um filme, que tem a ver com você.
CAMILA – Qual filme é?
CLÁUDIO – Você vai saber se vier comigo.
CAMILA – Você sabe mesmo como negociar com alguém né?
CLÁUDIO – Muitos anos praticando, vamos aprendendo. Então, sim ou não?
CAMILA – Estamos fazendo nada mesmo… (Camila desliga a TV, e os dois saem para o cinema)

[CENA 05 – IGREJA/ DIA]
(finalmente chega o dia do casamento de Joana e Junior. Todos que foram convidados já estão na igreja esperando a noiva. Junior está no altar e ao seu lado está sua mãe)
JUNIOR – Nunca imaginei que estaria tão nervoso, quanto estou agora.
HILDA – Calma filho, a Joana está vindo já. E ela está linda.
JUNIOR – Será que é a coisa certa que estamos fazendo? Sei lá, não estamos nos precipitando demais?
HILDA – Se você está confuso filho, sabe que ainda está em tempo de desistir. Só lembra que esse é o momento da Joana. É o sonho dela se realizando.
JUNIOR – Eu sei. Não, essa é a coisa certa. A gente se ama, e vai dar tudo certo.
HILDA – Olha, a noiva chegou. (Junior e a igreja toda fica prestando atenção na noiva entrando. Ele emocionado, não tira os olhos de cima da Joana. O senhor que está levando ela até o altar, amigo da família de Junior, à entrega nos braços dele)
JUNIOR – Te amo. (ela sorrir, os dois se ajoelham, e o padre inicia o casamento)

[CENA 06 – CASA DO FELIPE/ ESCRITÓRIO/ DIA]
(após Felipe ter saído de casa, Viviane começou a cuidar dos assuntos da empresa. Ela está no escritório ao telefone com alguém da empresa, quando Luana entra, repara e espera ela terminar)
VIVIANE – (ao telefone) Quero ficar informada de tudo, sobre essa negociação. Podem ligar qualquer momento para cá. Está ok. Tchau.
LUANA – Eu não sabia que a senhora entendia tanto desses assuntos?
VIVIANE – Antes de me casar com o Fernando, o meu pai já havia me dado um cargo na empresa.
LUANA – Se o Felipe pelo menos nos mandasse notícias de onde ele está ou o que anda fazendo!
VIVIANE – O Felipe já é adulto, filha. Sabe se virar sozinha. E mesmo se ele precisasse da gente, ele sabe onde nós encontrar. (telefone toca) Oi. Não, ou é da nossa maneia, ou não há negociação…

[CENA 07 – CASA DA CARLA/ SALA/ DIA]
(Frederico está novamente em frente à casa dela, e dessa vez, ele repara que à janela do quarto está aberta. Caminha até a porta, bate, toca campainha, mas ninguém atende. Ele desiste e vai embora, mas continua olhando para janela, que está aberta)

[CENA 08 – CASA DA VERÔNICA/ SALA/ DIA]
(Verônica está vindo da cozinha, e começa reparar no grande silencio que à casa está agora)
VERÔNICA – Que casa vazia. Cláudio está com sua namorada, Luana está naquela casa enorme, esperando seu marido voltar. Quer saber, eu que não vou ficar aqui sozinha. (sobe para o quarto. Minutos depois, desce as escadas e caminha em direção à rua)

Anoitecendo…

[CENA 09 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ NOITE]
(Cláudio e Camila voltam do cinema, Camila dessa vez está mais alegre)
CLÁUDIO – Viu só, não está mais com aquela carinha triste.
CAMILA – Você que me faz feliz.
CLÁUDIO – Você pode me dizer agora, o que estava te deixando daquele jeito.
CAMILA – Hoje foi o dia do casamento de uma amiga minha, quer dizer, eu acho que era amiga, o que importa, é que hoje era o casamento dela e ela não me convidou.
CLÁUDIO – Simples, a gente não convida ela para o nosso. (ela rir) É sério, ou você não pensa em casar comigo um dia?
CAMILA – Na verdade nem sei o que está acontecendo de fato entre a gente.
CLÁUDIO – Você quer saber o que está acontecendo entre a gente? (se aproxima dela) Está acontecendo isso. (à beija)

[CENA 10 – CASA DO JUNIOR/ Q. DE JUNIOR/ NOITE]
(Junior entra dentro de casa com Joana nos braços, ele vai até o quarto e entra, ainda com ela nos braços)
JUNIOR – Para dar sorte ao nosso casamento. (se beijam)
JOANA – Não precisamos de sorte. Temos um ao outro já.
JUNIOR – Te amo. (a coloca na cama) Eu sei que, talvez não seja a lua de mel dos seus sonhos, mas prometo, que quando a situação melhorar, a gente vai para onde você quiser.
JOANA – Tanto faz onde estamos. Estando ao seu lado, qualquer lugar é o paraíso para mim.
JUNIOR – Eu não vi a Camila na igreja. Você não a convidou?
JOANA – Eu não a convidei.
JUNIOR – Por que?
JOANA – Ah amor, não estou afim de falar disso. Já que estamos finalmente sozinhos, que tal aproveitarmos nossa lua de mel. (ela o beija, o clima começa a esquentar, mas ele recua um pouco)
JUNIOR – E se machucamos o bebê?
JOANA – Eu confio em você. (os dois recomeçam, Junior começa tirar seu paletó, depois ajuda Joana com seu vestido, e voltam para cama se beijando e tirando o resto das roupas)

[CENA 11 – CASA DO FELIPE/ Q. DA LUANA/ NOITE]
VERÔNICA – Estou me sentido tão sozinha naquela casa filha.
LUANA – A senhora não está sozinha. O Cláudio continua morando com a senhora.
VERÔNICA – O Cláudio é dia e noite na casa da namorada, não para mais em casa.
LUANA – Talvez a senhora esteja precisando encontrar alguém que faça companhia para senhora.
VERÔNICA – Não tenho mais idade para isso filho. Mudando de assunto, a Viviane está até essa hora no escritório, aguardando o resultado de uma reunião?
LUANA – Isso mesmo.
VERÔNICA – O Felipe deu alguma notícia?
LUANA – Não. Acho até que, a Viviane parou de esperar ele voltar.
VERÔNICA – Um filho que sai de casa, há semanas, sem dar a menor satisfação para família, eu também desistiria.
LUANA – O pior que ele está perdendo todos as etapas desta criança. Hoje ele perdeu mais um ultra.
VERÔNICA – Pelo menos você está nesse luxo. O Felipe é que sabe, perder os passos da filha dele. Como é que ela está?
LUANA – A doutora disse, que está bem. Os 6 mês entrou, tudo em ordem.
VERÔNICA – Maravilha, espero que ela puxe para a mãe e para a avô dela, linda.

[CENA 12 – CASA DA CARLA/ SALA/ NOITE]
(Carla e Paula chegam em casa. Carla com sua barriga bem grandinha, vai até o sofá exausta)
PAULA – Será que esse casamento da Joana, vai durar muito tempo?
CARLA – Eu não sei. Mas acho que a Joana, realmente gosta dele.
PAULA – Agora será que ele gosta dela?
CARLA – Isso só o tempo vai dizer.
PAULA – É, vou deitar. Boa noite irmã.
CARLA – Boa noite. Eu daqui a pouco subo também. (Paula sobe para o quarto, Carla se deita no sofá, fecha seus olhos, quando a campainha toca) Essa hora? Quem deve ser? (campainha continua tocando) Já vai. Com essa pressa toda, será que é bandido? (ela pega um guarda-chuva na cozinha, e vai devagarinho abrir a porta) Quem é? (ninguém responde e ela abre, e fica surpresa com quem ver) Pai?
FREDERICO – Oi filha. (ele se emociona ao ver a filha, e tenta abraça-la) Você está tão linda filha.
CARLA – (se afasta) Não toca em mim.
FREDERICO – Eu posso entrar?
CARLA – (surpresa) Não. Você não põe mais os pés na casa de minha mãe. Não depois do que você fez com a gente.
FREDERICO – Eu sei que eu abandonei vocês. Deixei vocês e sua mãe sozinhas, mas eu posso explicar porque fiz isso.
CARLA – Dinheiro. Por isso que você nos abandonou.
FREDERICO – Deixa entrar filha, por favor?
CARLA – Não me chama de filha.
PAULA – (descendo as escadas) Pai?
CARLA – Paula, você não ia deitar?
PAULA – Eu ia, mas acabei ouvindo a campainha, e vim ver quem era.
FREDERICO – (emocionado) Paula, você já está uma mulher formada, filha.
PAULA – O que ele está fazendo aqui, Carla?
FREDERICO – Eu vim tentar recuperar o tempo perdido.
CARLA – Não somos suas filhas. Nosso pai morreu, no dia que decidiu abandonar a gente, atrás de dinheiro. Com licença. (fecha à porta na cara dele)
FREDERICO – (batendo na porta) Filha? Carla, abre a porta filha. Carla? Abre, deixa eu me explicar.
PAULA – O papai voltou Carla, deixe ele entrar.
CARLA – (limpando as lagrimas) Não temos pai, Paula. Nosso pai morreu.
PAULA – Não, o seu pode ter morrido, mas o meu está lá fora, querendo falar comigo. Nosso pai estar aí fora, Carla. Você não estava tão determinada em encontrar ele, e tentar entender por que ele nos abandonou? Então, ele está aí. Vamos deixar ele se explicar. Precisamos ouvir a versão dos dois lados.
CARLA – (chorando) Eu tenho medo. E se nossa mãe mentiu mais uma vez para gente?
PAULA – Isso só vamos saber, se deixamos ele entrar. (Carla pensa em não deixá-lo entrar, mas olha a irmã desesperada em ver o pai que pouco se lembra, e o deixa entrar)
FREDERICO – Obrigado filha. Eu vou contar tudo para vocês e prometo não esconder nada.

[CENA 13 – CASA DO FELIPE/ SALA/ NOITE]
(Viviane sai do escritório)
LUANA – Terminou?
VIVIANE – Terminou e conseguimos mais um contrato.
LUANA – Maravilha. A senhora deve está com fome, vou lá na cozinha, pedir para prepararem algo para senhora.
VIVIANE – Não precisa filha. Deixa que eu vou. Você devia estar deitada hora dessa, olha que isso pode fazer mal para minha neta.
LUANA – Eu já estava indo. Mamãe saiu daqui agorinha. Estava aqui batendo um papo com ela. Aí ela cansou de esperar você terminar sua reunião por telefone, e foi embora.
VIVIANE – É, essa reunião demorou mais do que eu imaginava. O Paulo está no quarto dele?
LUANA – Está estudando.
VIVIANE – Bom. Então, boa noite filha, vou comer alguma coisa, e vou direto para o quarto.
LUANA – Boa noite. (Viviane vai para à cozinha, e Luana sobe para o quarto)

[CENA 14 – CASA DA CARLA/ SALA/ NOITE]
FREDERICO – Eu tinha um carinho enorme pela a mãe de vocês. Ela era uma mulher forte, alegre, muito bonita. Eu conheci a mãe de vocês na porta da escola, vendendo bolos com a mãe dela.
CARLA – (meio rude) Ela contou como vocês se conheceram!
FREDERICO – Confesso, que quando eu à conheci, acreditava que ela era a mulher da minha vida. Mas aí, conheci uma outra garota, e vi que estava errado. Mas essa garota não tinha olhos para mim, e descobri tempo depois que ela tinha indo embora com os pais dela para fora da cidade. Então, eu e a mãe de vocês, fomos nós aproximando, começamos a estudar juntos. Até que tomei coragem, e eu à chamei para sair…
CARLA – Essa história já conhecemos, queremos saber porque você nos abandonou?
PAULA – Calma Carla, deixa o papai continuar a história dele.
FREDERICO – Eu prometi que iria contar tudo para vocês, mas enfim, vou contar porque fiz isso… Tempo depois que a Paula nasceu, eu reencontrei aquele garota que não dava bola para mim na escola, e tivemos um caso.
CARLA – Então está confessando que traiu a nossa mãe, e abandonou a gente por essa mulher?
FREDERICO – Deixa terminar, Carla. Eu sei que eu errei, em trair a mãe de vocês, tanto que realmente planejei fugir com essa garota, porque não queria mais enganar à mãe de vocês com isso. Porém, no dia da fuga algo deu errado, a garota não apareceu, me deixando sozinho na rodoviária.
CARLA – Bem feito, pelo menos você sabe como que é ser abandonado por alguém.
FREDERICO – Eu pensei em voltar para mãe de vocês, mas naquele momento, ela já devia ter lido o bilhete que deixei para ela, e não tinha cara para olhar para mãe de vocês depois de tudo. Então, continuei a fuga sozinho, entrei no ônibus, e fui embora. Nunca mais falei com vocês, nunca mais tive notícias de vocês. E isso, me veio perturbando até hoje. Saber se vocês estavam bem. Se a Cíntia estava conseguindo criar vocês duas sozinhas.
CARLA – Ela conseguiu. Criou e educou nós duas sozinha. Nunca precisamos da sua ajuda para nada.
FREDERICO – E como é que ela está? Ela está aqui?
CARLA – (emociona, mas não chora) Ela morreu.
FREDERICO – Eu não sabia, sinto muito meninas.
CARLA – Imagino o quanto você sente. Nunca soube nada da gente. Nesses últimos 15 anos, nunca acompanhou nenhum aniversário nosso, nem sei se sabe quando é o nosso aniversário. Você nunca quis saber da gente.
FREDERICO – Não é verdade filha, eu sempre pensei em vocês.
CARLA – Não me chama de filha. Já ouvimos a sua versão, agora você pode ir. (caminha em direção à porta e a abre)
FREDERICO – Eu quero tentar recuperar o tempo perdido filha.
CARLA – Não temos nada para recuperar. Você teve sua oportunidade anos atrás, agora não dar mais. (Frederico caminha até à porta, olha para Paula, com vontade de abraça-la, mas não quer piorar a situação com Carla, então vai embora)
FREDERICO – Boa noite meninas. (ela não responde, Frederico sai e Carla fecha a porta)

Amanhecendo…

[CENA 15 – CASA DO JUNIOR/ COZINHA/ DIA]
(Joana entra na cozinha toda contente)
JOANA – Bom dia sogra.
HILDA – Bom dia filha. Dormiu bem na primeira noite de casados?
JOANA – Dormi, só não gostei de acordar, e não encontrar meu marido ao meu lado.
HILDA – Ele saiu não tem muito tempo.
JOANA – Eu também tenho que ir.
HILDA – Vai para faculdade?
JOANA – Vou, tenho que repor essas aulas que perdi, preparando meu casamento.
HILDA – Mas você não vai comer nada filha?
JOANA – Eu como alguma coisa lá sogra, não se preocupa.
HILDA – Cuidado, filha. Você está carregando uma vida aí dentro de você, e ela também sente fome.
JOANA – Eu prometo comer algo lá, ouviu. Não se preocupa, estamos bem. Tchau.
HILDA – Tchau.

[CENA 16 – CASA DA CARLA/ COZINHA/ DIA]
(Carla e Paula tomam café da manha em silencio, quando Paula é a primeira a quebrar o gelo)
PAULA – Nem sabemos onde ele está agora?
CARLA – Ele soube onde a gente estava, e se preocupou em procurar a gente, em saber como estávamos?
PAULA – Ele errou Carla, mas se arrependeu. Você viu ontem. Ele quer voltar para gente.
CARLA – Não acredito que você vai ficar do lado dele, em vez de acreditar na nossa mãe?
PAULA – Todo mundo precisa de uma segunda chance. A mamãe provavelmente faria isso. (levanta da mesa e vai para rua)

[CENA 17 – CASA DO FELIPE/ ESCRITÓRIO/ DIA]
(Verônica bate no escritório)
VERÔNICA – Posso entrar?
VIVIANE – Claro, mas já ia tomar café com vocês, estou só esperando uma ligação.
VERÔNICA – Eu sei. É que, eu queria ter um conversar sozinha com você.
VIVIANE – Sobre o que você que falar?
VERÔNICA – Bem, eu não sabia que esse sumiço do Felipe iria demorar tanto tempo assim…
VIVIANE – Daqui a o pouco o Felipe volta para casa, Verônica.
VERÔNICA – Eu sei, enfim, já que todo mundo já sabe que ele não é filho do Fernando, e sim do Frederico, então, só nós duas sabemos, que aquela garota (referindo-se a Camila) ela é filha do Fernando.
VIVIANE – Onde você quer chegar Verônica?
VERÔNICA – Quero saber o que você vai fazer com ela? Ela vai entrar para nossa família? Vai ter direitos, como o Paulo, a Luana…?
VIVIANE – Se você está preocupada se ela vai ter uma parte da herança, não se preocupa. Mesmo o Felipe não sendo filho do Fernando, ele é meu filho. E a Luana está esperando o meu neto. Enquanto aquela moça, vai ficar como estar. Ela vivendo a vida dela, e a gente a nossa.
VERÔNICA – Então você não está pensando em conta isso para ela?
VIVIANE – Não, e se ela souber, ela terá os direitos dela também.
VERÔNICA – Mas você acabou de dizer que a Luana…
VIVIANE – Ela tem a parte dela, como o Paulo tem a dele, e como essa moça poderá ter a dela, Verônica. (telefone toca, e Viviane atende esquecendo totalmente de Verônica)

[CENA 18 – APARTAMENTO DA CAMILA/ SALA/ DIA]
(Camila está saindo do quarto, e repara que Cláudio dormiu no sofá)
CAMILA – (acordando-o) Não acredito que você dormiu no sofá?
CLÁUDIO – (sonolento) Por que não?
CAMILA – Você sabe que não precisa ficar dormindo aqui?
CLÁUDIO – Eu não confio você morando sozinha nesse apartamento.
CAMILA – Mas dormir no sofá, se fosse outro cara, você preferia dormir comigo na cama.
CLÁUDIO – Não é que não prefiro, coisa que eu quero muito. Mas eu disse, que iria dar seu tempo. Que iria te ajudar. não sei o que aconteceu no seu passado, mas quando você tiver coragem de me contar, vou estar aqui para te ouvir. Se fosse qualquer outra garota, eu não faria isso. Mas com você… é especial. Eu gosto de você. (se aproxima dela e a beija)
CAMILA – Eu não estou sendo honesta com você.
CLÁUDIO – Do que você está falando?
CAMILA – Você fazendo essas coisas toda por mim, mesmo eu não sendo totalmente sincera com você.
CLÁUDIO – Mas não estou cobrando nada de você.
CAMILA – Mas eu quero contar. Vem comigo, vamos até a cozinha.
CLÁUDIO – Está bem. (ela segura a mão dele, e o leva até a cozinha… os dois se sentam à mesa, ela de frente para ele. Camila começa ficar nervosa, e Cláudio percebe que algo sério aconteceu em seu passado) Você não precisa me contar agora, sabe disso. (segurando as mãos dela)
CAMILA – Espera, estou tentando criar coragem…
CLÁUDIO – Deixa isso quieto, vamos tomar o café da manha…
CAMILA – Não. Como não tem o jeito certo de contar isso, vou ser direta. Você me perguntou uma vez porque eu nunca tive uma boa relação com a minha mãe.
CLÁUDIO – Sim, lembro.
CAMILA – Nunca tivemos uma relação de mãe e filha por que… (respira fundo, e segura mais forte as mãos de Cláudio) … Porque ela me prostituía.

Continua no capítulo 49…

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