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Terror Story – Season 1
“Quem Matou Elena Cooper?”

Uma Série de: Eduardo Moretti

*****

Episódio 12 – “Culpado ou Inocente?

Culpado ou Inocente? Certo ou Errado? Juiz ou Réu? O Bem ou o Mau? Qual a sua escolha? – Na vida, ás vezes temos que tomar decisões das quais não nos orgulhamos, e muitas vezes são elas que trazem verdades á tona. Não se sinta culpado, se você não o for. Seja você o seu próprio juiz e sempre lute para que a verdade vença.”

Brandon Clark

*****

Brandon chegou algemado na delegacia e sem dizer uma palavra o tempo todo, ele foi encaminhado para a sala de interrogatório, onde Hollie o colocou sentado e tirou suas algemas, deixando ele se ambientar enquanto eles aguardavam o detetive Ross para iniciar as perguntas.

– Esta tudo bem? – perguntou Hollie. – Você quer tomar um copo de água?

– Não, obrigado. Eu estou bem.

– Muito bem rapaz, podemos começar o interrogatório. – disse o encarando sério e depois olhou para Hollie.

Brandon permaneceu calado e sem expressar nenhuma reação, ele ficava apenas cabisbaixo.

*****

– Mas o que foi isso?

– Vamos embora daqui Andrew, por favor! Deve ser o assassino. – disse desesperada.

Andrew ligou os faróis e olhou tudo em volta. Ficava muito escuro à noite no lago que era cercado por uma floresta imensa. Andrew fez sinal de silêncio pra ela e aguardou.

– Confia em mim, eu vou pegar esse desgraçado.

– Não. Por favor, não faz nada. Vamos embora daqui enquanto ainda temos chance. – implorou Alicia.

Nesse momento, eles ouviram o carro ser arranhado de novo.

– Tranque as portas quando eu sair. Confia em mim. – disse Andrew saindo do carro.

– Não! Que droga Andrew… Volta aqui!

Andrew sumiu enquanto olhava tudo em volta, tentando encontrar a pessoa que estava brincando com eles, quando estavam dentro do carro. – Alicia já estava desesperada dentro do carro, então ela decidiu sair.

– Andrew… Onde você está? – perguntou enquanto rodava em círculos pelo carro e olhava tudo em volta. – Andrew apareça, por favor! Ai meu Deus…

Alicia começou a caminhar devagar na direção que Andrew havia ido, ela estava com muito medo que chegava a tremer. – De repente ela ouviu barulho de folhas e galhos sendo pisados e passos vindo na sua direção, e saiu correndo de volta para o carro. Quando estava chegando perto do veículo, ela deu uma topada de frente com alguém e começou a gritar.

– Calma! Sou eu meu amor. – disse Andrew a abraçando. – Entra no carro, vamos embora daqui agora.

Os dois entraram no carro e Andrew ligou o veículo rapidinho, dando a partida logo em seguida e saindo dali o mais depressa possível.

*****

– Porque você está confessando um crime que não cometeu Brandon? – perguntou o detetive a ele.

– Com todo o respeito detetive Ross, como você pode saber se eu o cometi ou não? Se eu confessei e me entreguei é porque fui eu quem matou a Elena. – disse o encarando sério.

O detetive começou a rir.

– Ah, mas não foi você mesmo. Eu ainda não sei o que você esta querendo ganhar com isso, de repente esta protegendo alguém, sei lá… Mas você não é o assassino de Elena Cooper. Eu conheço e já vi os olhos de muitos criminosos bem de perto, e acredite em mim, os seus não estão nem perto disso.

– Porque levar a culpa por um crime que você não cometeu Brandon? – perguntou Hollie curiosa.

– Eu já disse, fui eu quem matou a Elena. E não posso fazer nada se vocês não acreditam em mim. – disse respirando fundo. – Estão perdendo o tempo de vocês se acham que vou dizer o contrário. Eu só quero que tudo acabe logo, e que a justiça seja feita.

– Okay. Se é o que você quer que seja feita a sua vontade. Vamos Hollie, eu vou pedir pra um policial vir te levar pra cela. E se prepare porque a vida na prisão é muito diferente da que você esta acostumado lá fora.

Brandon ficou pensativo e olhando tudo a sua volta, enquanto o detetive e a oficial o observavam de longe.

– O que você acha disso tudo? – perguntou Hollie.

– Uma tremenda palhaçada. Ta na cara que não foi ele quem matou a Elena, agora resta saber quem ele esta protegendo. Agora é esperar e ver até onde ele agüenta tudo isso.

*****

No dia seguinte, na casa dos Malone, Beth acordara cedo e bem disposta. – Quando Hollie desceu as escada estranhou em ver a mãe naquele pique todo.

– Bom dia minha filha. – disse toda alegre. – Você dormiu bem?

– Bom dia. Dormi sim mamãe, e a senhora não devia estar descansando? – perguntou preocupada.

– Devia sim, mas eu acordei tão bem disposta hoje que resolvi dar uma faxina na casa, lavar a roupa. – disse toda sorridente.

– Sei… E os seu remédios, a senhora já tomou?

– Eu não. Pra quê? Hoje eu não estou sentindo dor nenhuma. Não é incrível? – disse passando por Hollie e indo direto pra área de serviço. – Ah, filha… Tem café fresquinho, eu acabei de passar e a mesa já esta posta.

– Eu não estou entendendo mais nada… Mas é muito bom ver ela assim de novo. – concluiu sorrindo.

*****

No colégio Village Falls, todos os aluno foram impedidos de entrar no colégio. Todos estavam curiosos pra saber o que estava acontecendo, já que havia um carro da polícia parado bem na entrada. – E não demorou mito para que a porta principal fosse aberta e o professor Moore saísse de lá de dentro algemado.

Todos os alunos ficaram surpresos com a situação e sem entender nada, até que algumas garota começaram a gritar: Tarado! Sem vergonha, assédio é crime.

O professor Moore entrou na viatura sem olhar para os lados de tanta vergonha que ele estava sentindo.

– Foi você quem o denunciou? – perguntou Tyler se aproximando de Peyton.

– Não. A Amber, eu acho. Ela veio falar comigo, disse que havia suspeitas sobre o pai dela num outro colégio em Minessota, ai eu abri o jogo.

– E agora você vai até o fim né? Você vai falar sobre a Elena, porque senão quem vai falar sou eu. – disse categórico.

– Pode deixar que eu mesma falo. Agora nós temos mais garotas contra ele, vai ser fácil acabar com a vida desse monstro.

– É o que eu espero… Que a justiça seja feita. Village Falls esta ficando cada vez mais agitada, ontem a noite foi o Brandon que se entregou pra polícia.

– O Brandon fez o que? – perguntou indignada.

– Você não sabia? O Brandon se entregou ontem à noite pra polícia. Ele confessou ter matado a Elena.

– Mais isso é um absurdo, onde o Brandon esta com a cabeça de assumir um crime que ele não cometeu? Isso não pode ficar assim, eu vou tomar uma atitude e agora. – disse indo embora.

*****

Na delegacia de Village Falls, os pais de Brandon fariam uma visita pra ele.

– Ai playboy, tem visita pra você. – disse o policial abrindo a cela e levando Brandon até uma sala.

Chegando lá, Brandon viu seus pais de costas.

– Pai… Mãe. – disse com a voz embargada.

– Filho! – exclamou Christina chorando e indo até ele, o abraçando bem forte. Depois seu pai fez a mesma coisa.

– Porque Brandon, por quê? – perguntou seu pai sério.

– Eu não quero falar sobre isso pai, me desculpa. – disse desviando o olhar.

– Nós sabemos que não foi você filho, ninguém acredita que você matou a Elena. – disse Christina desesperada. – Então só diz a verdade pra eles te soltarem e nós vamos todos juntos embora pra casa.

– Que verdade mãe…

– Brandon Clark seja lá o que estiver passando pela sua cabeça eu já vou logo avisando que não irei permitir que você cometa essa loucura e só saio daqui depois que você dizer a verdade pra eles… Ah, oi gente. – disse Peyton sem graça. – Eu não sabia que você tinha visitas, o policial me mandou ir entrando.

– Tudo bem, os meus pais já estavam de saída.

– Brandon! – exclamou sua mãe surpresa. – Até parece que você não nos quer aqui?

– Deixa ele meu amor, vamos embora. Quem sabe uns dias a mais trancado aqui dentro não coloque um pouco de juízo na cabeça dele.

– Podem ir tranqüilos que eu vou colocar um pouco de juízo na cabeça dele. O que foi? – perguntou irritada a Brandon que a olhava rindo.

– É que juízo e você não combinam muito. – disse ainda rindo.

– Engraçadinho. Eu no seu lugar estaria aos prantos… Que ideia maluca foi essa de se entregar confessando um crime que todos sabem que você não cometeu Brandon?

– Não cometi? Me diz você Peyton, como pode ter tanta certeza que eu não cometi? É porque você sabe quem matou a Elena não é mesmo? Você viu tudo aquela noite.

– De onde você tirou isso Brandon? Só porque nos encontramos na floresta a caminho do lago Village, não quer dizer que eu tenha visto alguém matar a Elena. – disse agitada.

– Acontece que eu já tinha falado com ela, no caso brigado de novo já que ela não quis me escutar… Agora você estava indo, ela estava lá te esperando pra falar com ela. Se você esta com tanto medo assim de contar algo importante para a polícia vai ver foi você mesma a autora do crime. – disse a desafiando.

– Você não desiste. Quantas vezes eu vou ter que repetir que não matei a Elena! – gritou fora de si.

– Então porque insiste tanto em querer me ver fora daqui?

– Porque eu te amo, e sei que não foi você. E depois eu vim aqui por outro motivo também. O professor Moore foi preso.

– O professor Moore, mas por quê? – perguntou espantado.

– Vocês garotos nunca perceberam, aposto que todos estão espantados como você. O professor Moore assediava suas alunas. E parece que desde Minessota, porque a Amber veio aqui pra investigar o pai, que segundo ela estrupou sua melhor amiga.

– Meu Deus do céu… Mas que história. E ele assediou você também?

– Várias vezes. Não só eu, mas a Elena também. Nós tínhamos medo dele por isso não o denunciávamos. E se prepare porque tem mais.

– Mais?

– A Elena na época contou tudo pra mim e me fez jurar que não contaria pra ninguém. O Tyler vem me atormentando esse tempo todo desde que ela morreu pra contar tudo para a polícia, porque ela contou também pra ele, só não disse quem foi o autor do crime.

– Mas do que você esta falando? Que crime é esse?

– O professor Moore drogou e estrupou a Elena na festa de aniversário do colégio. – disse emocionada.

– O que? Mas porque ela não me disse nada, não o denunciou, ou fez qualquer coisa? Ela simplesmente preferiu se calar? – disse revoltado. – Então ela estava grávida do professor Moore?

– Ele a ameaça Brandon, será que você não entende? A Elena foi violentada por aquele monstro, que depois passou a ameaçá-la e a família dela também. Você tem ideia do que ela sofreu com toda a pressão e o medo?

– O que eu não consigo entender até hoje Peyton, é como você foi capaz de fazer o que fez com ela e agora fica ai se comovendo e revoltado com tudo o que ela passou. Quer saber? Pra mim você não é muito diferente do professor Moore não. Agora me faz um favor, vai embora daqui.

– Eu vou sim, mas acredite você ou não, eu estou muito arrependida do que eu fiz com a Elena, e infelizmente terei que conviver com essa culpa pro resto da minha vida. E só pra você saber, a Elena não estava grávida do professor Moore.

Nesse momento, o detetive Ross entrou na sala apressado.

– Senhorita Peyton Martinez, por favor, queira me acompanhar. – disse sério.

– Por quê? O que aconteceu? – perguntou curiosa.

– Eu quero apenas a sua confirmação pra tudo o que foi dito nessa sala. Eu estava na sala ao lado e esse espelho falso permite que eu veja tudo aqui e ouça o que as pessoas conversem aqui também através de um sistema de som. – explicou ele. – O professor Moore já esta preso por assédio a mais de vinte garotas só aqui no colégio de Village Falls, todas já confirmaram e concordaram em dar depoimento. Agora eu quero saber essa história do estrupo direitinho.

Brandon e Peyton se encararam sérios e depois ela assentiu com a cabeça. – Enquanto isso em outra sala na delegacia.

– Como você pode ser capaz disso Michael? – perguntou Sarah inconformada ao marido. – Você é um monstro! Eu tenho nojo de você.

O professor continuo cabisbaixo e depois levantou a cabeça encarando a esposa.

– Eu é que tenho nojo de você. Sempre fútil, se achando mais do que é, cheia de frescuras. Só de não ter mais que olhar pra sua cara vai ser um alívio pra mim, se quer saber. Eu tirei um peso morto das costas. – disse ele gargalhando descontrolado. – Todas aquelas garotas no frescor da idade eram melhores que você, em especial a Elena que era minha preferida. Se ela quisesse eu teria fugido com ela pra sempre dessa cidadezinha provinciana e medíocre. Maldita hora em que eu me casei com uma mulher frígida e ridícula como você.

Nesse momento Sarah deu um tapa na cara do marido e depois avançou pra cima dele.

– Seu miserável, canalha! Eu te odeio e quero que você morra aqui dentro. – gritou.

Dois policiais entraram na sala e separaram os dois, em seguida eles levaram Michael para a cela, que foi rindo e encarando a esposa.

*****

Na igreja, Erin ia ensaiar para o culto de domingo quando Tyler entrou na mesma hora em que ela se preparava. Os dois se encaram por alguns segundos até que Erin disse:

– Oi Tyler. Tudo bem com você? – perguntou insegura.

– Tudo indo. – disse sério.

– E a sua mãe, como ela esta?

– Hoje ela amanheceu melhor, esta mais disposta graças a Deus! Eu vim orar por ela e também pela alma da Elena. Hoje esta fazendo quatro meses que ela morreu. – disse triste.

– Nossa… Como o tempo passa, eu nem me toquei que dia era hoje. – disse sem graça. – Eu também vou incluir a alma dela nas minha orações.

– Que bom. Ela precisa de descanso e quanto mais orações, melhor.

– O meu pai me disse que você tem vindo a igreja com freqüência e que até o culto dos homens tem freqüentado… Eu fiquei muito feliz por você. Domingo eu volto a cantar no culto, eu gostaria muito que você viesse. – disse com um meio sorriso.

– Se der eu venho sim.

– Tyler eu queria te dizer que eu sinto muito por tudo, e que se eu pudesse voltar atrás eu jamais teria te abandonado. Ainda mais naquele momento tão delicada que você estava enfrentando. – disse sincera.

– Tudo bem, eu entendo. Você correu atrás do seu sonho, e sonhos as vezes são mais importantes que tudo em nossas vidas.

– Não mais que o amor, acredite. E eu precisei perder você para descobrir isso. – disse emocionada. – Me perdoa?

– Do quê? Eu não tenho do que te perdoar, eu me tornei um novo homem Erin, e não há mais espaço para o ódio, rancor ou mágoa em meu coração. E pra ser sincero, eu ainda amo e muito você… Eu só preciso de um tempo pra mim mesmo, se você tiver disposta a esperar…

– O tempo que for preciso. – disse feliz. – Eu te amo, Tyler Malone.

– Eu também te amo muito, Erin Marie Griffin. – disse com um meio sorriso.

*****

Beth Malone cantarolava uma canção de Sinatra, quando sua amiga Melinda entrou espantada e depois ficou feliz com o que viu.

– Elizabeth Malone? Eu não posso acreditar no que os meus olhos estão vendo amiga… Como você esta bem! – disse emocionada e depois foi até ela abraçá-la.

– Obrigada querida. E sabe o que é melhor de tudo? Eu não sinto nada… As dores, o desânimo, o cansaço, tudo se foi… E eu to morrendo de medo, eu confesso. – disse triste.

– Medo… Mas do que? – perguntou Melinda curiosa.

– E se essa melhora aconteceu pra logo em seguida eu morrer? A minha morte pode estar mais próxima do que imaginamos. E brinco, ironizo, mas a verdade é que eu ainda não estou preparada pra partir.

– Beth querida, o que é isso… Não fique se martirizando atoa. Eu tenho certeza de que essa melhora só pode ser uma coisa boa. Vai ver Deus te curou e mandou essa doença pra bem longe. E eu acho que você deve ir ao médico e pedir a eles uma nova bateria de exames.

– Será? – se perguntou indecisa.

*****

Enquanto isso, na delegacia de Village Falls…

– O professor Moore vivia perseguindo a mim e a Elena. Nos começo nós não demos muita importância, afinal o que tem mais um professor ser gentil e atencioso? Só que com o tempo ele passou a ser mais indiscreto e insistente, nos convidava pra sair e ir à casa dele quando a esposa não estava, enfim… Foi ai que nós percebemos quais eram as intenções reais dele.

– E o que você fizeram? Porque nunca o denunciaram? – perguntou a oficial Malone.

– Porque assim que nos afastamos dele e eu o enfrentei, ele começou a nos ameaçar. A Elena morria de medo, mas eu não. Eu batia de frente com ele o tempo todo. Ai ele parou de me perseguir, mas continuou se insinuando pra Elena e ameaçando até a família dela, caso ela abrisse a boca. E por esse motivo nós não falávamos nada, a Elena me implorava pra não dizer nada. Eu idiota, burra que fui, acabei deixando pra lá.

– E você disse ao Brandon, que ele a estrupou na noite da festa de aniversário do colégio. Como foi que tudo aconteceu? – perguntou o detetive.

– Eu me lembro que naquela noite a Elena e o Brandon haviam brigado mais uma vez por causa do ciúmes que ele tinha do Tyler…

*Flashback

*Every Breath You Take – Denmark & Winter

– Eu não acredito que você continua dando mole pra esse cara Elena, mesmo sabendo que eu detesto ele. – disse Brandon furioso enquanto bebia uma cerveja escondido.

– E o que tem demais nisso, o Tyler é meu amigo. Dá pra você entender e respeitar isso? Que droga Brandon! – exclamou nervosa.

– Mas ele é apaixonado por você e não faz questão de esconder isso. O colégio inteiro sabe. Ai quando você esta com ele, eu sou mal visto e julgado pelas pessoas. Será que é tão difícil assim entender o meu lado?

– Ele pode até me amar sim, mas ele me respeita e não fica me expondo ao ridículo no meio das pessoas, ta todo mundo olhando pra gente Brandon, por favor, para com esse show. Eu não amo o Tyler, é você que eu amo! Quantos vezes eu vou ter que dizer isso, até que você acredite?

– Hei pessoal, o que é isso? Vamos acalmar os ânimos, okay? Ou vocês querem ser o assunto da semana no colégio? – disse Peyton chamando a atenção deles.

– Por mim tanto faz, eu to fora dessa festa. Aproveite a noite com o seu melhor amigo, Elena Cooper. – disse Brando saindo fora.

– Eu não agüento mais tanto ciúmes do Brandon por causa do Tyler. O que eu faço amiga?

– Não liga. Uma hora ele vai acabar percebendo que você e o Tyler não tem nada a ver.

– Ai nossa… Me deu uma tontura agora. – disse Elena colocando a mão na cabeça.

– Você esta bem?

– To, foi só uma tontura. Acho que foi o ponche que eu tomei. Ele devia estar batizado. – disse rindo.

– Nossa mais você não deve ter tomado só um pra ficar nesse estado. Me diz a verdade, quantos você tomou? – perguntou Peyton.

– Dois apenas, eu juro. Um que eu mesma me servi, e outro que o professor Moore me serviu.

– E você aceitou Elena? Sabe ás vezes me irrita como ver como você é inocente, sabia? – disse Peyton revoltada.

– O que tem demais nisso? O que ele poderia fazer comigo aqui numa festa no meio de mais de quinhentas pessoas?

– Me espera lá fora, eu vou pegar minha bolsa que eu não me lembro bem aonde eu deixei e te encontra lá pra te levar pra casa. E não beba mais nada, ouviu?

Elena foi saindo devagar e de longe, o professor Moore a observava, até que ele cortou a conversa com os pais de um aluno e a seguiu pra fora do colégio.

– Elena… Aonde você vai?

– Me deixa em paz, professor Moore. – disse andando mais depressa.

– Hei espera. – falou a alcançando e a puxando pelo braço. – Você não esta bem, eu te levo pra casa.

– A Peyton vai me levar, ela só foi pegar a bolsa dela.

– A Peyton? Ela esta lá dentro dançando e bebendo, e não me pareceu que ela estivesse preocupada nenhum um pouco com você. Vem vamos, o meu carro esta logo ali, eu te deixo em casa.

Elena acabou aceitando a carona dele, que a ajudou entrar no carro e depois ele entrou rápido, dando a partida no carro e acelerando logo em seguida. – Peyton saiu do colégio e ficou procurando a amiga feito louca e nada de encontrar Elena.

– Elena… Onde será que ela se meteu?

– O que foi que aconteceu? Porque você esta procurando pela Elena? – perguntou Tyler preocupado enquanto se aproximava.

– Ela brigou com o Brandon por causa de você e estava bêbeda… Eu fiquei de levar ela pra casa, mas agora eu sai aqui e não encontro ela. Você também hein, porque não a deixa em paz?

Mais tarde, enquanto Peyton ia embora da festa, Elena estava sentada do lado de fora do colégio e chorava muito.

– Elena o que foi que aconteceu? Onde você foi? Eu sai pra te levar pra casa e você não estava mais aqui.

Naquele momento, Tyler também estava indo embora e quando as viu, percebendo que algo estava errado, ele foi correndo até elas.

– Eu estava com o professor Moore. Você demorou pra sair, eu fiquei esperando, ai ele apareceu e me disse que você estava dançando e bebendo… Ele me ofereceu uma carona e eu aceitei. – concluiu chorando.

– Você o que? Aceitou uma carona daquele pervertido? Você só pode estar maluca! Olha para o seu vestido, esta todo rasgado.

– Ele me violentou. – confessou chorando ainda mais. – Eu disse pra ele que não queria, eu empurrei ele, mas ele não me ouvia… O professor Moore me estrupou.

– Ele fez o que? – perguntou Tyler revoltado. – Eu vou matar aquele desgraçado!

– Calma Tyler, você não vai fazer nada. Nós não precisamos de mais tragédias… Agora nós vamos nos acalmar e cuidar da Elena ouviu? Ela esta precisando de nós. Depois amanhã a gente leva ela até a delegacia e denunciamos esse monstro. Agora vem… Me ajuda colocar ela no carro e levar ela pra minha casa. De lá eu ligo para a sua mãe e digo que você vai dormir lá essa noite.

No dia seguinte…

Elena acordou agitada como se estivesse sonhando e se assustou ao ver Peyton e Tyler ao lado dela na cama, a encarando.

– Se acalme Elena, foi só um pesadelo. – disse Tyler segurando sua mão.

– Você esta sentindo melhor? – perguntou Peyton preocupada.

– Não. – disse chorando. – Eu só queria morrer.

– Não diz isso. Eu e a Peyton cuidamos de você a noite toda, você vai ficar bem.

– E agora você vai tomar um banho, depois vai descer e tomar seu café e em seguida nós vamos direto pra delegacia denunciar aquele monstro. – disse Peyton categórica.

– Não. Eu não posso e não vou fazer isso… Ele é perigoso, ameaçou me matar e matar a minha família caso eu abrisse a boca. E eu sei que ele é capaz de fazer o que prometeu.

– Elena você foi estrupada, tem que denunciar. Você não pode deixar o professor Moore impune. Ele vinha nos assediando e a outras garotas faz tempo, quem sabe quantas mais ele já não estrupou ou poder vir a fazê-lo, hein? Nós temos que acabar com isso.

– Não. Por favor, eu imploro pra vocês não dizer nada. Isso morre aqui e vocês tem que me prometer que nunca irão falar nada sobre isso. É a minha vida e a da minha família que esta em jogo. E eu não irei denunciá-lo, e se vocês falarem alguma coisa, eu juro que nego até a morte.

– Isso é loucura Elena, eu não vou compactuar com isso. Olha só pra você, aquele miserável te machucou. – disse Tyler revoltado. – Eu não vou me calar.

– Tyler, por favor, eu te imploro. Se você falar alguma coisa, eu nunca mais olho pra sua cara, eu juro. O que eu preciso agora é da ajuda de vocês, dos dois perto de mim, pode ser? – perguntou desesperada e fora de si.

*Fim do Flashback

*****

– E o que vocês fizeram depois disso? – perguntou o detetive Ross.

– O que ela disse pra fazermos… Nos calamos e juramos levar esse segredo para o túmulo. – concluiu Peyton. – Eu não queria arriscar fazer uma denúncia grave como essa pra depois ela negar tudo e eu ainda sair como louca, podendo até ser processada.

– Muito bem, acho que com isso fechamos um ciclo oficial Malone. O padrasto da Elena então é inocente pelo menos sobre esse caso do estrupo da Elena já adulta.

– E nos outros também pode acreditar. Eu conhecia a Elena desde pequena, nós sempre fomos melhores amigas e esse foi outro segredo que ela me jurar que não contaria pra ninguém. Ela odiava o fato da mãe dela ter se separado do pai, e depois ter se casado de novo. A Elena não aceitava o Paul como padrasto e prometeu fazer de tudo para que a mãe se separasse dele. Inventava brigas, dizia que ele pegava no pé dela, por fim ela teve a ideia de escrever em seu diário que ele abusava dela, o que claro, nunca aconteceu. E eu posso confirmar isso pra senhora Cooper, caso seje preciso. E o Tyler pode confirmar tudo o que eu disse aqui também sobre a noite da festa de aniversário do colégio.

– Talvez eu te chame sim, assim que falar com eles e contar as últimas novidades. E Peyton eu também não vou mentir, talvez você precise ser testemunha de acusação no tribunal. – disse Ross.

– Sem problemas, eu faço tudo o que for possível pra que a justiça seja feita e a alma da Elena descanse em paz. Depois de tudo o que eu fiz, é o mínimo que eu posso fazer por ela agora. – disse triste. – Ah, e tem mais uma coisa detetive Ross…

– Sim, pode falar.

– O professor Moore esta mancando. E justo da perna que eu esfaqueei a morte quando ela invadiu minha casa. Pra mim, não restam mais dúvidas. Era o professor Moore que se vestia de morte e perseguia eu e os meus amigos.

– Eu vou averiguar isso, pode ficar tranqüila. Se ele é a morte, resta saber o motivo pelo qual ele perseguia todos vocês, já que pela lógica, apenas você era o alvo dele.

– Quem sabe até seja ele o assassino da Elena e todo o caso agora seja solucionado. – sugeriu Hollie.

– Não. O assassino da Elena, definitivamente não é ele. – afirmou Peyton e depois tentou disfarçar.

– E porque você diz isso com tanta certeza? – perguntou Ross.

– É simples, porque ele a amava loucamente. E que ama do jeito que ele a amava, jamais seria capaz de matar a pessoa amada. – disse encarando-o. – Agora se vocês me dão licença, eu preciso ir. Eu estou cansada, acho que já vivi fortes emoções por hoje. – disse forçando um sorriso.

– Peyton espera. Só mais uma pergunta… Então o professor Moore era o pai do filho que a Elena esperava?

– Não mesmo. – disse segura de si.

– Então quer era o pai do bebê que a Elena esperava? – perguntou Hollie curiosa.

*****

Na igreja, Tyler acabara de orar por sua mãe e Elena, quando o pastor chegou e foi todo sorridente até ele.

– Tyler meu filho, que bom encontrar você aqui logo cedo. Como você esta?

– Eu estou bem pastor, e muito feliz também. A minha mãe levantou bem melhor e mais disposta hoje. Parece até que ela não tem mais nada. – disse sorrindo satisfeito.

– Quem sabe ela não tenha mesmo. Eu tenho orado muito por ela, pela cura dela se assim fora vontade do pai, e sei que você também tem orado bastante, voltou pra casa de Deus. E tudo isso é muito importante filho. Quando estamos de bem com a vida e nos entregamos nas mãos de Deus, tudo acontece… Até mesmo o milagre. Confie em mim, a sua mãe vai ficar bem. – disse piscando pra ele.

– Amém!

– Eu gostaria de aproveitar e te fazer um convite filho… Você tem feito um ótimo trabalho com os jovens da nossa igreja, dando aulas de violão e tem permanecido firme na sua fé e você não imagina o quanto isso me faz feliz. Eu estive esperando pelo momento certo, e ele chegou. Tyler eu gostaria de te convidar para ser um dos nossos. O que acha de ser batizado por mim na nossa igreja?

– Eu acho ótimo pastor. Eu iria adorar! – disse com entusiasmo.

– Eu tenho você como um filho e quero que a partir de hoje você me veja como um pai também. Você é o homem perfeito que Deus preparou pra minha Erin e até quem sabe vocês dois possam assumir a igreja um dia, substituindo assim eu e a minha esposa.

– O que Deus preparar para minha vida, será muito bem vindo pastor Griffin.

– Fico muito feliz em ouvir isso Tyler… É como eu sempre digo filho: Deus é bom!

– O tempo todo. – concluiu Tyler sorrindo, enquanto eles se abraçavam.

*****

Na delegacia, Hollie chegou apressada trazendo uma importante prova do crime.

– Detetive Ross, com licença. – disse batendo na porta antes de entrar. – Eu recebi uma chamada no Rio Village e fui até lá ver o que era. E o velho Carl achou a faca do chefe. – disse tentando conter o entusiasmo.

– Faca do chefe? Do que você esta falando oficial Malone? – perguntou confuso.

– Da faca do crime… A que o assassino usou pra matar Elena Cooper. – disse levantando um saquinho plástico de provas com a faca toda suja de sangue dentro.

– Agora eu me lembro, faca do chefe é o nome dado pra esse tipo de faca caseira e que você a descreveu com tanta precisão na noite do crime e só de olhar para os cortes feitos nos pulsos da vítima. Como eu pude esquecer esse rico detalhe? Eu vou mandar ela agora mesmo para a perícia. Com sorte e se o velho Carl não tocou nela, eles podem encontrar ainda alguma digital nela.

– Vamos torcer para que sim. Alguma me diz que a reposta para esse crime, e a pergunta que todos se fizeram nos últimos meses sobre Quem Matou Elena Cooper? Esta mais perto de ser respondida do que todos nós imaginamos.

Os dois se encaram e sorriram mutuamente.

*****

Na casa dos Edwards, Alicia havia chamado Andrew para participar de uma reunião com seus pais, onde ela tinha um importante comunicado a fazer.

– E então Alicia, eu estou com pressa filha. O detetive Ross me chamou pra ir até a delegacia, parece que eles tem uma novidade no caso da Elena. – disse Charlie.

– Eu já vou falar pai, e prometo ser rápida. Eu reuni vocês aqui pra dizer que eu decidi me tratar, e que eu já procurei ajuda.

– Mas que notícia boa minha filha, você não sabe o quanto eu fico feliz em ouvir isso. – disse Norah a abraçando.

– Conta comigo meu amor, eu vou estar do seu lado. – disse Andrew todo orgulhoso.

– Obrigada meu amor. Obrigada mãe. – disse ela sorrindo e depois olhou para o pai esperando ele dizer alguma coisa.

– Okay. Se isso tudo é mesmo necessário, eu desejo do fundo do meu coração que tudo dê certo e que você fique boa filha. – disse sem graça. – Eu sei que não tenho sido um bom pai pra você, mas eu prometo que as coisas vão melhorar de hoje em diante. Eu te amo. – disse dando um beijo no rosto da filha e depois saiu. – Eu não demoro.

Alicia e a mãe sorriram felizes, enquanto Norah disse:

– Nós erramos muito com você Alicia. Não tratamos você como deveríamos, cobramos muito, exigindo que você fosse perfeita, e acabamos nos esquecendo de dar o principal, que é o amor. Eu e o seu pai conversamos muito sobre isso e tudo vai mudar filha. Nós vamos ser uma família de verdade agora.

– Obrigada mãe.

– Vamos meu amor? O pessoal já deve estar nos esperando no colégio. – lembrou Andrew.

– No colégio, em pleno sábado? – perguntou Norah curiosa.

– Sim, é o nosso ponto de encontro. E nós temos um assunto muito importante pra resolver. – explicou Andrew.

*****

No pátio do colégio, todos estavam reunidos e esperavam Andrew dizer o motivo de todos estarem ali atendendo a um chamado dele.

– Bom pessoal, como todos já devem saber e não é mais segredo pra ninguém, o professor Moore esta preso por ter estrupado a minha irmã e ter assediado tantas outras garotas. Ele era a morte que tanto nos perseguiu com aquela fantasia. O que vocês não sabem, é que não era ele quem mandava as mensagens para vocês, e sim eu. O fato de eu assinar as mensagens como “A Morte”, e o professor se fantasiar de morte foi apenas uma terrível coincidência creio eu.

– Andrew eu não acredito! – disse Alicia chocada. – Você chegou a me dizer coisas horríveis nas mensagens.

– Me desculpa amor, mas era porque eu pensava que um de você pudesse ser o assassino da minha irmã, depois de tudo o que vocês fizeram com ela na festa antes dela ser morta, qualquer um pensou, tanto que vocês todos e mais o Brandon viraram suspeitos para a polícia. Eu fiquei revoltado e queria fazer justiça, só isso. Eu jamais seria capaz de machucar qualquer um de vocês, eu só queria fazer com que o culpado confessasse o crime. Eu peço desculpa a todos de verdade. – disse cabisbaixo.

– Que isso Andrew, ta tudo certo cara. Eu entendo e te perdoou, afinal se fosse com a minha irmã eu nem sei o que teria feito também. – disse Tyler abraçando o amigo.

– O Tyler tem razão, Andrew. E o que importa agora é que tudo acabou bem, e que o responsável por tudo esta preso, sim porque pra mim esta claro que foi o professor quem matou a Elena. – concluiu Erin.

– Finalmente a justiça vai ser feita e Village Falls vai voltar a ser uma cidade pacata como sempre foi. Esquece tudo o que houve cara, nós já passamos por coisas bem piores né? E acho que todo mundo concorda com isso. – disse Jimmy sorrindo.

– Que foi Alicia? Você esta chateada comigo? Na época nós não éramos próximos meu amor, eu não fiz por mal, me perdoa, por favor! – implorou Andrew.

– Eu perdoou sim, meu amor. Eu só fiquei surpresa em saber que você mandava as mensagens, mas eu entendo as suas razões. A Elena tinha um irmão maravilhoso, e eu me orgulho muito de ser a namorada dele. – disse o encarando com ternura.

– Obrigado minha linda. Mas ela também tinha uma imã maravilhosa, e eu amo ela demais.

Andrew e Alicia se beijaram na frente de todos que começaram a bater palmas pra eles.

– Bom se o assunto era esse, eu já vou embora. – disse Peyton séria.

– Espera Peyton. Tem mais uma coisa. – disse Andrew abrindo uma pasta. – Eu tirei essas cópias do diário da Elena, e cada página aqui pertence a cada um de vocês… Era como ela os via e o que pensava de cada um. Eu queria que nós fôssemos até o cemitério e no túmulo dela lêssemos em voz alta o que ela escreveu. Nós devemos isso a ela, a Elena merece descansar em paz, sabendo que vocês a perdoaram e se arrependeram de tê-la julgado mal. Então eu posso contar com vocês?

– Claro. Todos nós estaremos lá, é o mínimo que podemos fazer. – disse Tyler.

– Combinado. Assim que o Brandon sair da cadeia, eu combino tudo com vocês. – disse Andrew feliz.

Todos ficaram conversando entre si, até que Peyton chegou perto de Tyler.

– Tyler, será que a gente pode conversar um pouco? É muito importante.

– O que você teria pra me dizer que não pode ser aqui na frente de todo mundo, hein? Já não basta todo o sofrimento que você causou a Elena e a todos nós? Se quiser me dizer algo vai ter que ser aqui e na frente de todo mundo. – disse Tyler irredutível.

– Tyler tudo bem, meu amor. Vai ver o que ela quer. – disse Erin compassiva.

Tyler então se afastou de todos e Peyton o seguiu.

– Diz logo o que você quer dizer. – disse impaciente.

– É sobre a Elena e você. – disse com cautela tentando escolher bem as palavras.

– E o que tem a gente? Tudo agora é passado. Você não desiste mesmo não é? Porque não deixa a alma da Elena descansar em paz?

– Tyler! Só me escuta, por favor! A Elena vai até me agradecer por estar te contando isso e depois você tem o direito de saber.

– Saber o que?

– Eu sei que vocês dormiram juntos um noite, quando ela brigou com o Brandon. A Elena me contou tudo. – disse séria.

– E daí? O que isso tem a ver com a nossa conversa?

– Tem tudo a ver. Semanas depois a Elena descobriu que estava grávida. O filho que a Elena carregava na barriga antes de ser assassinada, era seu Tyler. – disse emocionada. – Você era o pai do bebê.

– Eu! – disse surpreso. – Eu não acredito nisso, meu filho? – disse entre risos e choro. – Ô meu Deus… Meu filho!

– A Elena gostava muito de você, mas amar, ela amava o Brandon. Por isso ela nunca quis contar a verdade, porque sabia que jamais o Brandon a perdoaria por ter traído ele com você. Era isso… Você precisava saber de tudo. – disse Peyton e depois saiu caminhando até o seu carro e foi embora, deixando Tyler muito feliz, apesar de tudo.

*****

Assim que chegou em casa, Peyton estava exausta e encontrou os pais esperando por ela na sala de star.

– Peyton querida, onde você estava? Nós estamos esperando por você tem mais de uma hora. – disse Megan olhando para o relógio de pulso.

– Mais um pouco e você não nos pega em casa, nós já estamos atrasados filha. – disse o Patrick se levantando. – Zoila por favor, vá levando as nossas malas pro carro.

– Malas? Aonde vocês vão? – perguntou Peyton surpresa.

– Nós recebemos uma ligação de uma das nossas empresas em Londres, querida. Parece que eles encontraram algo de errado e vai ser iniciada uma auditoria. Nós precisamos ir pra lá urgente e não sabemos quando voltamos.

– Isso é sério? – disse com os olhos lacrimejando. – Porque vocês não se mudam de vez pra qualquer lugar do mundo e me deixam em paz? Você nunca foram presentes e sempre ficaram de fora da minha vida nos momentos mais importantes, pra mim chega! Eu vou terminar meus estudos fazer uma faculdade e seguir com a minha vida bem longe daqui e de tudo que me lembra vocês dois.

– Peyton querida, tente entender… Nós…

– Não. Chega mãe. Pra mim, vocês nunca foram pais de verdade, eu quase morri por três vezes nos últimos meses e onde vocês estavão quando eu precisei? Vocês não estão nem ai pra mim, só ligam mesmo pros negócios, status e dinheiro. E eu mereço muito mais que pais ausentes que não dão a mínima pra mim e que só me vêem uma, duas vezes no ano. A minha verdadeira família é e sempre foi ela. – disse indo para perto de Zoila e a abraçando. – A Zoila é a minha família de verdade, ela sim nunca me abandonou, mesmo eu tratando ela sempre mal. Me perdoa por tudo ta bom, Zoila? As coisas vão mudar de agora pra frente. Pra vocês, façam uma boa viagem e não se preocupem… Eu estarei em ótima companhia. Vem Zoila, eu preciso conversar com você um pouco.

– Sim senhorita Martinez. – disse sorrindo.

– Zoila, por favor, sem mais senhorita, de agora em diante é Peyton, apenas. – disse sorrindo pra ela volta.

– Filhos… Como são ingratos. – disse Megan meneando a cabeça inconformada.

– Deixa pra lá, ela deve ter brigado com algum namoradinho ou esta de TPM. Vamos que nós não podemos nos atrasar. Temos coisas mais importantes com o que nos preocupar.

*****

Na delegacia de Village Falls, Amber se despedia de Brandon.

– Foi muito bom ter te conhecido, Brandon. Você é um cara muito especial e inesquecível. Eu vou sempre me lembrar de você. – disse emocionada.

– Eu também nunca vou te esquecer, você é incrível. E eu sinto muito pelo seu pai.

– Não sinta, ele teve o que mereceu. A justiça foi feita. Agora eu preciso ir senão eu perco o ônibus na rodoviária.

– Vai com Deus e seja muito feliz. – disse dando um beijo no rosto dela, que depois virou e o beijou na boca.

– Me desculpa, mas eu tinha que fazer isso. Eu estava curiosa pra saber como seria beijar o meu crush. – disse sorrindo.

– Não se desculpe, eu também estava. – disse rindo.

– E o senhor vê se para de querer com essa besteira de que matou a Elena e sai logo daqui viu? Até eu que cheguei bem depois nessa história, tenho certeza da sua inocência. E Brandon não tenha medo de assumir os seus sentimentos pela Peyton. Eu sei que ela aprontou muito, mas ela ama você e já esta se redimindo e se tornando uma pessoa melhor, que no fundo sempre esteve lá, ela só não sabia como lidar direito com isso.

– Pode deixar, eu vou pensar com carinho em tudo que você me disse.

– Até qualquer dia, Brandon Clark.

– Até qualquer dia, garota de Minessota. – disse sorrindo.

– Tai pela primeira vez eu gostei de ouvir esse apelido que não fosse pela boca da Peyton. Te adoro viu.

– Eu também.

Amber saiu e quando chegou na porta, ela olhou para trás e depois seguiu fechando a porta. – Lá fora ela encontrou seu pai esperando em outra sala e resolveu entrar.

– Filha! O que você faz aqui? Veio ver se o seu pai esta mesmo preso, após ter feito a denúncia?

– Não. Eu vim me despedir do Brandon. Eu estou indo embora de Village Falls. Agora que eu cumpri aminha missão, eu não tenho mais nada pra fazer aqui. E pai… Por tudo o que você fez com todas aquelas garotas, principalmente com aminha melhor amiga e com a Elena Cooper, eu espero de verdade que você apodreça na cadeia. Adeus.

Amber saiu sem olhar para trás e bateu a porta. – Michael ficou irritado e deu um murro na mesa.

*****

No centro médico de Village Falls, Hollie e Tyler acompanhavam a mãe para uma nova bateria de exames.

– E então doutora, a senhora acredita que possa ter havido uma melhora, ou até mesmo uma regressão da doença? – perguntou ansiosa.

– Só os exames poderão dizer, Hollie. Mas sinceramente no quadro dela e como o tumor esta avançado eu não acredito numa remissão ou melhora. E continuo afirmando infelizmente que vocês devem ir se despedindo dela. Essa doença nos prega peças e com certeza essa súbita melhora da Beth, é mais uma delas. Com licença.

Hollie ficou pensativa e angustiada, no fim ela acreditava que a mãe pudesse estar melhor, mas agora só o que lhe restava era esperar.

– Vamos orar pela mamãe Hollie, ela esta boa eu tenho certeza disso. Vem me dá sua mão.

Hollie deu as mãos para Tyler e de olhos fechados ele iniciou uma oração.

*****

Na delegacia, o detetive Ross interrogava o professor Moore.

– Então você confessa ter violentado Elena Cooper, na noite da festa do colégio?

– E tem mais como eu negar os fatos, detetive? As denúncias foram feitas, tudo veio a tona, então só me resta mandar todo mundo ir a merda e confessar. Sim, eu estrupei a Elena. Porque eu sempre fui louco por ela, a amava e ela vivia se fazendo de santinha pra cima de mim. Mas ela nunca me enganou e no fundo eu sei do que ela gostava, a vadia gritou muito quando eu a peguei a força e garanto que ela gostou e muito. – disse rindo sarcástico.

– Você é um doente, nojento que vai morrer na cadeia. – disse Ross revoltado. – E porque você passou a se fantasiar de morte e a perseguir os jovens querendo matá-los?

– Simples, a Peyton sabia de tudo. Ela me confrontou uma vez e disse que ela e o Tyler sabiam o que eu havia feito com a Elena, e que eu devia me afastar dela senão eles me denunciavam. Com a morte dela e a aproximação do jovens, eu temi que eles pudessem contar para os outros e passei a perseguir um por um, com a intenção de matá-los e assim poder calar a boca deles de uma vez por todas. – confessou sem nenhum remorso. – Eu não podia correr o risco de ser descoberto. Aquele dia no Baile da Primavera no colégio teria sido ideal se os planos tivessem dado certo, todos morreriam de uma só vez, inclusive aquela patricinha mimada da Peyton com a explosão do meu carro. Seria o crime perfeito. – disse com sarcasmo.

– E porque você matou Elena Cooper? – perguntou Ross em tom intimidador.

– Sinto muito lhe decepcionar detetive, mas esse crime o senhor não vai poder colocar na minha conta. Porque não fui eu quem matou a Elena. Aliás, mesmo ela me ignorando e tendo raiva de mim, eu a amava muito e jamais seria capaz de matá-la.

– O pior é que eu acredito em você. As coisas ainda não se encaixam. Policial, leve esse indivíduo de volta pra cela imediatamente. Eu não suporta mais olhar pra cara de pervertido dele. E é melhor você se preparar professor Moore… Porque assim que você ser transferido para uma penitenciária federal, eu tenho até pena do que vai te acontecer. Afinal, você deve saber como são tratados os estrupadores na cadeia não é mesmo? – disse sorrindo. – Cadê o seu sorrisinho sarcástico agora, hein? Pode levar isso pra cela.

– Detetive, o resultado da perícia na arma do crime saiu. E adivinhe? A faca não continha nenhuma digital. O assassino foi bem esperto e deve ter usado luvas. Mas eu tenho uma ótima notícia… O cabo da faca foi personalizado com duas iniciais, provavelmente o nosso assassino é um colecionador de facas, deve gostar de cozinhar e fazer um bom churrasco. – disse empolgada.

– E de quem são essas iniciais? – perguntou curioso.

– As iniciais P.M te lembram alguém? – perguntou enquanto entregava a faca pra ele ver.

Ross observou todos os detalhes com cuidado, até que o nome do dono da faca veio a sua mente.

– Miserável! Eu não estou acreditando nisso… E pensar que nós já colocamos as mãos nesse bandido.

– Com licença, detetive. Desculpa ir entrando sem bater, mas eu tenho uma importante revelação a fazer. – disse Peyton decidida.

– Outra? Mas você guarda muitas cartas na manga não é mesmo senhorita Martinez? O que é dessa vez? É bom falar logo porque nós estamos de saída para prender finalmente o assassino de Elena Cooper.

– O que? Então vocês já descobriram quem matou a Elena? Porque eu vim até aqui justamente pra dizer que eu sei quem matou a Elena, eu estava lá e presenciei tudo de longe.

– Mas agora é tarde, nós já descobrimos que é o assassino.

– Deixa ela falar Ross, nós precisamos saber de mais detalhes pra desmascarar essa pessoa. – pediu Hollie.

– Tudo bem. Comece dizendo tudo o que sabe e viu naquela noite. Mas seja breve e não esqueça de nenhum detalhe, tudo é importante.

– Okay. Mas eu exijo que assim que eu terminar, o Brandon seja solto. Porque ele esta preso injustamente e se eu criei coragem pra contar tudo agora, foi por ele.

– Esta certo. Nós sabíamos da inocência dele o tempo todo, só precisávamos que ele dissesse a verdade ou que alguém fizesse isso pra ele. Pode começar a falar…

– Eu fiquei arrependida de tudo o que fiz para a Elena naquela mesma noite, e decidi ligar pra ela e marcar um encontro pra gente poder conversar. E esse encontro foi marcado no Lago Village, que era onde nos encontrávamos quando queríamos paz e tranqüilidade para falar dos nossos assuntos mais pessoais. Eu pedi desculpas a ela, expliquei os motivos de eu ter feito aquilo tudo, que eu estava com raiva porque eu amava o Brandon, mas nada adiantou. A Elena estava muito magoada comigo e não me perdoou, muito menos quis me ouvir. Ela gritou comigo e pediu pra mim sair de lá e deixá-la sozinha. Eu fiz o que ela pediu e no caminho de volta, eu escutei o barulho de passos e decidi me esconder entre umas árvores para ver quem era. A pessoa estava com uma capa de chuva preta e carregava um bastão de baseiboll na mão… Então ela foi até a Elena que mal teve tempo de dizer alguma coisa e levou um forte golpe na cabeça com o taco. – disse chorando. – Foi horrível, a Elena caiu no chão na mesma hora e o seu corpo começou a estremecer… E eu paralisei, eu não conseguia me mexer, entrei em estado de choque.

Peyton continuou a falar tudo detalhadamente o que viu naquela noite, e o que disse chocou Ross e Hollie.

*****

Meia hora após o seu depoimento, Peyton saia da delegacia com Brandon que a agradecia por ter falado toda a verdade pra polícia.

– Eu sabia que você tinha visto algo a mais naquele dia do assassinato da Elena e que estava escondendo isso. Obrigado por ter contado tudo, e fazer justiça sobre a morte da Elena.

– Se você sabia ou desconfiava que eu escondia algo, porque não contou nada para a polícia? – perguntou curiosa.

– Porque era você quem tinha que fazer isso. Você testemunhou tudo e eu não sabia de nada, apenas desconfiava. Foi quando eu tive a louca ideia de me entregar assumindo o crime. Eu pensei que só assim você contaria tudo o que sabia pra me libertar, e aqui estamos nós… Deu certo.

– E você sabe por que eu fiz tudo isso né? Porque eu te amo Brandon, e jamais deixaria você continuar preso pagando por um crime que não cometeu. Eu não iria suportar conviver com mais esse peso nas costas. – disse aliviada. – E agora eu me sinto mais leve e em paz comigo mesma.

– Que bom. E eu fico feliz por você e por esse pesadelo finalmente terminar. – disse sorrindo. – Agora me diz… Quem matou a Elena?

Nesse momento o carro de polícia com Ross e Hollie dentro do veículo passou por eles com tudo.

– Vai ser agora… Eles vão prender o assassino. – disse Peyton séria.

– O que esta acontecendo aqui? Eu vi o detetive e a minha irmã saírem com o carro da polícia em alta velocidade. – perguntou Tyler que chegava na delegacia. – Brandon eu bom te ver livre cara. – disse apertando a mão dele.

– Obrigado Tyler. O detetive Ross e a sua irmã foram finalmente prender o assassino da Elena. Acabou o mistério cara.

– E quem foi que matou a Elena? – perguntou ansioso.

– Isso a Peyton ainda não me disse. Ela foi testemunha do crime e contou tudo para o detetive.

– O que? Você sabia o tempo todo quem matou a Elena e não disse nada?

– Não e eu tive os meus motivos. Eu era testemunha, a pessoa é poderosa e eu poderia acabar assassinada também. Mas agora não é hora para falarmos disso. Entrem os dois no carro rápido. Eu quero assistir essa prisão de perto.

Brandon e Tyler entraram no carro rapidamente, enquanto Peyton ligava o veículo e em seguida saiu feito uma louca cantando os pneus.

*****

CONTINUA…

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