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Terror Story – Season 1
“Quem Matou Elena Cooper?”

Uma Série de: Eduardo Moretti

*****

Episódio 11 – “Verdades Secretas

As mentiras espalhadas sempre trazem verdades à tona. Pois na vida, há mentiras que sempre serão ditas, e verdades que jamais serão pronunciadas.”

Peyton Martinez

*****

A vida é curta, quebre as regras, perdoe rápido, beije lentamente, ame verdadeiramente, ria descontroladamente e nunca se arrependa de nada, que lhe fez sorrir.”

Erin Griffin

*****

A vida é curta, viva. O amor é raro, aproveite. O medo é terrível, enfrente. E as lembranças são doces, aprecie.”

Alicia Edwards

*****

A vida é muito curta para ser pequena.”

Tyler Malone

*****

O tempo nos deixa perguntas, mostra respostas, esclarece dúvidas, mas, acima de tudo, o tempo traz verdades.”

Brandon Clark

*****

A vida me ensinou que chorar alivia, mas sorrir torna tudo mais bonito.”

Jimmy Parker

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Na vida há duas coisas que você pode obter através da dor: Pode deixar ela te destruir, ou pode usá-la para ficar mais forte.”

Andrew Cooper

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Quer saber o verdadeiro valor de uma pessoa? Pense em como seria a sua vida sem ela.”

Amber Moore

*****

No colégio, Nathan e Jimmy continuavam abraçados, até que Nathan o encarou com o olhar triste.

– Eu te amo, Jimmy. E eu vou te amar pra sempre.

– Eu também te amo, Nathan. E não há nada pra ser perdoado, eu entendo você e te respeito do jeito que você é. Cada um tem o seu tempo, e no seu você iria se sentir melhor consigo mesmo. – disse sorrindo enquanto acariciava o rosto dele.

Nesse momento, eles escutaram o barulho de passos vindo do corredor e Nathan se virou depressa, vendo Steve sangrando se apoiando com dificuldade em Tyler. Ele então se levantou com tudo e ficou bem perto deles.

– Você ainda esta de pé? Eu pensei que você tivesse morrido seu miserável! Olha só tudo o que você me fez fazer… Não precisava ser assim, por sua causa eu estraguei a minha vida, seu verme. Sempre se achando melhor do que os outros, julgando todo mundo e fazendo da vida deles um inferno só por serem diferentes… Isso não existe. Todo mundo é igual, você ta me ouvindo? Ninguém é melhor do que ninguém e nem pode sair por ai dizendo o que é certo e o que é errado. Todo ser humano merece e precisa de respeito. – dizia apontando arma pra ele o tempo todo.

– Nathan relaxa cara, acabou. Deixa a gente sair, o cara já teve a lição que merecia. Ele esta ferido e se borrando de medo, você não acha que isso já basta? – perguntou Tyler.

– Sinceramente Tyler? Não. Eu não acho… E é por isso que essa história de bullying e preconceito pelo menos no nosso colégio acaba aqui e agora. Porque eu vou acabar com a vida desse miserável…

– Me desculpa cara, por favor, não faz isso. Eu não quero morrer… Eu nunca mais vou pegar no seu pé ou atormentar o Jimmy, eu juro!

– Lamento Steve, mas agora é tarde demais. E eu vou até o fim. – disse apontando a arma pra ele, mas Jimmy entrou na frente.

– Não faz isso, Nathan. Você vai se arrepender pro resto da vida se fizer isso… Por favor!

Todos falavam e imploravam a Nathan que não fizesse aquela besteira, mas ele estava cego e surdo, pois não conseguia mais enxergar e nem ouvir nada, apenas a voz da sua cabeça que gritava por justiça.

– Desculpa Jimmy. – disse Nathan o empurrando e logo depois ele deu dois tiros em Steve, um no peito e outro na cabeça, que o fizeram cair na mesma hora, deixando Tyler atordoado com a cena que acabara de ver e o barulho dos disparos. Jimmy levantou-se depressa e um pouco surdo, ele não conseguiu ouvir o que Nathan lhe dizia, só deu tempo de ler os lábios dele no fim.

– Me perdoa Jimmy, eu te amo. – disse chorando e em seguida mirou o revólver contra a própria cabeça e atirou caindo morto na mesma hora.

– Não! – gritou Jimmy desesperado ao se jogar no chão perto do corpo do seu amado. – Porque você fez isso, por quê? – dizia angustiado e chorando copiosamente. – Você não podia ter feito isso comigo, Nathan. Não podia…

Tyler depois de se recuperar correu até Jimmy e o arrastou para longe do corpo, trazendo ele para si e o abraçando bem apertado.

– Não olha mais pra ele agora, não olha. Pensa nele bem e vivo, nos momentos felizes que vocês viveram, é só isso que importa agora, Jimmy e nada mais.

Lá fora todos continuavam apreensivos e com medo, esperando o desfecho daquela terrível manhã que marcaria para sempre a vida de todos os moradores e principalmente dos alunos do Colégio Village Falls. – O silêncio pairou no ar durante alguns segundos… E logo em seguida, todos ouviram o som de três disparos. – Todos ficaram desesperados, pais e alunos gritavam e choravam ao mesmo tempo.

– Oficial Malone, quantas pessoas ainda estão lá dentro? – perguntou Ross apreensivo.

– Pela contagem quatro detetive Ross. – disse nervosa por pensar em Tyler.

– Atenção policiais se preparem para invadir o colégio.

Os policiais começaram a se preparar pra entrar quando Tyler e Jimmy saíram juntos. O que fez com que Hollie e Melinda respirassem aliviada.

– Meu filho você esta bem? Não esta ferido? – perguntou preocupada.

– Ta tudo bem comigo mãe, não se preocupe. – disse começando a chorar. – O Nathan se matou na minha frente mãe, foi horrível.

– O meu filho, eu sinto muito. – disse Melinda o abraçando. – Conta com a sua mãe pro que você precisar viu. Vai ser difícil no começo, mas depois você tudo vai voltando ao normal meu querido.

– Eu o amava mãe, porque ele fez isso comigo? – inconformado.

Melinda emocionada abraçou o filho ainda mais forte e chorou junto com ele.

Os paramédicos começaram a sair com os corpos de dentro do colégio e os pais de Nathan correram para ver o filho.

– Eu quero ver o meu filho, por favor, me deixa ver o meu filho. – implorou desesperada.

– Os paramédicos se olharam e depois um dele tirou o lençol que cobria o corpo de Nathan.

– Meu Deus! Meu filho não…

– Se acalme Rose. Eu estou aqui com você meu amor.

– Me deixa em paz, Richard! Você é o culpado pelo nosso filho ter feito o que fez, nunca o apoiou em nada e ainda por cima deixou aquela maldita arma onde ele pudesse encontrar. Nada disso teria acontecido se não fosse pelo seu descuido.

– E acha que eu não o amava e que eu não estou sofrendo com isso ou que eu não me sinto culpado? Eu só fazia o que achava melhor pra ele, Rose. Se eu pudesse voltar atrás agora…

– Agora é tarde demais pra se arrepender, Richard. Eu vou pra casa, tenho que escolher a melhor roupa para enterrar o meu filho.

Richard ficou parado se sentindo sozinho e chorando, enquanto Rose ia embora pra casa.

Pessoal da perícia, as fotos já foram tiradas, agora vocês podem entrar e reconstituir a cena do crime. – ordenou Ross.

E assim terminou aquela fatídica manhã no colégio de Village Falls.

*****

Em Nova York, Erin arrumava suas malas no quarto de hotel, quando o seu produtor bateu na porta.

– Pode entrar.

– E ai Popstar como anda a sua ansiedade? O show é amanhã à noite, e a Rihanna esta louca pra te conhecer, hoje vocês vão passar as músicas. O que é isso, o que você esta fazendo? – perguntou olhando para a mala dela.

– Não vai haver mais show, Owen. Eu sinto muito. Eu estou indo embora pra Village Falls. – disse séria.

– Mas o que… Por que isso agora? – perguntou nervoso. – Não vai me dizer que é por causa daquela história do atirador no seu colégio?

– Sim, é justamente por causa disso que eu estou indo embora.

– Você tem noção do que você esta perdendo garota? Você gravou dois singles que já estouraram no You Tube com mais de dez milhões de visualizações. Todos querem conhecer Erin Griffin, a nova sensação do momento, e depois tem a Rihanna que esta te esperando.

– Eu sinto muito mesmo, só Deus sabe o quanto esta sendo difícil pra eu tomar essa decisão, mas respondendo a sua pergunta, sim, eu sei muito bem o que eu estou perdendo, mas aconteceu que não esta aqui em Nova York. O que eu estou perdendo esta lá em Village Falls. Minha família, meu namorado, meus amigos e até a minha própria identidade.

– Você sabe que não terá outra oportunidade conosco depois disso né?

– Sei sim. Mas eu sou forte, decidida e amo o que faço. E pode apostar que eu irei buscar outras oportunidades em outras gravadoras, eu não vou desistir. Mas nesse momento tem pessoas precisando de mim, e há coisas mais importantes a serem feitas do que estar aqui. Eu precisei perder pra dar valor, mas ainda da tempo de recuperar tudo. Muito obrigada pela oportunidade e até um dia quem sabe. Tchau.

Erin pegou sua mala e saiu arrastando ela pelo corredor do hotel, e ao contrário do que se pensava, ela estava muito feliz em voltar para casa.

*****

No Centro Médico de Village Falls, Brandon visitava Peyton.

– Toc toc… É aqui que reside uma brava guerreira? – perguntou sorrindo ao bater na porta do quarto de Peyton.

– Sim aqui esta residindo provisoriamente uma garota brava, guerreira nem tanto. – disse sorrindo.

– Como você ta Peyton? – perguntou dando um beijo no rosto dela e em seguida lhe entregou rosas vermelhas. – São pra você.

– Pra mim, e vermelhas? Nossa quanto progresso… Será que eu subi um pouquinho no seu conceito?

– Hum… Quem sabe. Digamos que eu me lembrei do que você me disse na última vez em que eu te dei flores. Você disse que rosas amarelas eram pra doentes ou para avós, lembra?

– Como eu poderia esquecer aquele balde de água fria…

– Pois é… Dessa vez eu decidi lhe dar rosas vermelhas.

– Rosas do amor, da sedução, da paixão… É… Sem dúvida as vermelhas me agradam mais. – falou com um sorriso enigmático.

– Mas mudando de assunto, a gente precisa parar de se encontrar em situações de risco, de vida ou morte… Já reparou que o perigo vive nos rondando?

– Sim, eu reparei. E acho que o perigo deve nos achar atraentes, eu, por exemplo, amo uma boa dose de adrenalina e de certa forma, essas coisas são como imãs que vivem se atraindo. O que foi? Você ficou sério de repente Brandon.

– Peyton eu estive pensando sobre aquela noite em que a Elena foi assassinada, pra ser mais exato nas duas horas seguintes em que nós saímos da sua casa, enfim… Nós nunca falamos sobre aquele episódio e isso tem me atormentado bastante ultimamente. Depois que eu falei com a Elena no lago Village e ainda sai de lá sem me entender com ela, nós nos encontramos, e você ficou confusa e disse que ela tinha chamado você lá, por quê? Eu sinto que você esconde alguma coisa de mim.

– Ora porque, pra tentar entender o motivo de eu ter dado aquela festa e ter encurralado ela daquela forma. Ela não conseguia entender e não se conformava com tudo aquilo. – disse sem encará-lo.

– E porque você fez tudo aquilo, nós dois sabemos muito bem que a Elena não era esse tipo de pessoa, que ria dos outros, colocava apelidos, praticava bullying… Eu venho analisando tudo na minha cabeça, revendo fatos, lembrando de coisas que só me fazem crer que a Elena foi vítima das suas armações e eu só queria saber o porquê de você fazer isso, qual o motivo de tanto ódio assim, que justifique estragar a vida de uma pessoa? A Elena falava comigo que você ás vezes pilhava ela pra entrar nos seus jogos, mas que ela não se sentia bem com aquilo tudo e que algumas vezes só fazia pra você não ficar magoada com ela. O que me leva a crer que o tempo todo você fez tudo de caso pensado, arquitetando sempre contra a Elena… E na morte dela, Peyton, você também teve culpa? Você matou a Elena? – perguntou sério e confuso.

– Como é que é? Eu ouvi direito? Você esta me acusando de ter matado a Elena? – perguntou indignada. – Presta bem atenção Brandon, eu posso não ser nenhuma santa, e nem me orgulhar de algumas coisas que eu fiz na minha vida, mas assassinato? Eu nunca matei ninguém e jamais teria coragem para fazê-lo e acredite se quiser, muito menos o faria com a Elena que apesar de tudo, eu a amava muito. Agora se você não acredita em mim, por favor, vai embora agora.

– Eu vou sim, até porque ta uma confusão aqui dentro ainda. – disse ele apontando o dedo para própria cabeça. – E eu não quero mais falar sobre isso. Desculpa qualquer coisa Peyton, eu estimo suas melhoras. Tchau. – disse sério e em seguida saiu apressado sem olhar pra trás.

Peyton chorou de raiva e jogou o travesseiro contra a porta. – Depois ela começou a pensar em algo ocorrido daquela noite.

*Flashback

Ela caminhava apressada e com uma lanterna no meio da mata, já eram quase meia noite e o frio e a escuridão do lago Village, a faziam estremecer de medo. E Peyton quase teve uma síncope quando ouviu barulho de folhas sendo pisadas e alguém caminhando apressado na sua direção. Ela não teve reação a não ser ficar parada e esperar.”

– Peyton! O que você esta fazendo aqui?

– Brandon, é você? – perguntou aliviada. – Graças a Deus! Eu quase morri de tanto medo.

– O que você veio fazer aqui? Acabar de vez com a Elena, já não basta tudo o que você armou pra ela na sua casa? – perguntou nervoso.

– Eu só vim conversar com ela, ta bom? A Elena me ligou e esta nervosa, disse que estava aqui no lago e eu vim, fiquei com medo dela cometer alguma besteira. Mas e você, o que veio fazer aqui? – perguntou curiosa.

– Nada. Eu apenas segui a Elena até a casa dela e depois até aqui. Eu me arrependi de ter brigado com ela. Mas parece que a minha vinda até aqui foi em vão, porque ela não quer falar comigo, e depois de tudo eu não tiro a razão dela. Me faz um favor? Vê se tentar consertar tudo isso e diz pra ela me perdoar que eu a amo, ta bom?

– Claro, eu vou ver o que posso fazer. – disse com um olhar enigmático.

*Fim do Flashback

– Você não faz ideia de tudo o que eu vi e ouvi naquela noite, Brandon. E pra minha segurança, ninguém nunca irá saber.

*****

Na delegacia de Village Falls, o detetive Ross tinha em mãos o resultado da perícia completa de todos os computadores apreendidos, e depois de examinar um por um, ele decidiu.

– Hollie me faça um favor, eu quero que você ligue para todos os jovens presentes na casa da Peyton na noite em que a Elena foi morta, eu preciso esclarecer uma coisa pra todos eles. Pode ser pra amanhã a tarde aqui mesmo na delegacia.

– Pode deixar detetive, que eu ligo para todos marcando. Mas sobre o que você quer falar com eles? – perguntou curiosa.

– Olhe você mesma. – disse entregando um papel com o resultado da perícia pra ela.

Hollie leu tudo atentamente e ficou surpresa com o que viu.

– Mas isso vai ser um choque pra todos eles. É nitroglicerina pura. – disse sorrindo.

– Pois é… E finalmente a alma da Elena vai poder descansar em paz. – disse o detetive satisfeito.

*****

*The Funeral – Band Of Horses

Era chegada à hora do enterro de Nathan, e além de Jimmy, Melinda, e os pais de Nathan, mais ninguém havia comparecido a cerimônia. – Até que Melinda sorriu ao ver os amigos de Jimmy chegando.

– Olha só quem veio te dar uma força filho. – disse Melinda emocionada.

Jimmy olhou de repente e não acreditou no que estava vendo. – Brandon, Amber, Tyler, Alicia e Andrew juntos e indo na direção dele. Eles o abraçaram e ficaram do seu lado o tempo todo. Até mesmo os pais de Nathan ficara satisfeitos com a presença dos jovens.

A cerimônia durou quase uma hora e depois todos saíram com Jimmy para tirá-lo de casa um pouco.

*****

Mais tarde no culto da igreja, depois do pastor Griffin dar uma palavra, o coral segui cantando enquanto todos acompanhavam e louvavam.

*Oh Happy Day

Tyler havia pensado bastante na proposta do pastor de passar a freqüentar os cultos, e naquele início de noite, ele finalmente decidira ir e chegou meio tímido, depois do culto já iniciado, indo sentar no fundo da igreja.

O pastor Griffin ficou muito feliz ao vê-lo de longe e foi logo falar com ele.

– Boa noite meu jovem, que bom que você veio. A paz do senhor esteja sempre com você. – disse estendendo a mão para Tyler.

– Obrigado pastor. Eu pensei muito antes de vir e alguma coisa acabou me atraindo, eu não consegui ficar em casa, eu tinha que vir. – confessou com um meio sorriso.

– Não se acanhe filho e, por favor, venha comigo sentar-se lá na frente no primeiro banco. O nosso senhor Jesus Cristo gosta de receber cada ovelha perdida que volta pra ele bem de perto, num lugar de destaque na sua casa.

Tyler sorriu e acompanhou o pastor Griffin até lá na frente onde se juntou as outras pessoas e cantou com elas, enquanto o pastor claramente emocionado agradecia ao senhor por ter tocado o coração de Tyler.

*****

No Centro Médico de Village Falls, Peyton se preparava para ir embora, quando foi surpreendida por uma visita inusitada.

– Zoila você pode ir levando essa mala até o carro pra mim, por favor? Eu não agüento ficar mais um minuto nesse hospital.

– Claro senhorita Martinez, pode deixar que eu levo. – disse toda solicita.

Zoila saiu e cruzou com Amber que entrou no quarto e encontrou Peyton de costas penteando o seu cabelo e depois passando batom.

– Pronto. Agora sim, eu vou sair mais linda ainda dessa hospital. – disse sorrindo e ao se virar deu de cara com Amber, fechando a cara na mesma hora.

– Oi Peyton. Eu vim ver como você esta?

– Chegou atrasada garota de Minessota. Eu já recebi alta. Mas acho que eu tenho uns dez minutos reservados pra você que afinal de contas, acabou salvando a minha vida. – disse sorrindo. – Obrigada.

– Não tem que agradecer. É o que todos nós fazemos diante daquela situação.

– Você é muito otimista e tem um bom coração, Amber. Mas acredite em mim, nem todos agiriam da mesma forma.

– É pode até ser, mas eu prefiro acreditar no ser humano e que podemos encontrar ainda a bondade em qualquer coração, independente de qualquer coisa. Mas você parece que esta querendo me dizer alguma coisa, pode falar…

A sua ficaram se olhando em silêncio durante um tempo, até que Amber quebrou o silêncio.

– É eu confesso que a minha visita tem outro motivo além de saber como você estava… É sobre o meu pai. Desde que eu cheguei à cidade que eu noto a sua implicância com ele, e pra ser bem sincera com você, eu vim até aqui pra conhecê-lo melhor e tirar algumas suspeitas que eu tenho sobre rumores que eu sempre ouvi dele em Minessota, que é onde nós morávamos até ele se separar da minha mãe e vir morar aqui em Village Falls.

– Há então existe rumores sobre o professor Moore, interessante. E por acaso você não conhece o ditado que onde há fumaça, há fogo? Olha quer saber, eu vou dizer tudo o que eu sei e depois você que tire as suas próprias conclusões. O seu pai sempre agiu de maneira inapropriada com as alunas, sempre cercando elas, admirando e elogiando, com a Elena mesmo que já não esta mais entre nós e até mesmo comigo já aconteceu… Ele nos assediava direto. Eu ainda batia de frente com ele, mas a Elena tinha medo, assim como as outras e tudo fiou até hoje por isso mesmo.

– E porque você nunca o denunciaram? Isso é crime, ainda mais ele sendo um professor.

– Nenhuma das garotas quis ir em frente, e só eu não resolveria muita coisa também. Seria a minha palavra contra a dele, a It Girl do colégio, patricinha, líder de torcida, enfim… O meu currículo não passava muita credibilidade.

– E se eu for em frente numa denúncia, acha que eu conseguiria o apoio de todas e o seu também, claro. – disse determinada.

– Claro, pode contar comigo. O seu pai tem pagar por esses crimes, ele assediou muitas garotas.

– Ótimo. Eu vou cuidar de tudo e mantenho você informada pra reunirmos todas essas garotas. Obrigada Peyton, eu ó espero resolver isso e fazer justiça, inclusive pra uma grande amiga minha que embora negue, eu sei que também foi assediada pelo meu pai. Agora eu preciso ir, melhoras.

– Obrigada. Finalmente aquele mau caráter vai ter o que merece.

*****

À noite, na casa dos Griffin, eles teriam uma grande surpresa.

– A essa hora do jantar, mas quem será? – se perguntou o pastor Griffin olhando sério para a esposa ao ouvir o som da campainha.

– Eu não sei, mas nós já vamos saber. Pode deixar que eu atendo querido. – disse se levantando da mesa.

A pastora arrumou os cabelos e abriu a porta sorrindo quando de repente, suas pernas começaram a tremer de emoção, ela parecia não acreditar no que estava vendo.

– Filha… Você voltou! – disse abraçando Erin e depois gritou. – David corre aqui. Depressa David…

– Mas o que foi que aconteceu? Que gritaria é essa? O meu Deus! Erin… – disse o pastor surpreso e depois começou a chorar.

– Entra filha, seja bem vinda a sua casa. – disse Victoria sorrindo.

Erin entrou meio tímida e depois de ficar encarando o pais por alguns segundos, ela correu até ele o abraçando bem forte e também emocionada.

– Me desculpa pai, mãe… Me desculpa por tudo. Eu errei em ter ido embora de casa tão cedo e sem a permissão de vocês que me amam tanto e querem o meu bem. Eu não devia ter abandonado vocês e o Tyler, não devia.

– O tempo é o melhor dos conselheiros minha filha, ele é capaz de consertar até o mais duro dos corações. Deus me confirmou que você voltaria pra casa e mais uma vez eu só tenho a agradecer o nosso pai por isso.

– Amém! – concluiu a pastora.

– Eu quero que vocês saibam que eu amo vocês, e que embora eu tenho voltado, o meu sonho de ser uma cantora pop continua. Mas eu não irei atropelar mais as coisas, e tudo será na hora certa. – disse sorrindo. – Eu prometo.

– Tudo bem minha filha, nós entendemos e respeitamos você e a sua vontade. Nós também erramos de querer escolher o seu caminho por você. De hoje em diante, com sabedoria, inteligência e entregando tudo nas mãos do senhor, você segue o seu próprio caminho e nós te apoiamos pro que der e vier. – disse o pastor. – Que seja sempre feita a vontade do pai, afinal, Deus é bom.

– O tempo todo. – responderam mãe e filha juntas e todos começaram a rir.

*****

Alicia acordou sobressaltada, quase sem ar e muito agitada. – Ela estava sonhando com o tiroteio no colégio e por alguns minutos, ela reviveu toda aquela tragédia. Mais calma por saber que era apenas um sonho, ela tomou quase todo o copo de água que estava em cima do criado mudo ao lado de sua cama e depois foi até o banheiro, onde lavou o rosto e em seguida passou as mãos molhadas pelos cabelos. – Alicia respirou fundo e se olhou no espelho. E pelo reflexo, ela via a gaveta do armário da pia, onde ela guardava a sua caixa com as Gillettes. Alicia não se cortava já a mais de um mês, e naquele momento a dor, os problemas, tudo voltou mis forte e ela não consegui se conter.

– Me desculpa Andrew. – disse pra si mesma chorando.

Então ela abriu a gaveta, pegou a caixa e em seguida a abriu também, retirou uma gillete e depois a encostando sobre a pela da coxa, Alicia fez um corte preciso e profundo, chorando em seguida de dor.

*****

Tyler havia acabado de servir o café para sua mãe na cama, e já ia saindo pra andar um pouco quando ao abrir a porta, ele deu de cara com Erin, prestes a tocar a campainha.

– Oi Tyler…

– Oi Tyler? Depois da nossa última conversa e de ter ido embora logo em seguida, me deixando aos prantos naquela rodoviária, é tudo o que você tem pra me dizer… Oi Tyler? – perguntou nervoso.

– É claro que não. Eu vim conversar com você, tentar esclarecer as coisas. Será que eu posso entrar? – perguntou receosa.

– Acho que não. Primeiro porque eu não tenho o mínimo interesse em ouvir o que você tem pra me dizer, e depois porque eu já estava de saída. – disse sério. – Agora se você me da licença, eu…

– Deixa de ser infantil, Tyler! E vamos conversar como adultos. Eu errei, admito. Agi por impulso, movida por conquistar o meu sonho, mas eu estou de volta, me arrependi e quero consertar as coisas. Então será que você pode me ouvir por cinco minutos? Depois eu prometo que se você quiser, eu sumo da sua vida e pra sempre.

– Acabou? – perguntou a encarando e ela afirmou com um gesto de cabeça. – Que bom, porque eu continuo não querendo te ouvir. Se quiser continuar ai parada ou entrar e beber um copo de água fique á vontade. Só bata a porta quando sair. – disse colocando o seu gorro na cabeça e saindo sem olhar para trás.

Erin começou a chorar sem saber o que fazer, quando ela ouviu um barulho vindo da escada da sala.

– Quem esta ai? – perguntou Beth ainda de camisola, descendo as escadas devagar por esta fraca.

– Ah, oi dona Beth. Sou eu Erin. – disse entrando e sorrindo.

– Erin? Você voltou minha filha! – exclamou sorrindo. – Mas que bom. Entre minha filha e fique a vontade. O Tyler acabou de sair.

– É eu sei. Nós nos encontramos e não foi nada amigável esse reencontro. – disse cabisbaixa.

– Eu entendo. O Tyler ainda esta magoado com tudo o que aconteceu… É, por favor, você poderia me ajudar as descer esses restos de degraus? Eu ando muito cansada e quase sem forças ultimamente…

– Claro, eu ajudo sim. A senhora quer se sentar aqui no sofá?

– Sim, por favor. Ai que sensação mais ruim essa de se sentir jovem ainda, porém fraca e sem mais uma vida inteira pela frente. – disse sorrindo, enquanto Erin não sabia o que dizer. – Não precisa ficar sem graça querida, eu estou acostumada a falar das coisas sem rodeios e a fazer piada comigo mesma.

– A senhora esta melhor?

– Morrendo né minha filha, é como eu estou me sentindo. – disse sorrindo. – Mas eu já estou acostumada com a ideia e sinceramente? Será um descanso pra mim e pra todo mundo. Ninguém merece viver cercado por uma doença. Todos nós merecemos viver e lutar pela vida quando existe essa possibilidade e se tem um lindo caminho pela frente. Bom, mas agora vamos falar de coisas boas… Você voltou pra ficar?

– Sim. Eu vi aquele horror que foi o tiroteio no colégio e pensei muito no Tyler, fiquei com medo que ele tivesse ferido, enfim… Ai eu vi que o meu lugar era aqui ao lado dele, dos meus pais e dos meus amigos, e corri pra Village Falls na mesma hora. Mas acho que o Tyler eu acabei perdendo pra sempre, ele nem quis me ouvir, ta com muita raiva de mim. – disse triste.

– Paciência minha filha, tenha paciência com ele. O Tyler te ama também e sofreu muito com a sua partida. Ele só esta com o orgulho ferido, mas quer saber? Por dentro ele esta explodindo de alegria por você ter voltado que eu sei, eu conheço o meu menino. Eu vou falar com ele, pode ficar tranqüila. – disse sorrindo.

– Obrigada pelo apoio senhora Malone. Eu vou orar pela senhora, pra que tudo fique bem e Deus opere um milagre na sua vida.

– Amém!

– Acredite… Ele pode lhe dar a cura e salvar a sua vida.

As duas se abraçaram emocionadas e Erin fez naquele momento uma oração de cura para a senhora Malone.

*****

Na casa de Peyton, depois de chegar e relaxar um pouco, Zoila bateu na porta do seu quarto apressada.

– O que é Zoila? Parece que vai tirar o pai da forca… Entra. Você pode me dizer o que esta acontecendo, por acaso a casa esta pegando fogo? Eu preciso repousar sabia?

– Me desculpa senhorita Martinez, mas é muito importante. Tem uma surpresa lá embaixo que acabou de chegar.

– Surpresa, mas que surpresa? É o Brandon? – perguntou animada.

– Não senhorita Martinez. Dessa vez não é o senhor Clark. Mas acho que vai deixar a senhorita muito feliz também, assim como o senhor Clark deixa toda vez que aparece por aqui. Agora venha vamos logo…

– Acho bom ser algo que valha muito a pena a ponto de você me tirar da cama criatura senão eu te demito agora mesmo. – disse descendo as escadas com a empregada.

– Surpresa! – disseram juntos Megan e Patrick Martinez, pais de Peyton que ela não via há quase um ano.

Peyton ficou surpresa e sem palavras ao ver seus pais depois de tanto tempo.

– Não vai nos dar um abraço filha? – perguntou Patrick de braços abertos.

– Mas que palhaçada é essa? – perguntou indignada.

– Vocês ficam foram por quase um ano, ignorando todos os últimos e terríveis acontecimentos da minha vida e depois aparecem assim de surpresa achando que vai ficar tudo bem, que vamos nos abraçar e sentar felizes a mesa do jantar como uma família normal num comercial de margarina? Aposto que o carro deve estar cheio de presentes pra mim.

– Acertou minha querida, o segurança já vai trazer tudo e deixar no seu quarto. – disse Megan sorrindo.

– Pois levem de volta com vocês, eu não preciso ser comprada. Eu tenho os meus sentimentos, eu tenho um coração vocês sabiam? Nesse tempo todo em que vocês ficaram fora, eu perdi a minha melhor amiga, virei uma das suspeitas, fui interrogada, depois quase morri no colégio trancada dentro de um porta malas por um assassino que explodiu o carro minutos depois de eu ter conseguido sair com a ajuda de um pai de uma amiga. Um mês depois eu chegava em casa sozinha no dia de folga dos empregados e esse mesmo assassino começou a rondar a casa até que conseguiu entrar, e vocês não fazem ideia do medo e do terror que eu vivi aqui dentro, agora por último, há dias atrás teve um atirador no colégio e eu fui ferida, levando um tiro na perna do qual eu perdi muito sangue e outra vez quase morri. E onde vocês estavão esse tempo todo? Qualquer pais de verdade e que se importam com os filhos no lugar de vocês teria voado pra cá desde que eu virei suspeita de um crime, agora por vocês, acho que eu poderia até morrer que não faria falta nenhuma, nem pro meu enterro os meus pais estariam aqui. Agora se me dão licença, eu vou voltar pro meu quarto, porque eu ainda estou me restabelecendo do último atentado, mas fiquem a vontade, a casa é de vocês.

Peyton subiu as escadas chorando, enquanto seus pais se entreolharam e não levaram nada a sério o que ela disse.

– Ai ai… Filhos. Definitivamente não dão valor aos nossos esforços, se ela tem tudo o que tem, é porque nós trabalhamos duro pra isso. É uma ingrata mesmo. – disse Megan meneando a cabeça.

– Não se preocupe meu amor, ela esta naquela fase difícil da adolescência, isso se não tiver de TPM também. Zoila prepara um bom drink pra mim, eu vou subir e me trocar pra tomar um bom banho de piscina. Eu já estava com saudades de mergulhar nessa piscina.

– E pra mim você prepara aquele banho de banheira relaxante com todos os meus sais, essa recepção nada agradável da Peyton me deixou toda tensa, eu estava tão bem… Rápido Zoila! Que criatura mais lerda, credo.

*****

À noite no fim de mais um plantão, Ross faria um convite a Hollie.

– Você quer uma carona até em casa? – perguntou Ross ao ver Hollie arrumando suas coisas dentro do armário e começando a se trocar para ir embora.

– Você pode se virar um pouco, por favor. – disse séria enquanto ele se virava. – Acho que eu vou aceitar sim, a sua carona. Eu estou exausta.

– Se você preferir a gente pode sair pra beber um pouco, tomar um drink, sei lá… Só pra respirar um pouco.

– Tai é uma boa ideia. Acho que nós podemos ir beber por uma hora e meia, duas talvez. A Melinda ficou de dormir lá em casa hoje, a minha mãe gosta muito da companhia dela e depois eu estou precisando mesmo relaxar. – disse terminando de colocar a blusa. – Pode se virar agora.

Os dois ficaram se encarando por algum tempo, até que Hollie perguntou:

– E sobre o diário da Elena, você descobriu mais algum fato relevante para o caso? – perguntou curiosa.

– Ainda não, mas algo me diz que a resposta ali. É só uma questão de tempo até pegarmos esse assassino. O padrasto pode até ter abusado dela na infância, mas eu não acredito que ele a tenha matado.

– Pode ser, mas eu também tenho as minhas dúvidas sobre esse abuso sabia? A Elena era uma criança de apenas oito anos de idade com uma imaginação fértil e que odiava o novo marido da mãe, quer dizer, o que uma criança com uma mente um pouco mais perversa não seria capaz de inventar pra acabar com o casamento da mãe? De uma coisa eu tenho certeza, eu não acredito que um desses jovens a tenham matado, apesar de todos odiá-la. Pra mim esse assassino ou assassina, seja ele quem for, já passou há muito tempo pelo ensino médio.

– Bom eu estive pensando em dar o diário pra mãe da Elena ler, segundo a própria prefeita diz, ela jamais colocou a mão nesse diário, de repente pode ser que ela nos ajude a chegar numa pista ou em alguém que tenha cometido o crime.

– Pode ser, eu acho uma boa ideia. Agora vamos que eu to com a garganta seca, louca por uma tequila. – disse sorrindo. – E amanhã cedo temos um encontro com os jovens para esclarecer de uma vez por todas quem era a Elena e quem é a Peyton.

– Com certeza. Vamos então?

*****

Amber saiu de casa sem fazer barulho e se afastou da residência uns quinze metros. Depois de se certificar que não havia ninguém por perto, ela fez uma ligação.

– Alô… É da delegacia? Eu queria fazer uma denúncia anônima… Sobre o que? Assédio de um professor sobre suas alunas.

Amber ficou séria e ouviu atentamente tudo o que o policial falava do outro lado da linha.

*****

No dia seguinte, na casa do detetive Ross, ele e Hollie acordavam juntos mais uma vez.

– Nossa que horas são? – perguntou Hollie se levantando.

– São quase oito, nós estamos atrasados. Os jovens já devem estar esperando por nós na delegacia. Você esta bem?

– To. Só com uma ressaca daquelas e uma tremenda dor de cabeça. Eu devia ter ido pra casa ontem à noite…

– Por quê? Você se arrependeu de novo de ter ficado comigo?

– Não, claro que não. Eu quis vir pra cá ontem, lembra? Mas é que hoje com esse compromisso logo cedo, eu tinha que estar melhor, e bebi todas ontem. – disse segurando a cabeça.

– Faz o seguinte, tom uma ducha rápida enquanto eu preparo um café bem forte pra gente. Depois você toma um analgésico e nós saímos em seguida pra delegacia. Resolvendo esse assunto com os garotos, depois você volta pra casa e tira o dia de folga.

– Nossa que patrão mais bonzinho. Mas tai, eu gostei da ideia e confesso que estou precisando mesmo de um descanso extra. Eu topo. Agora deixa eu ir tomar logo esse banho pra acabarmos logo com isso. – disse indo para o banheiro.

– Tem toalha limpa, e tudo mais o que você precisar ai. Eu vou descer e preparar o café. – Ross sorriu todo feliz e depois desceu cantarolando.

*****

Na delegacia de Village Falls, todos esperavam calados e impacientes numa sala ampla, a chegada do detetive e da oficial.

– O que será que eles querem com a gente dessa vez? – perguntou Brandon andando de uma lado para o outro. Você não esta sabendo de nada Tyler?

– Qual é Brandon, acha que só porque eu sou irmão da oficial, ela abre o jogo comigo? Eu sei tanto quanto vocês.

– Ou seja, nada. – conclui Peyton. – Eu detesto esse tipo suspense, parece até que cometemos um crime.

– Será que eles descobriram quem matou a Elena? – perguntou Jimmy angustiado.

– Tomara que seja isso mesmo, só assim esse pesadelo acaba e as nossas vidas voltam ao normal. – disse Alicia.

– Seja o que for, nós já vamos descobrir porque eles acabaram de chegar. – disse Erin o vendo entrar na delegacia através de uma enorme parede de vidro que havia na sala.

– Bom dia pessoal, preparados para esclarecermos algumas dúvidas sobre a noite em que a Elena foi assassinada? – perguntou Ross ao entrar na sala seguido de Hollie.

– Tentem se acalmar crianças, eu sei que mil coisas devem estar passando pela cabecinha de vocês, mas uma coisa eu já posso adiantar pra vocês ficarem mais calmos… Nós ainda não descobrimos quem matou a Elena, portanto ninguém aqui vai ser preso hoje. Acho que isso já é uma boa noticia não é mesmo?

Todos respiraram um pouco mais aliviados depois da informação, então o detetive Ross prosseguiu:

– Eu estou com algumas provas aqui que foi encontrada em um dos notebooks apreendidos para a perícia, e eu achei importante fazer essa reunião aqui hoje, para esclarecermos de vez todas as acusações que vocês fizeram contra a Elena na festa da Peyton na noite do crime. Por isso eu convidei o Andrew também, que mesmo não estando presente naquela festa, é irmão da vítima e merece estar aqui hoje, afinal é a memória de Elena Cooper que esta em questão aqui. – disse encarando um por um. – Por favor, Hollie… Passe as cópias do arquivo final sobre a conclusão da perícia nos computadores, para cada um deles.

Hollie então passou as cópias para cada um deles que começaram a ler o documento na mesma hora, enquanto Hollie e Ross esperavam.

– Mas o que isso quer dizer? – perguntou Brandon confuso.

– Aqui esta dizendo que muitas mensagens que alguns receberam da Elena, vieram de dois computadores, um dentro do colégio e o outro em horários fora de aula. Quem mandava essas mensagens? – perguntou Tyler curioso.

– Os computadores da biblioteca do colégio também foram analisados, e foi encontrados essas mensagens, mas eles são públicos não tem como saber quem os usou. Porém o computador privado, tem como saber. Tanto que foram rastreados todos os IP’s de cada um de vocês, que é único de cada computador quando estes são ligados a internet. – explicou Ross.

Todos se olharam surpresos e nervosos nesse momento.

– Sendo assim, aqui nós temos o resultado final de quem era o responsável pelas mensagens de bullying, ódio e encorajamento para que vocês tomassem certas atitudes das quais se arrependeriam depois… – disse o detetive Ross.

Hollie foi passando os papéis com a conclusão da perícia.

– Como todos podem ver, tudo que foi enviado do computar privado para vocês vieram desse único IP, que pertence a Peyton Martinez. O que significa que Elena Cooper era inocente nisso tudo e dizia a verdade quando afirmava não ter mandado nenhuma mensagem a nenhum de vocês.

– Peyton… Como você pode? – perguntou Brandon decepcionado.

– Estão vendo só como todos vocês foram injustos com a Elena naquela noite? – disse Tyler revoltado. – Me desculpa mais ficar aqui esta me causando náuseas. Bom dia a todos. – disse saindo.

– Mas e quantos as mensagens de texto? – quis saber Erin curiosa.

– Foram todas enviadas do celular da Elena, porém em horários escolares. O que nos levou a crer que alguém mandava do celular dela também, tudo pra fazer parecer que era mesmo a Elena, que estava mandando.

– Peraê… Eu me lembro mesmo que a Elena vivia ás vezes deixando o celular dela com você, Peyton. Como você pode? A Elena adorava você, a tinha como sua melhor amiga.

– E pensar que nós não acreditamos nela, justamente por ela andar com você… E a Elena era bem melhor que você. – concluiu Alicia ainda chocada.

– Vamos Andrew, nós não temos mais nada o que fazer aqui. Eu quero ficar bem longe de você. – disse ao passar por Peyton.

– Me esperem, eu também não estou mais agüentando ficar aqui. – disse Erin os acompanhando.

– Nem eu. – disse Jimmy.

– Brandon por favor, você tem que acreditar em mim, quando eu digo que fiz isso por você, eu fiz por amor. – disse desesperada e chorando ao abraçar ele.

Brandon a afastou dele e olhou bem nos olhos dela.

– Você me fez pensar que a Elena, a garota que eu amava, era a pior pessoa do mundo, e ainda acabou empurrando ela pra morte. Eu jamais vou te perdoar por isso, Peyton. E se por um acaso você esta escondendo mais alguma coisa, à hora de falar é agora. – disse sério.

Peyton olhou para os detetives e depois para Brandon e desviou o olhar.

– Não. – disse cabisbaixa. – Eu não tenho mais nada pra falar.

– Detetive, oficial bom dia. Com licença. – disse Brandon saindo e deixando Peyton sozinha com eles chorando muito.

– Pode ficar ai se lamentando o quanto quiser garota. Depois saia e bata a porta. Pelo menos a memória da Elena foi limpa. – disse Hollie séria.

Depois ela e Ross saíram, deixam Peyton num estado lastimável.

*****

Horas mais tarde na casa dos Clark, Brandon estava pensativo deitado em sua cama e tentando ligar alguns fatos, e nada tirava da cabeça dele que Peyton estava escondendo alguma coisa sobre a noite do assassinato de Elena e ele não podia deixar as coisas assim. – Depois de pensar muito, ele pegou o celular e fez uma ligação.

– Alô… Detetive Ross? É Brandon Clark. Eu tenho um crime pra confessar… Fui eu quem matou Elena Cooper! E eu estou esperando vocês virem me prender aqui na minha casa. Eu estou me entregando. – disse sério.

*****

Andrew e Alicia saíram de casa para esfriar um pouco suas cabeças, e foram até o lago Village, onde ele estacionou o carro de frente para o lago.

– Você esta diferente, mais quieta, fria e distante esses dias… Eu tenho notado isso desde aquele episódio do tiroteio no colégio. – observou Andrew.

– Impressão sua, eu continuo a mesma. Só estou cansada de tantas coisas, cada hora uma novidade, uma surpresa, ás vezes eu só queria que tudo voltasse ao normal, como era antes da Elena morrer. – disse emocionada. – Só de pensar o quanto eu fui injusta com ela, nós poderíamos ter sido amigas e irmãs de verdade.

– Eu entendo. Vem cá, vem. – disse abraçando ela. – Não fique assim, meu amor. O importante é que a justiça foi feita e que o nome da Elena foi limpo. Aposto que onde quer que ela esteja, ela esta muito feliz agora.

– Eu odeio a Peyton! Aquela vadia nos enganou direitinho.

– Deixa ela pra lá, não vale a pena agora. Se a Peyton tem um coração dentro daquele peito, ela vai ter a vida inteira pra sentir remorso e conviver com isso agora.

– Eu espero mesmo que ela conviva com isso atormentando ela. – disse enxugando ás lágrimas.

– Mas agora vamos parar de falar nisso tudo, eu sei o quanto toda essa história que nós vivemos nos último meses tem mexido com você. – disse sério. – Alicia eu gostaria de te fazer uma pergunta… Você não tem se cortado de novo não né?

Alicia olhou séria pra ele, sem saber o que dizer e logo depois eles se assustaram ao ouvir algo do lado de fora arranhando o carro.

– Mas o que foi isso?

– Vamos embora daqui Andrew, por favor! Deve ser o assassino. – disse desesperada.

Andrew ligou os faróis e olhou tudo em volta. Ficava muito escuro à noite no lago que era cercado por uma floresta imensa. Andrew fez sinal de silêncio pra ela e aguardou.

– Confia em mim, eu vou pegar esse desgraçado.

– Não. Por favor, não faz nada. Vamos embora daqui enquanto ainda temos chance. – implorou Alicia.

Nesse momento, eles ouviram o carro ser arranhado de novo.

– Tranque as portas quando eu sair, confia em mim. – disse Andrew saindo do carro.

– Não! Que droga Andrew… Volta aqui!

*****

Na casa dos Clark, Christina a mãe de Brandon abriu a porta para os policiais e ficou surpresa ao ver que era a polícia. E sem dizer nada, eles já foram entrando.

– Mas o que esta acontecendo aqui? – perguntou nervosa. – Vocês não podem ir entrando assim na minha casa…

– Brandon Clarck, você esta preso pelo assassinato de Elena Cooper. – disse a oficial Hollie Malone algemando o rapaz na frente de seus pais na sala de sua casa.

– Não. O meu filho é inocente! Ele não matou ninguém. Diz pra eles Brandon, fala que você é inocente filho, por favor! – implorou Christina aos prantos.

– Me desculpa mãe, pai… Mas eu não posso dizer isso. Eu sou culpado. Eu matei a Elena. – declarou com os olhos marejados diante dos pais que surpresos com a afirmação se abraçaram chorando, enquanto viam o próprio filho sendo levado algemado pelos policiais. Brandon permaneceu calado e o tempo todo cabisbaixo, enquanto o detetive Ross falava sobre os direitos dele.

*****

CONTINUA…

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