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Episódio 06 – “Baile da Primavera | 2ª parte”

“O meu amor é muito grande e jamais caberá na sua caixinha, chamada PADRÃO.”

Jimmy Parker

 

*****

O beijo… Ele pode ser roubado, sem consentimento, porém será sempre desejado… Ele nos pega de surpresa e abala todas as nossas estruturas. Nosso coração acelera, nossas pernas ficam bambas, e uma corrente elétrica começa a percorrer todo o nosso corpo, nos deixando confusos, inertes e nos roubando toda lógica, sentido ou raciocínio. Todo primeiro beijo tem que ser bom e precisa ser com a pessoa certa. Para que quando os lábios se toquem novamente, você sinta um beijo tão especial e profundo, capaz de te fazer querer parar de respirar. E quando isso acontece, já era. Não se pode mais voltar atrás, muito menos trapacear… Você esta completamente apaixonado.”

Jimmy Parker

*****

*Kiss Me – Ed Sheeran

Nathan foi se aproximando devagar de Jimmy que pela primeira vez olhou dentro dos seus olhos, e ele não conseguia mais se mexer, embora algo nele tentasse e muito. – Nathan então o envolveu pela cintura e o puxou para si. Os dois ficaram de rostos colados e se encarando profundamente por alguns segundos, até que Nathan emocionado fechou os olhos e beijou Jimmy ardentemente, mas também com muito carinho. – Jimmy tentou resistir confuso ao que estava acontecendo, mas depois de alguns segundos tentando, ele não resistiu e se entregou aquele beijo inesperado e mágico.

– O que foi isso? – perguntou Jimmy se afastando de Nathan e o empurrando. – Porque você me beijou?

– Não parece óbvio? Desde o primeiro ano que eu sou completamente apaixonado por você, Jimmy Parker. E você não faz ideia o quanto me doeu guardar esse segredo por tanto tempo.

Jimmy ainda confuso com tudo deu uma sonora gargalhada e depois prosseguiu:

– Não. Não pode ser verdade. Você sempre me perseguiu com a sua turma, lembra? Foram dois anos de piadas sem graça, humilhações e bullying constantes… Não tinha um só dia que vocês não pegavam no meu pé. Até pouco tempo atrás o Tyler também era da sua turma e fez da minha vida um inferno, agora ele me pediu desculpas por tudo e me deixou em paz, e eu perdoei porque vi verdade e arrependimento nos olhos dele… Agora nos seus eu só vejo… Não, não faz isso, não brinca comigo desse jeito cara.

– Diz então o que você vê nos meus olhos. Mas diz olhando na minha cara… Você esta confuso eu sei, e me dói lembrar tudo que eu já te fiz passar, mas agora acabou. Eu era um babaca, que precisava da aprovação de outro bando de babacas pra poder entrar na turma deles. No fundo eu não me aceitava Jimmy, mas isso esta mudando agora. Olha bem nos meus olhos Jimmy e me diz que é amor o que você esta vendo dentro deles. – disse quase chorando e se aproximando dele.

– Não. Eu não posso e também não acredito no seu amor. Vá embora, se afasta de mim, por favor! Nunca mais fala comigo Nathan, você esta me ouvindo? Nunca mais! – disse fora de si e em seguida saiu correndo sem olhar para trás.

*****

Do lado de fora do banheiro feminino, Alicia encontrou Andrew esperando por ela e passou batida e apressada por ele.

– Mas você não cansa mesmo, né Andrew boy? Quando é que você vai aprender… Me deixa em paz! – disse se voltando até ele. – Eu não preciso da sua ajuda nem da ajuda de ninguém, ouviu? Coloca isso de vez na sua cabeça.

– Eu não posso Alicia… Porque você esta na minha cabeça e no meu coração. Você entrou em mim de um jeito que não sai, e acho que eu estou apaixonado por você. – revelou tímido.

Alicia começou a rir descontroladamente.

– Você só pode estar brincando comigo, ou enlouqueceu o que eu acho bem mais provável. – disse ainda rindo da cara dele.

Até que Andrew num rompante tomou Alicia em seus braços e a beijou apaixonadamente.

*Telling The World – Taio Cruz

Alicia correspondeu o beijo no início, mas logo depois se afastou dando um tapa na cara de Andrew.

– Você ficou maluco, garoto? Você não podia ter feito isso. – disse com lágrimas nos olhos.

– E porque não? Desde que eu me aproximei de você Alicia que eu tenho sentido algo muito especial por você. Eu cheguei a pensar que estava apaixonado, ma depois eu disse a mim mesmo que não. E eu venho lutando contra esse sentimento por medo da sua reação e de não ser correspondido, mas hoje eu não agüentei e resolvi arriscar… E foi maravilhoso Alicia, esse beijo foi a resposta de todas as minhas perguntas e agora eu sei que estou mesmo apaixonado por você.

– Pois não devia. Quantas vezes eu te pedi, eu implorei pra se afastar de mim, hein Andrew? Isso não podia ter acontecido, essa nossa aproximação foi um erro desde o começo. Será que só eu percebo isso?

– Do que você tem tanto medo hein? Me explica. Porque se for do seu segredo, não precisa mais ter medo ou vergonha, eu já sei de tudo e vou te ajudar sair dessa. Eu jamais vou te abandonar Alicia… Ainda mais depois do que eu senti aqui e que ficou muito claro pra mim, que você também em me ama.

– Você esta enganado Andrew. E entendeu tudo errado também. Eu não te amo, e não sei de onde você tirou essa ideia, mas isso acaba aqui. Vamos esquecer que isso aconteceu e cada um segue a sua vida. Não me procura nunca mais, porque eu não vou te ouvir, nem parar pra falar com você, muito menos olhar na sua cara, que agora eu odeio ainda mais que antes. Eu não preciso da sua ajuda, muito menos do seu amor, será que você não entende isso?

– Não faz isso meu amor, não minta pra si mesma, isso só vai piorar as coisas. Deixa eu te ajudar, deixa eu te amar, por favor. – disse quase num tom de súplica.

Alicia nada respondeu, apenas olhou para Andrew uma última vez e deu as costas pra ele, voltando em seguida para o salão.

*****

Erin procurou Tyler por todo salão e acabou encontrando ele sentado no pátio lá fora, pensativo e distante.

– Te dou um milhão pelos seus pensamentos. – disse sorrindo e se sentando perto dele.

– Quem me dera eles valessem tanto assim. – comentou também sorrindo.

– Algum problema, eu posso te ajudar? – perguntou preocupada.

– Não. Infelizmente ninguém pode me ajudar, mas eu tenho fé que vai dar tudo certo.

– Amém! Se você confiar no senhor, acredite que tudo vai dar certo e dará. – disse o encarando e depois de uma breve pausa, ela continuou. – Você ficou chateado com toda aquela conversa sobre a Elena, né?

– Não. Quer dizer, no fundo todo mundo tem razão, e assim como o Brandon, eu também preciso esquecer a Elena. Eu compreendo isso, só não sei como. Entende?

– Mas isso é fácil, pelo menos todos dizem que é. Basta fazer o que o Brandon esta fazendo… Pra esquecer um amor, na maioria das vezes nós só precisamos mergulhar de cabeça em outro relacionamento. Você precisa querer e estar de coração aberto para as oportunidades, Tyler. 

– Não sei não. Com o Brandon é fácil, o cara é capitão do time de futebol, atlético e todo bonitão, ele faz o maior sucesso com as garotas. Agora já eu… Nem mesmo a Elena me quis. Quem mais poderia querer Tyler Malone?

*Dare You To Move – Switchfoot

– Esquece a Elena, Tyler. Só não fala mais dela, ta bom? – sugeriu Erin se aproximando dele.

Os dois ficaram sérios e se encarando durante um tempo, até que Erin tomou a iniciativa e beijou Tyler como há muito tempo ela já queria. Tyler ficou surpreso, mas gostou e pela primeira vez em anos, ele não se lembrou de Elena e se deixou levar pela emoção do momento.

Tyler e Erin pareciam finalmente ter se encontrado. Parecia que não existia ninguém mais no mundo além deles e aquele beijo.

– Que surpresa boa é essa? – perguntou Tyler sorrindo enquanto continuava beijando Erin.

– Não me pergunte, mas eu já estava com vontade fazer isso há muito tempo. Eu to apaixonado por você, Tyler.

– E me diz uma coisa… Valeu a pena esperar?

– Cada segundo. – disse meio tímida olhando nos olhos deles.

– Eu vou ser sincero com você, eu ainda não sei direito o que eu sinto, eu só sei que é muito bom e que eu quero sentir isso cada vez mais por você. Eu te adoro Erin Marie Griffin. – disse voltando a beijá-la com ternura.

– Eu também, Tyler Malone. Só vamos deixar rolar e ser felizes, sem nos preocupar com rótulos e compromisso sério por agora.

– É uma ótima ideia. Vem cá vem…

Os dois então voltaram a se beijar sem se preocupar com o resto do mundo.

*****

Ainda no refeitório a morte abriu uma das gavetas e pegou uma grande de corte. Depois abriu a porta que dava para os corredores bem devagar e saiu se espreitando até subir as escadas do segundo andar.

Enquanto isso, Tyler e Erin foram interrompidos pelo barulho de mensagens em seus celulares.

– Ai não. Agora não…

– Pode ser importante meu amor, é melhor a gente dar uma olhada e depois continuamos de onde paramos. O que você acha? – perguntou Erin sorrindo.

– Bom sendo nesses termos, por mim tudo bem. Mas vamos olhar rapidinho essas mensagens e voltarmos logo pro que interessa. – disse sorrindo.

Tyler e Erin então pegaram seus celulares e olharam as mensagens.

– É da Peyton. – disseram os dois em uníssono.

– Ela esta dizendo que esta na biblioteca esperando todos para uma reunião urgente, porque aconteceu algo novo. – disse Erin curiosa.

– Aqui ela diz a mesma coisa, mas o que será que aconteceu?

– Só em um jeito de descobrir. – disse Erin séria.

*****

*Paper Love – Allie X

Amber e Brandon continuavam animados e dançando até que ele sentiu o celular vibrando em seu bolso e foi ver o que era. Quando leu a mensagem de Peyton, ele fechou a cara na mesma hora.

– O que foi? Algum problema? – perguntou Amber preocupada.

– Todos os problemas do mundo. Mas nada que eu não possa resolver… Você se importa de me esperar dez minutinhos? Eu tenho que resolver um problemas, mas prometo que volto logo.

– Por mim tudo bem, vai lá. Eu te espero. – disse Amber compreensiva, porém desconfiada.

– Obrigado. Eu não demoro. – disse a Amber que ficou olhando ele se afastar.

*****

Jimmy ia passando pelo corredor apressado e ainda atônito quando deu uma topada em Alicia que estava agitada. Os dois se olharam sérios e perceberam e ambos perceberam que o outro não estava bem. 

– Jimmy… Aconteceu alguma coisa?

– Não. Nada de importante… E com você?

– Nada também, coisa boba, nem vale a pena ficar falando.

Nesse momento, os dois sem graça não sabiam mais o que dizer até que chegaram mensagens nos seus celulares e eles pegaram para ver. Depois se olharam sérios.

– É a Peyton. – disseram juntos.

*****

Do lado de fora do colégio, no carro da morte, Peyton acordar assustada e com falta de ar. Ela olhou tudo em volta e ao então se deu conta de que estava dentro de um porta malas, com os pé e as mãos presos e amordaçada. Ela então entrou em desespero e começou a se debater feito louca. 

No segundo andar do colégio na biblioteca, Brandon encontrou Erin e Tyler esperando Peyton, logo em seguida, Jimmy, Alicia e Andrew também entraram apressados.

– O que esta acontecendo aqui? Cadê a Peyton? – perguntou Brandon agitado.

– Nós também não sabemos. Ela nos mandou uma mensagem de texto dizendo que era pra gente encontrar ela aqui urgente. – explicou Tyler.

– É e pelo visto ela mandou pra todos nós. – disse Erin olhando todos em volta.

– Eu mato a Peyton se isso for mais um dos joguinhos idiotas dela. – disse Brandon pegando o celular e ligando pra ela na mesma hora.

A poucos metros dali do lado de fora no corredor, o celular de Peyton que estava no vibra cal vibrou e a pessoa com a máscara de morte, olhou no visor e depois jogou o celular no chão, pisando em cima logo em seguida e deixando o aparelho em pedacinhos.

– Ela não atende. O que será que ela quer com a gente dessa vez? – disse Brandon se virando para sair da biblioteca, deu de cara com Amber que o havia seguido.

– Amber! O que você veio fazer aqui? – perguntou surpreso.

– Desculpa me intrometer, mas é que eu fiquei preocupada com você depois da sua saída repentina após receber aquele telefonema.

– Era só o que me faltava agora, envolver mais pessoas nisso tudo. – disse Tyler.

– Cala boca cara, ela nem sabe de nada. – disse Brandon nervoso.

– Por favor, mantenham a calma. Vocês não precisam brigar agora por minha causa. E Brandon, eu já sei de tudo. O assassinato da Elena, sua ex-namorada, do atropelamento criminoso contra a Erin, da festa na casa da Peyton na noite em que a Elena foi morta, o meu pai me contou tudo. – explicou Amber.

– Tudo bem, afinal nada disso é mais segredo mesmo, mas você tem que sair daqui agora, porque tem mais coisas acontecendo e eu não quero que você seja envolvida nisso.

– Mas porque, do que você esta falando?

– Garota não complica. Só faz o que ele esta falando e sai daqui agora. – gritou Alicia impaciente.

– Vai logo! – exclamou Tyler nervoso.

– Vem comigo. – disse Brandon puxando Amber pela mão.

Mas antes mesmo que eles pudessem chegar perto da enorme porta de saída, a morte segurando uma faca apareceu os fazendo parar e todos recuarem. – Ela então puxou as portas da biblioteca e trancou todos eles lá dentro. – As garotas apavoradas começaram a gritar, enquanto Brandon, Tyler e Andrew correram até a porta tentando abri-la a todo custo, mas não conseguiram, pois sua estrutura era bem reforçada.

– Calma pessoal, agora não adianta se desesperar. Nós vamos encontrar uma maneira de sair daqui. – disse Tyler.

– Mas como? Nós estamos no segundo andar e aquela é a única porta. O resto são janelas e sacadas com pelo menos uns trinta metros de altura. – disse Erin.

– O que ele pode estar querendo com a gente? O colégio esta cheio. Raciocina pessoal, ele não seria louco de tentar alguma coisa aqui dentro com mais de quinhentos alunos presentes. – disse Jimmy.

– Eu não apostaria tanto nisso. Esse bandido seja ele quem for já provou do que é capaz e além do mais ele nos isolou aqui dentro, nos separando do resto do colégio, alguma coisa ele deve ter em mente e eu não estou gostando nada disso. – disse Brandon abraçando Amber que estava assustada.

– Eu estou com medo, Tyler. – disse Erin quase chorando. – E se ele veio terminar o que começou comigo naquele dia? Eu não quero morrer.

– Fica calma meu amor, eu estou aqui e não vou deixar que nada de mal te aconteça. Depois o problema dele por alguma razão é com todos nós e não apenas com você. Por isso ele nos atraiu pra cá.

Num outro canto, Alicia estava bastante agitada e andava de um lado para o outro o tempo todo.

– Alicia, você esta bem? – perguntou Jimmy preocupado com a amiga.

– Eu não estou conseguindo respirar, eu preciso respirar…

– Andrew me ajuda aqui…

– O que foi? Ela esta branca… 

– Ela não esta conseguindo respirar.

– Vem comigo Alicia, vamos até a sacada… Se acalme meu amor, vai dar tudo certo.

Andrew levou Alicia até a sacada e lá ele a abraçou para tentar acalmá-la. E aos poucos ela foi voltando ao normal.

– Me solta Andrew, eu já estou melhor.

– Eu vou pegar um copo d’água pra você. – disse Jimmy saindo.

Alicia tentou respirar ar puro chegando mais perto do para peito, mas ao olhar para baixo ela se sentiu zonza e Andrew voltou a segurá-la.

– Não chegue tão perto assim, você esta gelada, sua pressão deve ter caído. Fica aqui juntinha de mim, vai passar e eu vou cuidar e você, eu prometo.

– Alguém ai ta com sinal no celular… O meu esta sem sinal nenhum. – disse Brandon andando de um lado para o outro tentando pegar o sinal.

Todos começaram a fazer a mesma coisa e menearam a cabeça negativamente.

– Mas como isso é possível. O sinal de celular quase nunca falha aqui em Village Falls. Tem alguma coisa muito errada acontecendo aqui. – disse Brandon já começando a se preocupar.

*****

Peyton ainda desesperada e pingando suor tentava a todo custo se livrar daquelas amarras, por fim ela começou a bater com os pé contra a porta, mas sem sucesso e cansada ela desistiu, tentando recuperar o fôlego.

*****

– E se todos nós ficássemos mais perto da porta e gritássemos juntos? Alguém pode escutar e vir nos ajudar. – sugeriu Amber.

– Impossível. Eu duvido que ouçam alguma coisa do térreo e com o som do DJ tocando nessa altura. – disse Tyler desanimado.

– Pode ser… Mas não custa nada a gente tentar. – falou Brandon já se posicionando perto da porta. – Vamos lá pessoal, todo mundo grita e bate na porta o mais alto que puderem.

Todos começaram a gritar e a bater na porta ao mesmo tempo, fazendo o maior barulho. – Eles ficaram por mais de um minuto tentando chamar a atenção de alguém, porém todo esforço foi em vão. O som continuava bem alto no piso térreo e ninguém podia ouvi-los. 

– Não adianta. Enquanto essa baile não acabar ninguém vai nos ouvir. – disse Jimmy desanimado. – O que você quer com a gente, afinal? Seu psicopata idiota! – gritou desesperado.

– Vamos continuar tentando o celular pessoal… Uma hora esse sinal tem que voltar. – disse Tyler confiante. – Hei amigão, tudo bem? 

– Eu estou começando a ficar com medo cara. – confessou Jimmy. – Quem sabe o que esse lunático pode aprontar com a gente, porque alguma coisa ele vai fazer. Ele não nos trancaria aqui dentro, nos isolando do resto da festa atoa.

Tyler olhou receoso para Jimmy e depois ficou pensativo. 

– Aqui esta molhado. O que é isso? – perguntou Erin que estava sentada perto da porta e sentiu uma poça no chão, levando a mão até seu nariz para sentir o cheiro. – Meu Deus… É gasolina! 

– Tem certeza? Eu bem que senti um cheiro forte mesmo quando fui até a mesa da bibliotecária. – disse Brandon. – Tyler me ajuda, olhe entre as prateleiras da esquerda, que eu olho aqui da direita.

Tyler e Brandon deram uma geral na biblioteca e constataram em todo o local pontos estratégicos onde havia pequenas poças de gasolina.

– Tem gasolina por toda biblioteca. – disse Tyler deixando todos apavorados.

– Bom, acho que agora finalmente já sabemos qual a intenção dele… Fazer churrasquinho de todos nós. – disse Alicia morbidamente.

*****

Na casa dos Griffin, o pastor olhava desinquieto para o relógio na parede da sala que marcava 23:35.

– Pra mim chega. Eu vou até o colégio agora pegar a Erin, e nunca mais ela vai sair com aquele garoto de novo.

– Calma David, ainda é cedo. Nos dias de hoje você acha mesmo que um baile de colégio vai terminar as onze da noite? – perguntou Victoria serena.

– Ele me prometeu que a traria ás onze em ponto. – disse impaciente.

– Calma. Eles já devem estar chegando. – disse Victoria fazendo um cainho no marido.

– Eu vou esperar só mais dez minutos, depois eu pego o carro eu vou buscar a Erin na porta do colégio. – disse decidido.

*****

– E se eu tentasse passar pela beirada da sacada do lado de fora? – sugeriu Andrew. – Eu posso chegar até o outro lado da enfermaria e pedir ajuda.

– Já viu a altura disso cara, seria muito perigoso. Você pode acabar caindo e eu nem quero pensar nisso. – disse Brandon.

– Não custa nada tentar, eu vou conseguir. Acredita em mim.

Todos então foram até o para peito da sacada, enquanto Andrew se colocava na beirada do lado de fora e com as mãos para trás segurava no corrimão da sacada.

– Vai devagar Andrew, você pode se machucar. – disse Alicia preocupada.

– Eu não vou me machucar meu amor, e vou tirar você todo mundo daí, eu prometo. – disse a encarando séria.

Alicia olhou pra ele tímida, ma depois deu um sorriso de canto de boca, gostando de ouvir o que Andrew havia lhe falado.

De repente todos ouviram a porta se abrir e voltaram correndo para a biblioteca.

– O que foi pessoal? – perguntou Andrew ainda na metade do caminho.

A morte estava parada na entrada da porta e todos ficaram a encarando de longe. – Logo em seguida, ela pegou um isqueiro e o acendeu, fazendo com que todos se desesperassem.

– Cara, não faz isso, por favor. – pediu Brandon. – O que você quer? Nós não fizemos nada pra você, nos deixa em paz.

– Eu não quero morrer, precisamos fazer alguma coisa gente, por favor! – implorou Erin desesperada e sem olhar para a cara do assassino que tentara matá-la.

– Ninguém vai morrer aqui hoje, vocês estão me ouvindo? Ninguém! – disse Tyler confiante e depois foi de encontro com a morte que sem pensar duas vezes jogou o isqueiro no chão contra a gasolina. O fogo se espalhou rapidamente por toda biblioteca fazendo com que todos se afastassem. A morte então saiu fechando a porta e trancando pro lado de fora, além de colocar um pedaço de madeira bem forte escorando a mesma.

O desespero foi geral, as garotas começaram a chorar e a gritar desesperadas, enquanto Tyler, Brandon e Jimmy se olhavam espantados e sem saber o que fazer.

– Pessoal vamos voltar pra sacada. O fogo vai demorar mais pra chegar até lá, e depois do lado de fora temos ar puro e podemos respirar melhor. – sugeriu Brandon.

Todos correram para a sacada e lá encontraram Andrew ainda parado no meio do caminho do lado de fora do para peito tentando chega na sacada seguinte que dava pra enfermaria.

– O que esta acontecendo? Eu to sentindo cheiro de fumaça. – disse Andrew preocupado.

– O desgraçado colocou fogo na biblioteca. Mas eu já sei o que fazer. – disse Brandon. – Tyler me ajuda aqui.

– Brandon pegou uma escada que estava num canto e a levou até o centro da biblioteca, em seguida ele foi subindo, enquanto Tyler segurava a escada.

– Nós temos que ativar esse alarme o quanto antes, a fumaça ainda pode demorar pra fazê-lo soar, e assim nós ganhamos tempo. – Brandon esticou o braço e começou a tentar acionar o alarme, mas ele quase não estava alcançando, a escada era pequena. Ele então tirou seu sapato e o vestiu em sua mão direita. Em seguida ele começou a socar com tudo o alarme, mas não conseguia atingi-lo.

– Você não vai conseguir. Esta mais alto. – disse Tyler começando a tossir por inalar a fumaça.

– Só tem um jeito Tyler, mas nós vamos sair daqui. – disse Brandon decidido. – Ele mirou bem no alarme e se jogou da escada, pulando perto do alarme e socando o mesmo com tudo que quebrou e foi acionado na mesma hora. – Brandon caiu no chão de mau jeito, gritando ao sentir uma forte dor no braço esquerdo no qual ele cairá por cima.

Tyler o ajudou a sair de lá voltando para a sacada e quando chegaram lá todos ouviram o alarme de incêndio começando a tocar por todo o colégio. Então o som do DJ parou e só o que se ouvia eram gritos dos alunos que começaram todos a sair pra fora do colégio apavorados. – e lá de cima da sacada da biblioteca, eles começaram a gritar para os outros alunos lá embaixo que começaram a ligar para o corpo de bombeiros e a polícia local na mesma hora.

– O meu Deus! Andrew… Cuidado! – gritou Alicia ao ver a morte se aproximando de Andrew com uma faca.

Andrew se desesperou ao olhar para trás e escorregou quase caindo lá embaixo. A medida que a morte ia se aproximando dele, todos ficaram desesperados.

– Andrew se acalme e tente voltar para cá, você consegue. – disse Brandon.

Andrew então começou a fazer o caminho de volta com mais pressa, mas não deu tempo. A morte foi até ele e eles iniciaram uma batalha, até que Andrew acabou escorregando e caiu de lá de cima, entre as árvores, batendo nela até cair no chão.

– Andrew… Não! – gritou Alicia desesperada, mas logo foi abraçada por Erin.

Do outro lado, a morte acenou para eles e depois saiu correndo, provavelmente fugindo dali.

Lá embaixo o pastor estacionou o carro e desceu desesperado vendo a fumaça e o fogo tomando conta do segundo andar.

– Minha filha, Erin… Vocês viram a Erin, onde ela esta?

– Ela esta lá em cima, senhor. Os bombeiros já devem estar chegando. – informou uma jovem do lado.

– Meu Deus! Como Sangue de Jesus tem poder. Aqueles jovens vão todos morrer, cadê o corpo de bombeiros que não chega?

O pastor Griffin se afastou deles e começou a ligar para o diretor do colégio, quando começou a ouvir um gemido e uma batida vindo do porta malas de uma carro que estava mais afastado.

– Mas que droga é essa! – disse se aproximando e batendo no porta-malas. – Tem alguém ai?

Mas tudo o que se ouvia eram gemidos e batidas, já que Peyton estava amordaçada.

– Espere um minuto, eu vou te tirar daí…

O pastor correu até o seu carro e dentro do porta malas encontrou o pé de cabras, em seguida ele voltou correndo para o carro e começou a forçar a porta traseira. – Depois de algumas tentativas, ele conseguiu arrebentar a porta e ajudou Peyton a sair de lá dentro que já estava quase sem ar. O pastor ajudou ela a se liberar das amarras e por fim tirou a fita da boca dela, fazendo Peyton puxar o ar o mais forte que pode para voltar a respirar, mas logo em seguida, ela desmaiou. 

– Meu Deus, não vai morrer agora garota, agüente firme.

O barulho da sirene e as luzes foram chegando mais perto do colégio, anunciando assim a chegada do corpo de bombeiros. – Eles chegaram apressados e o capitão deles pediu pra todos se afastarem, em seguida ele posicionou os seus homens e mandou cada um deles ligar as mangueiras e jogarem águam em pontos estratégicos da biblioteca. Os jovens que estavam na sacada se abaixaram e ficaram esperando o fogo cessar. E não demorou muito até que eles conseguissem controlar as chamas que foram diminuindo aos poucos.

Dentro do colégio uma equipe arrombou a porta da biblioteca e começaram a resgatar os jovens. Todos saíram de máscaras de oxigênio, pois haviam inalado muita fumaça.

Já do lado de fora, Alicia viu Andrew em cima de uma maca e correu até dele.

– Andrew boy… Você esta bem? – perguntou entre lágrimas enquanto olhava todo o corpo dele se certificando de que estava tudo bem mesmo. – Eu pensei que você tivesse morrido.

– Ainda não foi dessa vez que você se livrou de Mim, Alicia. Os galhos das árvores amorteceram a minha queda, se não fosse isso…

– Hei… E quem foi que disse que eu quero me ver livre de você, hein Andrew Boy? – disse sorrindo pertinho dele e em seguida sem que ele esperasse, ela o beijou com carinho, depois disse baixinho no ouvido dele: Eu te amo.

Andrew sorriu satisfeito e em seguida, ele foi encaminhado para a ambulância e Alicia foi junto com ele.

Erin saiu carregada por Tyler, já que ela ainda estava com o pé engessado e a levou até o carro do pastor.

– Me desculpa pastor. Se não fosse esse contratempo, eu a levaria pra casa na hora marcada. – disse sem graça.

– Você não tem porque se desculpar, meu filho. Eu entendo que você não pode cumprir o combinado por causa de todo esse incidente. Vem vamos pra casa um pouco tomar um chocolate quente, depois eu te deixou na sua casa.

– Vamos lá. – disse sorrindo e seguiram todos juntos para a casa do pastor.

Num outro canto do lado de fora do colégio, Brandon abraçado a Amber tentava acalmá-la, quando o professor Moore chegou.

– Filha… Você esta bem?

– Estou sim, esta tudo bem agora. – disse sorrindo e olhando para Brandon.

Os paramédicos levaram Peyton que já estava acordada para o hospital, enquanto Nathan se aproximava de Jimmy chorando.

– Que bom que você esta vivo, Jimmy. – disse em prantos. – Por um momento eu pensei que você…

Partiu o coração de Jimmy ver Nathan naquele estado, e sem que ele pudesse se controlar, ele puxou Nathan pela mão para um canto mais escuro e isolado e sem reservas, abraçou e beijou calorosamente. – Stevie que era melhor amigo de Nathan e o estava procurando, acabou vendo tudo e ficou chocado com a cena.

– Eu não acredito nisso… O Nathan é gay? – disse com olhar de revolta.

*****

Um pouco mais tarde quando chegaram no local, o detetive Ross e a oficial Malone, encontrou o colégio vazio, todos já haviam ido embora. Eles examinaram o local e encontraram vários galões de gasolina vazios, confirmando então que o incêndio havia sido criminoso. – Quando foram saindo do colégio, Hollie viu o carro preto e sem placa parado do outro lado da calçada. O detetive a deteve e foi indo na frente para ver se tinha alguém dentro do carro e assim que chegou perto ele viu um relógio digital, com o cronômetro já regredindo em dez segundos. – Ele então teve que ser rápido se virando e correndo na direção de Hollie desesperado.

– Hollie, corre! – gritou para ela de longe.

Mas ele ainda a alcançou e pulou em cima dela para protegê-la dos estilhaços. – Assim que caíram no chão veio o estrondo, explodindo todo o carro e com a explosão toda e qualquer evidência ou pista também se foram.

– Você esta bem, Hollie? – perguntou preocupado.

– Estou sim, Ross. – disse o encarando séria.

Os dois ficaram se encarando por alguns segundos e logo depois ela disse:

– Se o detetive não se incomoda eu gostaria de me levantar. – flou sem graça.

– Claro, imagina. Me desculpa senhorita Malone. – disse se levantando e em seguida a puxou pela mão.

Os dois ficaram olhando o fogo consumir o carro e o detetive lamentou ter perdido uma prova.

– É. Esse bandido é mais esperto do que eu pensava… Ele pensou em tudo desde o começo pra não ser pego. – disse inconformado.

– E mais uma vez ele escapa ileso e se deixar rastros. – conclui Hollie.

– Não tem problema. Esse cara pode até ser bem esperto, mas uma hora a gente pega ele. E ele não perde por esperar.

*****

– Eu bom que agora terminou tudo bem. Eu fiquei tão aflita quando o David me contou né amor? – perguntou Victoria.

– Nem me fala mamãe, em tão pouco tempo eu vivi os dois maiores pesadelos da minha vida. Mas graças a Deus eu estou viva, e ao Tyler que estava do meu lado me protegendo o tempo todo. – disse sorrindo pra ele.

– Você é mesmo um rapaz abençoado, filho. – disse Victoria dando um beijo no rosto dele. – Muito obrigado por cuidar sempre da nossa Erin.

– Que isso senhora Griffin, desse jeito eu fico sem graça. Eu gosto muito da filha de vocês e o que eu fiz por ela, eu faria mil vezes de novo se fosse preciso. – disse a encarando com amor.

– Bom e já que tudo terminou bem, graças a Deus. Eu agora vou me deitar, que eu estou muito cansado. – disse o pastor. – Você vem comigo querida?

– Claro, meu amor. Boa noite Tyler, e Erin não demore para dormir viu e tranque tudo depois. 

– Pode deixar mãe, boa noite.

– Boa noite senhor e senhora Griffin. Eu não vou me demorar.

Os pastores subiram as escadas abraçados e mãos dadas, enquanto Erin e Tyler se olhavam carinhosos.

– Eu amo você, Tyler… Cada vez mais, eu amo você. – disse feliz.

– Eu também estou me apaixonando por você, Erin. – disse beijando-a com ternura. – E antes que eu me esqueça… Eu estou te devendo a minha assinatura nesse gesso, não?

– Acho que sim. – disse sorrindo enquanto colocava a perna em cima no colo dele.

Tyler pegou uma caneta de tinta azul no bolso da jaqueta e sorrindo para Erin, começou a escrever:

“Para a garota que eu gosto muito. A mais especial dentre todas que eu já conheci. Você é a garota que com um simples olhar, me faz sorrir e me tira do prumo, Erin Marie Griffin. Você é linda de qualquer jeito, e de todo jeito me faz feliz.”

Tyler Malone

Depois de escrever ele chegou bem perto assoprando o local e em seguida deu um beijo nela que estava emocionada.

*****

Três dias depois…

O detetive Ross interrogava o diretor Myers, padrasto de Elena e uma importante revelação viria a tona.

– E então detetive até quando eu terei que esperar pra darmos prosseguimento ao interrogatório? – perguntou o diretor visivelmente nervoso. – Eu tenho um colégio em reformas para acompanhar.

– Pois muito bem, senhor Myers. A sua espera acabou. – disse se sentando de frente para ele com um papel em mãos que acabara de receber por fax. – O senhor imagina do que se trata isso aqui?

– Com certeza não. Só se eu tivesse uma bola de cristal, detetive. – disse sério.

– Pois eu vou lhe dizer… Isso aqui em minhas mãos é um Xerox de uma das páginas do diário de Elena Cooper. Diário esse em questão que esta sumido, mas que curiosamente me enviaram um cópia dessa página. 

Hollie olhava com raiva para o diretor, como se quisesse esganá-lo.

– Sim, e daí? O que eu tenho a ver com isso?

– Tudo. Aqui ela diz ainda criança, com oito anos de idade e com as palavras dela, que o senhor todas a noites a colocava para dormir e a molestava sexualmente.

 – Como é que é? – disse espantado e indignado ao mesmo tempo. – Isso é mentira! Eu nunca encostei um dedo nela e jamais seria capaz de fazer isso. Eu tinha Elena Cooper como minha própria filha.

– O senhor Myers sabia que qualquer tipo de abuso infantil, ainda mais nessa proporção pode complicar e muito a vida do senhor? É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. – disse Hollie revoltada.

– Todas as crianças já nascem com direitos, que estão escritos em documentos importantes: São os artigos das leis. Podemos dizer que leis são regras que definem o que cada pessoa deve fazer para garantir que os direitos das crianças sejam respeitados e cumpridos. – explicou Ross e ainda prosseguiu: – Seduzir uma mulher virgem, menor de dezoito anos é crime. E a pena é de reclusão, de dois a quatro anos. Em caso de estrupo essa pena pode chegar, de seis a dez anos. Portanto senhor Myers, até que tudo seja devidamente esclarecido, o senhor esta preso e tem direito a um advogado. Caso o senhor não possa pagar um, a defensoria pública se encarregará de lhe providenciar um. – disse o detetive se levantando e algemando o diretor. – Você tem o direito de permanecer calado. Tudo o que disser poderá ser usado contra o senhor no tribunal.

– Isso é um erro. Eu não fiz nada disso. – dizia desesperado. – Eu exijo a presença do meu advogado agora! – gritou já sendo levado pelos guardas para a cela.

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CONTINUA…

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