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Terror Story – Season 1
“Quem Matou Elena Cooper?”

Uma Série de: Eduardo Moretti

*****

Episódio 07 – “Páginas de um Diário

Eu não tenho medo da morte. O meu medo sempre foi da vida e das surpresas que ela nos revela.”

Alicia Edwards

*****

Muitas vezes é preciso quase perder uma pessoa, para se dar valor nela. E a terrível experiência de quase ter morrido queimada no colégio, seguida de quase ter perdido a única pessoa que parece se importar comigo de verdade nessa vida, foi devastadora. E eu descobri da pior maneira possível que Andrew Boy é muito importante e especial para mim, e o que é ainda pior… Eu estou irremediavelmente apaixonada por ele. E não sei como lidar com isso.”

Alicia Edwards

*****

No dia seguinte, no Centro Médico de Village Falls, Andrew ainda estava hospitalizado e receberia alta naquela tarde, mas foi só no último momento que Alicia foi visitá-lo.

– Toc toc… Posso entrar? – perguntou Alicia tímida da porta.

– Alicia! – exclamou surpreso. – Mas é claro que você pode entrar. Eu esperei a sua visita por três dias.

– Pois é não deu pra vir antes. – disse sem encará-lo. – E como você esta?

– Vivo, graças a Deus! – disse levantando as mãos pro céu. – Só agora caiu a ficha da besteira que eu fiz, a minha mãe quase me matou.

– Idiotice né? Eu diria que você foi idiota e louco, quando decidiu bancar o herói andando na beirada do para peito do lado de fora. Quem em sã consciência faz isso? Fala sério…

– Talvez um cara que esteja apaixonado e queria salvar o amor da sua vida que estava em perigo? Esse tipo de cara é capaz de bancar o idiota, um louco e até mesmo um herói quem sabe? – conclui sorrindo.

– Esse é o seu problema desde que cismou comigo. Querer me salvar o tempo todo e eu não canso de repetir que não quero ser salva. – disse respirando fundo. – É melhor eu ir embora, já vi que foi um erro ter vindo.

– Enquanto você continuar negando a minha ajuda, mais eu vou achar que precisa dela. Ninguém se livra desse tipo de problema sozinho, Alicia. É preciso apoio, alguém que esteja do lado pra conversar, vigiar, cuidar… E não venha me dizer que não se importa comigo, porque eu ainda sinto aquele beijo que você me deu quando eu ainda estava todo quebrado e prestes a entrar na ambulância.

– Eu estava fora de mim, eu nem pensei direito…

– Que droga! – disse batendo na mesa ao lado de sua cama. – Pare de negar Alicia, eu sei que você me ama tanto quanto eu te amo.

– Tudo bem, eu confesso. Você esta certo e eu te amo, Andrew Boy… Mas nós não podemos viver esse amor, será que você não entende? Tem a minha família e a sua, nós éramos meio-irmãos da Elena! Percebe agora o tamanho do problema em que nós estamos nos metendo?

– Você esta misturando as coisas, Alicia. O que tem demais nós sermos irmãos da Elena ou as nossas famílias? Se a gente se ama de verdade, eles terão que entender e aceitar.

– Você fala como se fosse tão fácil. – disse rindo.

– E tem que ser difícil, por quê? Me explica. As maiores dificuldades estão dentro da nossa cabeça, Alicia e somos nós quem as criamos. Nós somos os nossos maiores inimigos.

– Chega. Eu não quero mais ouvir nada, Andrew. A minha cabeça já esta doendo de tanto pensar. Eu estimo suas melhoras, mas agora eu preciso mesmo ir. – disse pegando sua bolsa e saindo.

– Alicia espera… Não vai embora sem antes eu te dar isso.

Andrew se levantou da cama e foi até ela, lhe roubando um beijo apaixonado que para sua surpresa foi correspondido.

– Eu te amo, Alicia. E eu vou lutar por nós dois. – disse sorrindo.

Alicia entre lágrimas sorriu para ele e depois foi embora sem olhar para trás.

*****

Na delegacia, Ross E Hollie conversavam sobre Tyler.

– A minha mãe não irá suportar essa verdade, detetive. A vítima esta morta, por favor, deixa o Tyler fora disso. Ele só tirou umas fotos inocentes, não fez nada demais. – implorou angustiada.

– Você não disse isso mesmo, disse Malone? Você é uma oficial da lei, e sabe tão bem quanto eu que eu não posso omitir uma nova informação ligada a um crime. Eu também acredito que o Tyler não fez por mal, que foi coisa de adolescente apaixonado e inconseqüente, mas isso não quer dizer que ele não errou e que não seja crime o ato dele. – disse se aproximando dela. – Fica fria Malone. Eu acho que essa história não vai dar em nada, você vai ver.

– Tomara que você esteja, porque se acontecer algo mais sério com o Tyler, se ele vier a ser preso… Eu não sei se a minha mãe agüenta. – disse preocupada.

De repente a prefeita e o filho entraram apressados na delegacia querendo saber o que havia acontecido com Paul.

– Detetive Ross, onde esta o meu marido? Seja do que for que ele esta sendo acusado, eu afirmo… É mentira! O Paul é incapaz de fazer algum mal pra alguém. – disse com os olhos cheios de lágrima.

– É verdade, detetive. Pelo meu pai, eu coloco as minhas mãos no fogo. – completou Andrew.

– Senhora prefeita, eu entendo a revolta de vocês, mas trata-se de um assunto muito delicado e devido às circunstâncias nós não tivemos opção a não ser prendê-lo.

– E sob qual acusação o Paul esta preso? – perguntou curiosa.

– Olhe senhora Cooper, talvez seja melhor a senhora se sentar um pouco…

– Eu estou muito bem de pé, obrigada. E lhe fiz uma pergunta detetive. – disse o interrompendo. – Eu exijo uma resposta agora.

– Claro. Sendo assim, eu vou direto ao ponto. Eu recebi por fax a cópia de uma página do diário da sua filha, senhora Cooper. E nela a Elena descreve aos oito anos de idade, que era molestada pelo padrasto.

– Mentira! Isso é uma tremenda mentira, detetive. O Paul sempre teve a Elena como filha, ele jamais seria capaz de fazer uma monstruosidade dessas com a minha filha.

– O meu pai… – disse Andrew ainda surpreso.

– O seu pai é inocente, Andrew. Não pense nem por um segundo o contrário, você esta me ouvindo? – disse séria olhando nos olhos do filho.

– Senhora Cooper, talvez a prefeita queira ver a cópia da página do diário que nos foi enviada… – sugeriu Hollie.

– Nem perca o seu tempo. Eu não quero ver nada. Eu vivo com o Paul tem dezessete anos. Acham mesmo que eu não conheceria bem o marido que eu tenho? Ou então que eu não iria perceber se tivesse algo de errado na relação dele com a minha filha? A Elena nunca gostou do Paul, nunca aceitou que eu me casasse de novo e deixasse o pai dela. Eu não o sei o motivo pelo qual ela escreveu isso, mas pra mim esta claro, que ela tinha intenção de ferrar com a vida do Paul na primeira oportunidade que ela tivesse. E não importa o que vocês digam, é nisso que eu acredito.

– Tudo bem, senhora Cooper. Não precisa se exalta por isso. Mas a senhora confirma que a sua filha tinha um diário?

– É claro que ela tinha, assim como toda jovem. Mas eu não vejo esse maldito diário há anos.

– Interessante… Mas em posse de alguém ele esta, ou caso contrário nós não receberíamos a cópia daquela página. Eu só gostaria de pedir um favor, que a senhora reconhecesse a letra da sua filha. – disse abrindo a gaveta e pegando a folha, em seguida ele a entregou para a prefeita.

Adison olho para aquelas letrinhas ainda se formando direito para uma criança de oito anos e começou a chorar copiosamente.

– É a letra da Elena sim. É do diário dela… Ai meu Deus! Que pesadelo.

– Sente-se um pouco senhora Cooper, eu vou pegar um copo de água pra senhora. – disse Hollie solidária.

– Não precisa. Tudo o que eu mais quero agora é ver o meu marido e depois ir embora pra casa. Será que posso vê-lo agora? – disse secando suas lágrimas.

– Claro. A oficial Malone irá acompanhar vocês até a cela. E senhora Cooper… Antes de a senhora ir embora, eu tenho outro assunto pra falar com você e é muito importante. – disse olhando para Hollie já que se tratava de Tyler e depois baixou a cabeça.

– Tudo bem, depois eu volto aqui. Com licença.

A prefeita e o filho foram ver Paul e quando chegaram até a sala, ela não conteve a emoção ao abraçá-lo.

– Paul… O que fizeram com você meu amor?

– Se acalme meu amor, esta tudo bem. – disse sereno.

– Pai… Tudo aquilo que esta escrito no diário é verdade?

– Me diz você, Andrew… Acha mesmo que o seu pai seria capaz de abusar de uma garotinha de apenas oito anos de idade?

– Não. – disse chorando e depois foi até o pai abraçá-lo.

– Tudo vai dar certo e eu preciso que você sejam fortes agora. O meu advogado vai conseguir o habeas corpus e dentro de no máximo dois dias, eu sairei daqui, eu estou confiante. E até lá Andrew… Cuide da sua mãe por mim, ta? Você é o homem da casa agora e eu confio em você, filho.

– Tudo bem, pai. Eu também confio no senhor.

*****

Tyler estava sentado na sala vendo um filme e tinha acabado de comer um sanduíche que sua mãe preparara, quando a campainha tocou.

– Pode deixar que eu atendo filho, deve ser o remédio que eu pedi na farmácia. – disse Beth passando por ele.

– Como vai Beth? – perguntou a prefeita.

– Senhora prefeita, senhor Edwards. – disse surpresa. – Que honra vocês aqui na minha casa. Vamos entrar.

– O seu filho esta, Beth? Nós queremos falar com ele. – perguntou Adison séria.

– Me desculpe senhora Malone. Mas eu não consigo me conter. – disse Charlie empurrando a porta e passando por ela. – Ah você esta ai seu miserável!

– Mas o que é isso? O que esta acontecendo aqui? – perguntou Beth assustada.

– Charlie se acalma, por favor, nós só viemos conversar, o resto é com a justiça. – ponderou a prefeita.

– Eu só vou me acalmar quando eu acabar com esse moleque! – disse pegando Tyler pela gola da camisa.

– O senhor ficou maluco? Ir invadindo assim a casa dos outros, o que foi que eu fiz?

– Você tirava fotos íntimas da minha filha pela janela. Nós já estamos sabendo de tudo. – disse dando um soco no estômago de Tyler que caiu no sofá sentindo a dor.

– Pare com isso. Deixe o meu filho em paz! – gritou Beth se colocando na frente, enquanto Adison segurava o ex-marido. – Do que o senhor esta falando? Tyler isso é verdade, filho?

– Isso foi há dois anos, quando eu comecei no colegial. Eu comecei a gostar da Elena e só queria ficar olhando pra ela, por isso eu tirava as fotos. Me perdoe mãe, me perdoe senhor Edwards e senhora prefeita. – disse chorando. – Eu sei que não agi certo, mas eu fiz porque amava ela, não tinha maldade nenhuma, eu juro.

– Mas e as fotos íntimas Tyler, em algumas a Elena estava se trocando e vestindo apenas uma calcinha. E mesmo assim você a fotografava. – disse a prefeita.

– Eu errei, eu sei que errei e por isso peço perdão. Mas eu juro que não foi por mal.

– Não importa as suas intenção rapaz e sim o que você fez. Você não sabe que tirar fotos de uma pessoa sem a sua autorização ainda que ela esteja vestida é crime? E você vai ter que pagar por isso. Porque nós te denunciamos pra polícia.

– O meu Deus… Não! – disse Beth chorando copiosamente até que acabou desmaiando caindo no chão da sala.

– Mãe! – gritou Tyler indo socorrer ela. – Ta vendo só o que você fez seu imbecil?

– Charlie… Você agora passou dos limites. Eu vou ligar pedindo uma ambulância. – disse Adison preocupada.

– Mãe fala comigo, por favor… Mãe. – dizia Tyler suplicando em meio às lágrimas.

*****

No Lago Village, Jimmy e Nathan namoravam escondido, já que o local era tranqüilo e pouco visitado.

– É tão bom poder estar junto com você. A impressão que eu tenho nesses anos todos é a de que só agora eu me encontrei de verdade. – confessou Nathan. – Antes eu me sentia vazia, incompleto, ainda mais andando com aquele bando de atletas idiotas e preconceituosos. Com você agora eu me sinto completo e muito feliz.

– Que bom meu amor… Porque é exatamente assim como eu me sinto. – disse Jimmy olhando pra trás já que ele estava sentado na frente de Nathan e deu um beijo nele. – Os dois estavam o alto de uma pedra olhando o lago lá embaixo e admirando a paisagem em volta.

– Eu contei pra minha mãe sobre a gente, ela ficou super feliz. – disse Jimmy sorrindo.

– Você fez o que? – perguntou surpreso. – Jimmy, eu pensei que você tivesse entendido quando eu disse que ainda não estava preparado para me assumir. Nem os meu pais sabem de mim.

– Tudo bem, me amor… Não precisa se preocupar, eu só falei pra minha mãe e ela é uma mulher moderno, pra frente, livre de preconceitos. Desde que eu me assumi, La foi a primeira me dar forças e a me encorajar e até hoje é assim. Você não tem o que temer ou ter vergonha, muito pelo contrário, você tem motivos de sobra pra ter orgulho de quem você é. Vem cá vem, não fica assim… Eu vou te ajudar e estar sempre do seu lado, eu prometo. – disse Jimmy o abraçando.

– Obrigado amor. Mas no meu caso eu sei que vai ser mais complicado, a começar pelos meus pais que jamais aceitariam um filho gay. Depois eu sou filho único e eles já falam em netos e dizem que quando eu me casar, eu vou encher a casa deles de netos, que eles sonham com isso e tals, sem contar na turma do colégio que não me deixaria em paz. Você pode imaginar como eu me sinto no meio disso tudo? Por mim, eu pegava você e nós sumiríamos no mundo, viveríamos num lugar bem longe de todo esse preconceito dessa cidade de mente pequena e medíocre.

– Calma Nathan, vai dar tudo certo, você vai ver. No começo tudo é mais difícil, mas depois você tira de letra. A minha mãe quer te conhecer hoje a noite, ela vai preparar um jantar pra gente. Você vai né?

– Se for pra te fazer feliz, eu vou sim. Mesmo nervoso, inseguro e morrendo de vergonha. – disse sorrindo.

– Eu sempre vou estar do seu lado pro que der e vier, ouviu? Eu nunca vou te abandonar meu amor. – disse beijando ele que retribui emocionado e com carinho.

*****

Na casa de Peyton, ela receberia uma visita surpresa e inesperada.

– Senhorita Martinez, tem uma visita pra senhora na sala. – disse Zoila.

– Eu já não disse que não quero ver ninguém Zoila? – disse irritada.

– Nem mesmo o senhor Clark? – perguntou Zoila sorrindo.

– O Brandon esta ai? – perguntou toda feliz e já pulando da cama.

– Esta sim senhora e ele trouxe flores.

– Zoila desce e vê se ele quer tomar um suco, um café, sei lá oferece qualquer coisa pra ele. E diz que eu desço em cinco minutos, eu vou me arrumar. – disse já abrindo o closet para escolher um modelo. – Você ainda ta parada ai Zoila? Vai logo!

– Sim senhora.

Zoila desceu apressada, enquanto Peyton depois de escolher um conjunto de saia e blusa vermelhos, se maquiou e penteou os cabelos, por último ela colocou um salta também vermelho além do batom que não poderia faltar e desceu toda cheia de estilo e pose.

– Ora, ora, ora… Se não é Brandon Clark! O grande capitão do time de futebol do colégio. Que surpresa maravilhosa… A que devo a honra dessa visita tão aguardada e inesperada ao mesmo tempo? – perguntou sorrindo. – Nem no hospital você foi me ver.

– Me desculpa, Peyton. Eu andei ocupado esses dias e foi justamente pra reconhecer a minha falta e o meu erro com você, que eu lhe trouxe flores. – disse estendendo as rosas amarelas para ela e depois deu um beijo em seu rosto.

– Ta desculpado, até mesmo porque ninguém foi me visitar no hospital mesmo. Mas rosas amarelas? Eu me lembro de ter levado rosas amarelas no enterro da minha avó paterna. A minha mãe sempre disse que rosas amarelas são para enfermos e defuntos. Para mulheres lindas e maravilhosas rosas vermelhas são as mais indicadas. – disse sorrindo. – Mas eu aprecio o seu gesto e a sua intenção, afinal é ela que sempre vale e depois você esta aqui não é mesmo? E eu estou muito feliz com a sua presença.

– Obrigado pelo carinho Peyton. Agora sobre rosas vermelhas, eu sempre ouvi dizer que são para a mulher que amamos. – disse sem jeito. – Eu pensei em amarelas mais pela nossa amizade mesmo.

– Tudo bem, Brandon. Não precisa se explicar eu já entendi tudo. Você já deixou claro da última vez que não sente nada por mim, a não ser amizade e eu tenho que me conformar com isso, mas eu não consigo. Eu ainda tenho esperanças de um dia te conquistar. Mas me diz e a sua nova amiguinha, como vai?

– A Amber? Ela esta bem, ela é uma garota muito legal.

– E qual é a de vocês? Quero dizer, esta rolando alguma coisa além da amizade? – perguntou curiosa.

– Eu não vou mentir pra você, Peyton… Por enquanto não existe nada, mas nós estamos vivendo um lance bacana que com certeza pode acabar em namoro.

– Eu sabia. Desde o primeiro dia dela no colégio quando você ficou responsável por apresentar as dependências pra ela, eu percebi, eu saquei que tinha algo no ar. – disse com lágrimas nos olhos. – A minha intuição nunca falha.

– Peyton não fica assim… Você é uma garota linda, inteligente, mercê ser feliz e encontrar um cara que realmente goste de você de verdade.

– Me poupe dos seus conselhos Brandon. Eles são inúteis, porque você não vai conseguir me convencer do contrário. Só me permita antes de você ir embora, te agradecer pelas flores como se deve. – Peyton colocou as flores em cima do sofá e em seguida, beijou Brandon com carinho, que de tão surpreso nem se mexeu, apenas se deixou ser beijado.

– Muito obrigada pela visita e pelas flores, Brandon. Eu amo você. – disse o encarando.

Brando tímido se afastou devagar e disse:

– Por nada. Bom agora eu vou indo… A gente se vê no colégio, Peyton. Bom dia pra você.

– Bom dia Brandon. A gente se vê no colégio. – disse sorrindo toda feliz e olhando para ele enquanto Brandon saia. – Zoila… Zoila vem aqui rápido. Coloca essas rosas num vaso bem bonito pra mim e deixa ele em destaque aqui na sala.

– Sim senhora.

*****

Na casa da prefeita, ela receberia uma visita nada amigável do ex-marido.

– Charlie… O que você esta fazendo aqui? Já não basta o transtorno que você causou hoje na casa dos Malone?

– Se você chama de transtorno defender a honra da nossa filha, então que seja.

– Você sabe muito bem do que eu estou falando, a Beth foi parar no hospital por sua causa e sabe-se lá como ela esta. Depois eu irei fazer uma visita pra ela.

– Ótimo. Aproveita e mande meus sinceros votos de melhoras pra ela. Agora eu preciso falar com você, Adison… É sobre o Paul e as acusações contra ele sobre a nossa Elena.

– Pode ir parando por ai… O Paul é inocente, e por ele eu coloco as minhas mãos no fogo.

– Pois tome muito cuidado que é pra não se queimar ouviu? Não me admira nenhum um pouco o fato de você defendê-lo, afinal ele é seu novo marido. Mas depender de mim, e eu já contatei os meus advogados, Paul Myers vai morrer na cadeia. Anota o que eu estou te dizendo. – disse chegando bem perto dela. – Era só isso o que eu tinha pra te dizer, tenha um bom dia.

– Miserável, ordinário! Eu odeio você!

Do alto da escada, Andrew ouvira toda conversa e depois sem fazer barulho, ele voltou para o seu quarto.

*****

Na delegacia de Village Falls, Hollie tomava seu café, quando o carteiro chegou com as correspondências. Ela passou por cima, uma a uma depois que ele foi embora e se deteve ao ver um envelope amarelo grande e sem remetente, endereçado apenas aos cuidados do Detetive Ross. Hollie então imediatamente foi até a sala do detetive e entrou logo depois de bater.

– E o jogo continua… Chegou esse envelope sem remetente endereçado a você. E algo me diz que deve ser algo sobre o caso Elena Cooper. – disse sorrindo enigmática.

O detetive então pegou o envelope, abrindo na mesma hora e tirou de dentro uma folha de Xerox de outra página do diário de Elena.

– Bingo! Você acertou… Trata-se de outra página do diário da Elena. – disse começando a ler o conteúdo.

– E o que diz ai? – perguntou curiosa.

– Leia você mesma. – disse entregando a folha pra ela, que começou a ler na mesma hora.

Mais uma vez ele veio no meu quarto na noite passada… Por mais que eu fingisse dormir, de nada adiantou. Ele entrou e fechou a porta. Logo em seguida, ele se deitou ao meu lado e começou a me abraçar, tocar e a cheirar minha pele. Depois beijou meu pescoço e desceu sua mão entre as minhas pernas. Eu queria gritar, mas de tanto medo que senti, só consegui mesmo chorar, enquanto ele me tocava cada vez mais fundo. Por que ele estava fazendo aquilo comigo? Eu odeio ele.”

Hollie ficou chocada com o que leu e em seguida sentou-se desolada.

– Como esse bandido pode ficar tanto tempo impune? Abusar de uma criança inocente e inofensiva… A vontade que eu tenho é de entrar lá dentro daquela cela e acabar com a raça daquele covarde asqueroso. – disse revoltada.

De repente, o telefone tocou e o detetive atendeu:

– Detetive Ross… Sim é daqui mesmo. Ela esta sim, pode deixar que aviso ela. Obrigado. – disse sério ao desligar o telefone.

– O que foi que aconteceu?

– Era do hospital. Parece que a sua mãe passou mal e eles a levaram pra lá, o Tyler esta com ela.

– Meu Deus! E o que houve, eles não informaram?

– Não. Só pediram pra você ir pra lá o mais rápido possível. Mas não se preocupe não deve ser nada demais. Vamos, eu te levo. – disse pegando as chaves do carro.

*****

Na casa do professor Moore, Amber saia do banho quando pegou Sarah, sua madrasta mexendo em suas coisas no seu quarto.

– Mas o que é isso? Com que direito você entra no meu quarto sem ser convidada e mexe nas minhas coisas? – perguntou irritada e já logo tirou sua mochila da mão de Sarah.

– Direito de proprietária, eu acho. Eu sou a dona da casa e não preciso de permissão pra entrar onde eu quiser aqui dentro.

– Não no meu quarto. Eu vou falar pro Michael sobre isso e ver o que ele acha. – disse a enfrentando.

– Pode falar, eu estou morrendo de medo dele.

– O que esta acontecendo aqui? – perguntou Michael chegando de repente.

– A sua mulher que entrou no meu quarto sem ser convidada e estava mexendo nas minhas coisas. – disse Amber revoltada.

– Eu estou no meu direito, eu sou a dona da casa e faço o que eu quero aqui. E a sua filhinha não entendeu isso ainda. – disse sarcástica.

– Sarah, por favor! Nós já conversamos sobre isso. Você pode ser a dona da casa, assim como eu também sou, mas o espaço da Amber deve ser respeitado. Isso não vai mais se repetir, Amber. Eu prometo.

– Ótimo. Muito bem, Michael… Vai protegendo a garota mesmo, eu estava olhando tudo aqui pro nosso bem, eu não conheço essa garota, não sei se ela é uma delinqüente, se usa drogas, afinal ninguém em sã consciência coloca uma estranha dentro de casa sem saber antes quem ela é.

– Pois eu sei muito bem quem ela é. A Amber é a minha filha, e isso me basta. Agora saia do quarto, por favor.

Sarah saiu resmungando, enquanto Amber olhando séria para o pai, pediu que ele saísse também pra ela poder se trocar.

*****

Na casa dos Griffin, Erin chegava em casa cansada de sua caminhada matinal depois de ter retirado o gesso da perna e logo que chegou na sala, ela foi conferir os recados da secretária eletrônica.

– Primeiro recado: – Filha é a mamãe. Eu estou na minha aula de Pilatos e o professor atrasou um pouco hoje, eu sirvo o almoço assim que chegar em casa. Beijos querida.

– Segundo recado: Erin Griffin… Aqui é Samuel Scott do Studio Records em Nova York. Um amigo seu me enviou o seu cd demo, e eu gostaria muito de te conhecer pessoalmente para falarmos de trabalho. Você é uma garota muito talentosa, meus parabéns. Me liga de volta nesse mesmo número assim que puder e marcamos tudo. Bom dia. – Você não tem novos recados.

Erin ficou tão feliz e surpresa que não conseguiu conter tamanha felicidade e começou a gritar e a pular pela sala toda.

*****

No Centro Médico de Village Falls, Hollie conversava com a Doutora Foster.

– Meus Deus! Câncer! – disse surpresa. – Mas eu não sabia de nada, ela não contou pra gente… E desde quando ela esta com a doença, doutora?

– Há mais ou menos um ano e ele já esta em nível quatro. No começo ela recusou o tratamento, acredito que pra poder esconder de vocês que estava com a doença. Na época ele ainda era tratável, estava indo pro nível três, mas o tratamento seria bem agressivo, ela ficaria muito debilitada e preferiu assinar um termo abrindo mão do tratamento.

– Eu não estou acreditando nisso… Parece um pesadelo! – disse inconformada e com lágrimas nos olhos.

– Eu sinto muito, Hollie, mas infelizmente não há nada mais pra se feito. A doença se espalhou e só o que podemos fazer agora é deixá-la mais confortável com a aplicação de morfina. Eu nem sei como ela pode suportar tanta dor durante meses. – explicou a doutora Foster.

– E doutora… Quanto tempo mais ela tem? – perguntou Hollie com medo da resposta.

– No máximo três meses, e sendo muito otimista. Acho melhor vocês se prepararem. O que vocês precisarem, por favor, podem contar comigo.

– Obrigada.

O mundo de Hollie desabou. Ela já não sentia mais o chão sob seus pés, e mesmo sem forças e coragem para enfrentar a situação, ela foi até o quarto da mãe. Chegando lá, ela encontrou Tyler deitado ao lado da mãe e chorando muito.

Hollie então foi até eles e abraçou a mãe também chorando.

– Você faz companhia pra ela um pouco Hollie? Eu preciso dar uma volta. – perguntou Tyler já exausto e inquieto.

– Claro. Pode ir… Eu fico com a mamãe, o meu plantão hoje só começa as dez.

– Eu não vou muito longe, já volto. – disse saindo do quarto.

– Você hein dona Beth… Nos deu o maior susto.

– Me desculpa filha, é que eu nunca quis preocupar vocês e dar mais trabalho, só isso. Tudo o que eu quis foi poupar você e o seu irmão de mais sofrimento depois de tudo o que nós passamos com a perda do seu pai.

– Nós somos uma família, mãe. Temos que cuidar uns dos outros, nos apoiar e nos ajudar sempre. – disse contendo o choro. – Você sempre esteve lá por nós quando precisamos, não podia nos privar o direito de fazer o mesmo. Depois se tudo fosse no início, agora poderia ser diferente.

– Por favor, não vamos falar mais nisso. Eu agora só quero poder viver em paz e um dia de cada vez, aproveitando ao máximo o tempo que me resta ao seu lado e ao lado do Tyler. E Hollie… Ele vai precisar muito do seu apoio viu, o Tyler ainda é uma criança.

– Claro mãe, eu sempre irei cuidar dele, eu prometo. – disse sorrindo pra mãe.

– E de você… Quem é que vai cuidar, hein? – perguntou carinhosa. – Ta na hora de dar outra chance pro seu coração minha filha, esquece o que passou e parte pra outra, você mercê ser feliz.

– E eu vou ser. Mas só quando eu colocar as minhas mãos naquele miserável do Dead Skin que acabou com a vida do meu noivo. Agora quanto a cuidar de mim, não se preocupe dona Beth, porque eu sou dura na queda e posso cuidar de mim mesma. Tem sido assim há anos, e não vai ser agora que eu vou esmorecer.

– Eu tenho muito orgulho de você filha… Mas me diz, e esse caso do Tyler, sobre as fotos que ele tirou da Elena… Ele poder vir a ser preso por isso, Hollie? Por favor, diga a verdade e não me esconda nada.

Hollie respirou fundo e olhou apreensiva para a mãe.

*****

Peyton ainda estava dormindo e passava por um sono agitado, como se quisesse acordar e não conseguisse.

Ela descia as escadas apressada e logo abria a porta. Era Elena chorando e encharcada da chuva, ela entrou depressa e sentou-se no sofá.

– Elena… O que foi que aconteceu, você esta trêmula, nervosa e chorando amiga. Por favor, fala comigo. Eu já estou começando a ficar preocupada. – disse pegando na mão dela.

– Ele abusou de mim, Peyton… Eu gritei, eu tentei escapar e ataquei ele, mas nós estávamos sozinhos em casa e ele é mais forte que eu… Ele me violentou Peyton! – disse chorando copiosamente. – Eu fui estrupada.

– Meu Deus! Elena… Eu sinto muito. – disse abraçando a amiga. – Mas isso é muito grave, você tem que denunciar… Afinal, que fez isso com você?

– Eu não posso denunciar, eu não posso. Ele me ameaçou e eu não posso… Eu só precisava desabafar com alguém.

– Você esta assustada, eu entendo. Vamos tomar um banho quente e depois eu te empresto uma roupa limpa e você dorme aqui essa noite, ta bom? Ai enquanto você toma banho eu preparo um leite quentinho pra você tomar, vai te ajudar a dormir melhor, Elena.

– Não, por favor! – exclamou apavorada. – Não me deixa sozinha, Peyton. Ele pode aparecer aqui.

– Elena nós estamos na minha casa, tem cachorros lá fora e dois seguranças. Ninguém vai entrar aqui, você esta me entendendo? – disse segurando o rosto dela e olhando dentro dos seus olhos. – Ninguém, eu prometo. Agora vamos tomar logo esse banho, você precisa descansar. Eu peço pra Zoila preparar o seu leite. Agora, Elena… Você não quer mesmo denunciar esse bandido, ou me dizer quem ele é? Eu vou ficar do seu lado e te apoiar no que você quiser fazer, confia em mim.

– Tudo bem… Quem me estrupou foi…

Nesse momento, Peyton acordou toda suada e nervosa. Depois de ver que era um sonho, ela respirou aliviada.

– Meu Deus… Que pesadelo. Eu preferia que aquela noite nunca tivesse acontecido, nunca. – disse aflita e passando as mãos pelos cabelos.

*****

Do lado de fora na delegacia de Village Falls, pessoas revoltadas, causavam um grande tumulto por causa da soltura de Paul Myers que ganhará o habeas corpus e o direito de responder o processo em liberdade. – Ele teve que sair escoltado pela polícia até o carro da prefeita, para não ser linchado na praça mesmo. Moradores e pais revoltados com ele, não queriam mais que ele voltasse a trabalhar no colégio e pediam a cabeça dele.

– É. Esse já começou a pagar pelos seus pecados. – disse o detetive Ross.

– Ainda é pouco pelo que ele fez… Bandidos como Paul Myers deviam pegar prisão perpétua e até mesmo quem sabe, pena de morte. E não ter direito a nenhuma defesa. – disse Hollie categórica.

*****

No lago Village, Tyler estava pensativo enquanto olhava o lago e jogava migalhas de pão para os pombos, quando Andrew chegou.

– E ai campeão… Como você esta?

– Bem na medida do possível e você?

– Fora meu pai estar sendo acusado de estrupar a minha irmã, até que eu estou bem. – disse sarcástico. – Eu soube da sua mãe, eu sinto muito. E quero que você saiba que pode contar comigo sempre pro que precisar.

– Obrigado. Você também conta comigo sempre. – disse sem jeito. – E Tyler, eu queria que você soubesse que sobre aquelas fotos da Elena…

– Relaxa cara. – disse interrompendo-o. – Eu sei que você não fez por mal e que amava a minha irmã. Tudo isso agora é passado.

*****

Dois dias depois…

Alicia era interrogada por Ross.

– Senhorita Edwards, é fato que você não gostava da vítima Elena Cooper e pelo que nos explicou ela vivia disputando a atenção do seu pai com você? Só isso era motivo para odiá-la?

– Pra mim, sim. Ele já havia deixado ela e a mãe, tinha uma nova família, não tinha porque ficar dando mais atenção a Elena do que pra mim.

– E os seus cortes?

– O que? – perguntou espantada.

– Senhorita Edwards, eu sei que você se automutila. Quando abrimos um caso, a resolução de um crime, nós investigamos todos os envolvidos, vamos atrás de toda e qualquer prova que nos leve ao assassino, e muitas coisa chegam até nós também, como por exemplo o fato da sua condição, que aliás, você acusou Elena Cooper na noite do seu assassinato de ter sido a responsável a induzi-la se cortar. Isso é verdade?

– É sim. Ela vivia me incentivando por email e até mesmo nas redes sociais, dizendo que aquilo acabaria com a minha dor, que só assim eu me sentiria melhor.

– Senhorita Edwards, nós sabemos que ninguém obriga ninguém a nada. A Elena pode ter até te influenciado, mas no fim das contas quem tomou a decisão e optou por esse caminho, foi você mesma. – disse fazendo-a refletir. – O que ela fez pode não ter sido certo, mas também não faz dela culpada pelas suas atitudes. E tem mais… Quem lhe garante que era mesmo a Elena que te enviava esses e-mails? Poderia ter sido qualquer um usando a conta dela. Isso nunca lhe passou pela cabeça?

– Não e eu realmente acredito que era ela, sim a responsável pelos e-mails. A Elena nunca me suportou.

– E pelo visto era recípocro, não é mesmo? – perguntou com um meio sorriso.

– Eu só não quero detetive que a minha condição, enfim o senhor sabe… Que os cortes venham a tona. Eu não quero que os meus pais fiquem sabendo disso.

– Tudo bem, é um direito seu. Eu só aconselho você a procurar ajuda psicológica, porque sozinha você não vai conseguir se livra disso, e automutilação é grave, pode levar até o suicídio. Estamos combinados?

*****

Depois de um dia ensolarado em Village Falls, a noite chegou e com ela uma tempestade deixando os moradores trancados em suas casas.

Peyton chegou em casa e saiu do carro na chuva. Ela foi pegar as chaves na sua bolsa e não encontrava, ela então começou a tocar a campainha, mas Zoila não atendeu. Peyton odiava tempestades e a cada relâmpago inesperado, ela se assustava. Por fim ela conseguiu encontrar as chaves e entrou depressa em casa, porém toda encharcada.

– Que droga! Maldita tempestade… Zoila… Zoila cadê você que não veio abrir a porta pra mim? Eu posso até pegar uma pneumonia por sua casa, sabia? Eu estou toda molhada. Zoila!

Peyton depois de gritar pela empregada, ficou pensativa e então se lembrou.

– Que cabeça a minha… Hoje é o dia de folga dela, é claro que ela não iria abrir a porta pra mim. – disse respirando fundo. – Mais essa agora… Eu vou ter que preparar o meu banho, ver a minha roupa e cuidar do meu lanche sozinha. Não sei por que inventaram de dar folga a empregados… Eles não deveriam ter folga nunca.

Peyton começou a subir as escadas quando de repente seu celular tocou e ela se assustou deixando o aparelho cair no chão.

– Droga! – disse ela se abaixando para pegar o celular e em seguida, ela olhou no visor e estranhou ao ler: Número desconhecido. – Alô…

– Olá Peyton, como você esta? Desde o baile da primavera que eu não te vejo. – dizia uma voz distorcida do outro lado da linha.

– Vem cá seu idiota que brincadeira é essa? Será que você não percebe que esse jogo de gato e rato já esta ficando ridículo, até quando você vai continuar se escondendo, hein? Seu covarde!

– Peyton, Peyton… Sempre mal educada e respondona, quando eu terminar com contigo, a primeira coisa que eu irei fazer é cortar essa sua língua de menina má e venenosa. Pelo visto ter ficado presa no porta malas do meu carro, não foi o suficiente pra te deixar mais calminha… Foi realmente uma pena você ter escapado antes e não ter explodido junto com o carro, eu tenho certeza de que iria estar fazendo um favor para a humanidade, livrando-os de você pra sempre.

– Escuta aqui seu babaca…

– Escuta aqui você, sua vadia egoísta! Calada e ouça bem o que eu vou te dizer, pois a noite esta só começando pra nós dois.

Peyton ficou escutando a respiração forte dele por um tempo, até que ele disse:

– Me diz qual é a sensação de chegar em casa toda molhada depois ter demorado tanto para encontrar as chaves? Esqueceu que hoje era dia de folga da sua empregada?

– O que você disse? – perguntou assustada e já cismada, ela desceu devagar as escada e foi até a porta conferir se ela estava mesmo trancada. Em seguida, Peyton saiu olhando portas e janelas e trancou tudo, fechando as cortinas desesperada e morrendo de medo. – Você esta aqui, do lado de fora? – perguntou toda trêmula.

– Você se sente mais tranqüila e protegida agora, baby? Acho melhor você correr e se esconder, porque agora sim é que vai começar a verdadeira caça de gato a rata. – disse gargalhando do outro lado.

Peyton ficou branca e o seu coração acelerou. Depois num ímpeto, ela subiu as escadas correndo, deixando o celular cair pelo caminho, enquanto a morte ainda gargalhava do outro lado.

*****

Do outro lado da cidade, Hollie estacionou seu carro de frente a uma casa e logo depois saiu correndo na chuva e chegou a te a varanda, batendo insistentemente na porta.

– Já vai… Hollie! Aconteceu alguma coisa? Entra. Você esta toda molhada, vai acabar pegando um resfriado. – disse o detetive Ross preocupado.

– Eu sai do hospital agora, a Melinda vai dormir lá hoje com a minha mãe… Tudo isso tem sido demais pra mim, eu fiquei rodando por horas até parar aqui. Eu me finjo de forte, mas na verdade não sei o que fazer Ross, eu estou com muito medo e não sei o que fazer. – disse começando a chorar desesperada.

*Hometown Glory – Adele

Ross pegou a manta que estava no sofá e a envolveu em Hollie tentando aquecê-la. Depois vendo que ela ainda tremia muito de frio, ele a abraçou bem forte.

– Vai ficar tudo bem, Hollie. Você tem sido forte demais durante muito tempo, e precisar descansar e chorar, precisar desabafar e colocar tudo pra fora, só assim se sentirá melhor. Não é vergonha expor os seus sentimentos, muito pelo contrário, isso mostra que você tem coração e eu tenho muito orgulho de você, minha pequena gigante oficial Malone. – disse sorrindo enquanto ela o encarava. – E eu vou te ajudar.

Hollie o encarava séria e em seguida ela foi tirando a manta de seu corpo devagar, enquanto Ross limpava as lágrimas do rosto dela que caiam… Os dois se encararam por alguns segundos num sentimento forte que até então eles desconheciam e então finalmente, eles deixaram seus corações falarem mais alto e se renderam ao desejo.

*****

CONTINUA…

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