CENA 01. SHOPPING. AÇAITERIA. INT. MANHÃ.

BÁRBARA – Aconteceu alguma coisa, amor?

EMANUEL – É claro que aconteceu, desgraçada! Quer dizer que agora você anda me traindo, né?

BÁRBARA – Você tá ficando louco? Do que você tá falado?

 

Emanuel entrega o celular para Bárbara, que fica surpresa ao ver as mensagens. Ela e Emanuel se encaram.

CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO ANTERIOR.

 

BÁRBARA – Você está confundindo as coisas, Emanuel, o Otávio é um grande amigo meu, nós estudamos juntos no ensino médio, e ficamos amigos, ele passa por muitos problemas e às vezes gosta de conversar comigo, desabafar.

EMANUEL – E você acha que eu vou acreditar nessa conversa tola? Se isso é mesmo verdade, porque não me falou desse migo antes, Bárbara?! Do tempo que estamos juntos, você já teve muitas oportunidades para me falar, e não falou, por quê?

BÁRBARA – Não teve necessidade disso, Emanuel! Eu duvido que você me fale de todos os seus amigos, larga de besteira!

EMANUEL – Olha, eu vou fingir que acredito nesse seu papo, mas escuta só: se eu descobrir que você está me traindo com esse desgraçado ou qualquer outro, você vai me pagar caro!

 

Bárbara encara Emanuel, preocupada.

 

CENA 02. APARTAMENTO DE VALENTINA. SALA. INT. MANHÃ.

Valentina, Otávio e Pamela estão sentados no sofá, Valentina com um notebook no colo. Os cartazes ainda estão no fundo da sala.

 

PAMELA – Mas e aí, filha? Como vai ser essa festa?

VALENTINA – Bom, eu quero que seja o melhor dia das nossas vidas, eu pensei em fazermos uma grande festa com direito à muitos convidados, e pensei em fazermos no sítio que era do vovô, está abandonado, mas podemos mandar limpar e vai ficar como se fosse novo!

OTÁVIO – Mas isso tudo vai ficar muito caro, amor, não é melhor fazermos algo mais simples?

PAMELA – Também acho, filha.

VALENTINA – Não, gente, a festa vai ser desse nível para cima mesmo. Eu ainda não contei, mas vou aproveitar o embalo e falar… Como vocês sabem, eu quero muito ser modelo, e acho que esse dia está ficando cada vez mais próximo! Fui chamada para estrelar uma campanha de uma marca de roupas que está começando aqui no Rio, e o cachê é bem alto!

PAMELA – Sério, filha?! Que notícia boa!

OTÁVIO – Vai ser a modelo mais linda do mundo!

 

Otávio e Valentina se beijam. Pamela fica contente ao vê os dois juntos, felizes.

 

CENA 03. ALBUQUERQUE DRINK’S DISTRIBUTOR. ESCRITÓRIO DE MURILO. INT. MANHÃ.

Murilo está sentado em sua cadeira, com raiva. Alberto entra, Murilo se levanta.

 

ALBERTO – Mandou me chamar, Murilo?

MURILO – Sim! Que história é essa de que você está tentando fazer o Lorenzo me tirar da empresa?

ALBERTO (surpreso) – Quem te disse isso?

MURILO – Não importa! Eu quero saber por que você está fazendo isso.

ALBERTO – Murilo, eu não estou tentando fazer ele te tirar daqui. Apenas mandei para ele os dados dos lucros no último ano, os meses que eu trabalho e os que você trabalha.

MURILO – Você não engana ninguém, Alberto! Você e eu sabemos que os dados não foram esses, você deve ter falsificado tudo… Mas por quê?

ALBERTO – Murilo, larga de ser dramático, eu não falsifiquei nada! Apenas enviei os dados que o seu filho pediu!

MURILO – Não quero saber! Mas que você fique sabendo, a minha porcentagem só vai sair do meu nome quando eu morrer, e eu garanto que ela não vai para você!

ALBERTO – Larga de ser idiota, Murilo, eu já disse que não quero e não dependo de nada que venha de você, ridículo!

 

Murilo dá um soco em Alberto.

 

MURILO – Você presta atenção na maneira como fala comigo, você está na minha sala e eu exijo respeito. Dá um fora daqui!

ALBERTO – Isso não vai ficar assim!

 

Alberto sai com raiva. Murilo se senta em sua mesa começa a mexer em seu computador, abre o e-mail de Lorenzo e exclui todas as mensagens de Alberto.

 

CENA 04. MANSÃO ALBUQUERQUE. SUÍTE DE MARINA E MURILO. INT. MANHÃ.

SONOPLASTIA: Eu Quero Você – Gabi Luthai.

Marina e Priscila estão sentadas na cama, conversando.

 

MARINA – Me conta direito, o que você achou do Lorenzo?

PRISCILA – Ah, Marina, é estranho falar esse tipo de coisa com a mãe do garoto, mas eu digo. Ele é bonito, charmoso, educado…

MARINA – Eita que o negócio está bom! Você está gostando dele?

PRISCILA – Bom, eu não sei se existe um gostar antes mesmo de conviver com a pessoa, mas se existir, acho que estou sim!

MARINA – Priscila, eu apoio cem por cento esse casal! Eu acho até que vocês combinam…

PRISCILA – Sério?!

MARINA – Para falar a verdade não!

PRISCILA – Fica me iludindo, né?

MARINA – Mas não precisa combinar para amar, você já ouviu que os opostos se atraem? Vocês darão certo juntos, estou sentindo isso.

PRISCILA – Tomara!

 

Marina ri para Priscila.

SONOPLASTIA OFF.

 

CENA 05. CASA DE CRISTINA E ELIAS. QUARTO DE CRISTINA E ELIAS. INT. MANHÃ.

Cristina está deitada na cama, pensativa. Laila bate na porta, entra, se senta na cama ao lado da mãe.

 

LAILA – Tá tudo bem, mãe?

CRISTINA – Tá, filha, por quê?

LAILA – Nada não. Eu queria me desculpar por ter causado todo aquele alvoroço na hora do café, eu nem me lembrei de toda essa confusão e nem sabia que a Cecília não sabia que o papai trabalhava lá.

CRISTINA – Tudo bem, filha, eu sei que você não fez por mal! Só espero que sua irmã não fique com raiva da gente.

LAILA – Não se preocupa, mãe, a Cecília vai tomar a decisão certo, o que for melhor para ela!

CRISTINA – É exatamente disso que eu tenho medo! De descobrir o que é esse melhor para ela.

 

Laila olha para Cristina preocupada com a mãe.

 

CENA 06. CASA DE MANUELA E VICENTE. SALA. INT. MANHÃ.

Larissa está sentada no sofá, mexendo em seu celular. Manuela vem de seu quarto e se senta ao lado da filha.

 

MANUELA – Como foi com a Bárbara, filha?

LARISSA – Mais ou menos.

MANUELA – E por quê? Vocês brigaram?

LARISSA – Não, mãe, é por que a Bárbara faz umas coisas que eu não acho corretas! Por exemplo, ela disse que está tentando demitir a Sandra, que é empregada na casa dela, detalhe que nem é ela que paga o salário da mulher, e sim o seu Murilo.

MANUELA – Filha, agora que você está falando esses nomes que eu vim me tocar que essa Bárbara é da família Albuquerque, eu conheço a Sandra e o Murilo também, inclusive eu tenho que ir à empresa dele para uma entrevista, ele está precisando de meio que uma secretária pessoa, e eu aceitei, claro.

LARISSA – Ah, mãe, que bom, pelo menos agora a senhora vai sair um pouco de casa, tirar essa bunda do sofá! (ri)

MANUELA (ri) – Engraçadinha você, né?!

 

Manuela faz cosquinhas em Larissa, que se diverte com a mãe.

 

CENA 07. CASA DE CRISTINA E ELIAS. SALA. INT. MANHÃ.

Cecília entra, fecha a porta. Laila está sentada no sofá.

 

LAILA – Cecília, senta aqui, vamos conversar.

CECÍLIA (se senta ao lado de Laila) – Tá bom, pode falar.

LAILA – Hoje como você sabe teve toda aquela confusão aqui, mas não fica brava com o papai. Ele não tinha escolha, ou trabalhava lá ou morria de fome. Lá eles nem sabem que ele é seu pai, e eu sei que o receio dele é que eles descubram e o mandem embora, ele é a única fonte de renda aqui de casa atualmente.

CECÍLIA – Tá, mas isso vai mudar, por que eu vou começar a trabalhar! Você deveria fazer o mesmo, senhorita!

LAILA – A minha prioridade é o estudo, Cecília, estou começando a faculdade de odontologia e com fé em Deus vou me formar, conseguir um emprego e ganhar muito dinheiro, ai sim a nossa família vai mudar de vida!

CECÍLIA – Tá, mas era sobre isso que você queria falar comigo?

LAILA – Não, eu quero falar sobre a tal vingança que você deseja protagonizar, ainda tá com essa ideia na cabeça?

CECÍLIA – Tô! E nem adianta tentar me fazer mudar de ideia, a mamãe não conseguiu, o papai não conseguiu e não será você que vai conseguir!

 

Cecília se levanta e vai para seu quarto. Laila fica preocupada.

 

CENA 08. HOTEL. SUÍTE. INT. MANHÃ.

Murilo e Hanah entram, se beijando. Murilo tira a sua camisa, joga Hanah na cama, deita por cima dela.

 

MURILO – Eu te amo, Hanah, te amo!

HANAH – Se você me ama tanto, porque não larga logo aquela galinha?

MURILO – Não estraga o clima, por favor!

 

Murilo tira a camisa de Hanah, beija o pescoço dela, os dois fazem amor.

 

CENA 09. RIO DE JANEIRO. PLANOS GERAIS. EXT. MEIO DIA.

SONOPLASTIA: Piloto Automático – Supercombo.

CAM AÉREA mostra algumas praias do Rio de Janeiro, como Copacabana, Ipanema e Leblon. Em seguida corta para a fachada de um restaurante simples, próximo da Albuquerque Drink’s Distributor.

 

CENA 10. RESTAURANTE. INT. MEIO DIA.

SONOPLASTIA CONTÍNUA.

Clarisse e Tito estão sentados em uma mesa, almoçando.

 

TITO – Me fala mais da família dona da empresa onde você trabalha!

CLARISSE – Pra quê você quer saber?

TITO – Sei lá, curiosidade.

CLARISSE – Ah, como você sabe eles são uma família muito rica, e é só isso que eu tenho para falar mesmo.

TITO – Ah, Clarisse, disso eu já sei! Fala outra coisa.

CLARISSE – Tá, a família Albuquerque é aquele tipo de família que vive brigando, cobra engolindo cobra! Inclusive, eles brigam até por cargo na empresa.

TITO – Ah, deixa pra lá, já vi que de você não vou conseguir arrancar nada não!

CLARISSE – Arrancar? E pra quê você quer arrancar algo de mim?

TITO – Foi só o jeito de falar, deixa pra lá, vamos terminar de comer.

 

Tito volta a comer. Clarisse fica desconfiada.

SONOPLASTIA OFF.

 

CENA 11. APARTAMENTO SECRETO DE BÁRBARA. SALA. INT. MEIO DIA.

Otávio está sentado no sofá, mexendo em seu celular. Bárbara entra, bate a porta e joga a sua bolsa no sofá, para na frente de Otávio.

 

BÁRBARA – Escuta, Otávio, toma mais cuidado com as suas mensagens, hoje o Emanuel viu uma delas e quase teve um surto!

OTÁVIO – Ô meu Deus, odeio esses cornos que não sabem ser cornos!

BÁRBARA – Para de ser ridículo! Já avisei! Quando eu precisar falar contigo, eu ligo ou mando mensagens, eu, isso serve também para marcar os nossos encontros!

 

Otávio ri, puxa Bárbara, que se senta no colo dele. Os dois se beijam.

 

CENA 12. MANSÃO ALBUQUERQUE. SALA DE JANTAR. INT. MEIO DIA.

Murilo, Marina e Lorenzo estão reunidos na mesa, comendo.

 

MURILO – Cadê a Bárbara, Marina?

MARINA – Olha, não sei, agora que você falou que eu fui reparar que desde manhã não vejo ela!

LORENZO – Estranho, desde que eu me conheço por gente, a Bárbara não é de sai sem avisar!

MURILO – Você morou muito tempo fora, Lorenzo, o tempo passou! Sua irmã está completamente diferente!

LORENZO – É, isso eu percebi, cada vez mais metida, arrogante e enjoada!

 

Murilo ri. Marina não gosta dos comentários do filho.

 

CENA 13. CASA DE CRISTINA E ELIAS. SALA DE JANTAR. INT. MEIO DIA.

Cristina, Elias, Laila, Jussara e Pedrinho estão comendo. Cecília vem de seu quarto, põe sua comida e senta-se à mesa com eles.

 

ELIAS – Nesse meio tempo a senhorita aprendeu a não ser ignorante?

CECÍLIA – Pai, para! Já vai começar? Deus me livre!

CRISTINA – Se acalma, Cecília, o seu pai não te contou antes exatamente com medo dessa sua reação!

CECÍLIA – Mãe, pai, Laila, eu vou falar de uma vez só: eu estou pouco me importando se o papai apaí trabalhando naquela porcaria, não vou abrir mão da minha vingança e se quiserem ficar zangados comigo, fiquem!

ELIAS – Você não era assim, ignorante, de falar as coisas sem passar. Aquela prisão tirou todos os teus valores, nem respeitar seus pais você não sabe mais! Do jeito que tá, daqui a pouco estará na rua se esfregando nesses moleques que não querem nada da vida, e o que mais me impressiona é que estudar ou arranjar um emprego não quer não, mas acabar com a vida dos outros, faz com prazer!

 

Cecília se levanta, com raiva e chorando, ao mesmo tempo.

 

CECÍLIA – O senhor fala isso por quê não foi você que passou cinco anos na prisão e quando saiu viu seu pai servindo a maldita família que te enfiou naquele inferno, e depois eu que sou a mal educada… Aprende a pensar antes de falar, pai, eu não aguento mais o senhor com essas suas frescuras, não gostou da minha vingança? Dane-se, eu estou cansada de ser julgada por todo! Por mim o senhor pode trabalhar até no inferno se quiser, da minha vingança não abro mão e se for pro senhor perder o emprego, que perca. Satisfeito agora? Se me chamam de sem educação, então vou ser mesmo, pelo menos assim compensa ouvir essas baboseiras. Pra mim já deu, vou pro meu quarto.

 

Cecília vai para seu quarto, com raiva. Elias e Cristina ficam preocupados, ele demonstra arrependimento pelo que falou. Laila abraça Jussara e Pedrinho.

 

CENA 14. RIO DE JANEIRO. PLANOS GERAIS. EXT. TARDE.

SONOPLASTIA: Buzina de carro.

Muitos carros aparecem em uma avenida, motoristas impacientes, e outros até mesmo abandonando seus veículos. CAM corta para a fachada da Albuquerque Drink’s Distributor.

 

CENA 15. ALBUQUERQUE DRINK’S DISTRIBUTOR. ESCRITÓRIO DE MURILO. INT. TARDE.

Murilo e Lorenzo estão sentados, frente a frente, conversando.

 

MURILO – Então, filho, eu não aguentei e dei um soco nele! Eu espero que você não caia nesses planos ridículos dele e tente me tirar daqui, eu espero!

LORENZO – Pai é claro que eu não vou fazer isso. Tudo que o tio Alberto está tentando fazer é ajudar a empresa, e eu vou simplesmente tentar orientar o senhor, nunca que eu iria querer roubar seu lugar, longe de mim isso!

MURILO – Vou nem falar nada, já vi que até você está cego mesmo!

LORENZO – Larga de besteira, pai, eu vou ali fazer umas coisas e depois conversamos, pode ser?

MURILO – Tá, filho, pode ir.

 

Lorenzo se levanta e sai, Murilo fica preocupado.

 

CENA 16. ALBUQUERQUE DRINK’S DISTRIBUTOR. FACHADA. EXT. TARDE.

Bárbara estaciona seu carro no outro lado da rua, desce. Tito segura ela pelos braços, Bárbara fica com medo.

 

TITO – Oi, moça.

BÁRBARA – O que você quer?

TITO – Não precisa ficar com medo, quero apenas conversar.

BÁRBARA – Então já pode me soltar.

TITO (solta o braço de Bárbara) – Tudo bem.

BÁRBARA – E o que você quer?

TITO – Ah, você faz parte da família dona dessa empresa, né?

BÁRBARA – Sim, eu sou filha de um dos donos.

TITO – Ah sim, é por que eu estou querendo arranjar um emprego.

BÁRBARA – Isso não é comigo não! Pode falar com meu pai, ele é o Murilo.

TITO – Tá, obrigado. E desculpa pelo incomodo!

BÁRBARA – Não está desculpado! Com licença!

 

Bárbara entra na empresa. Tito a olha, rindo.

 

CENA 17. CALÇADÃO DE COPACABANA. EXT. TARDE.

Cecília está fazendo caminhada pelo calçadão de Copacabana, chorando. Ela acaba esbarrando em Larissa.

 

CECÍLIA – Desculpa, eu estou tão distraída!

LARISSA – Tudo bem, eu também sou meio lesa às vezes!

 

As duas começam a caminhar juntas.

 

LARISSA – Porque você está chorando?

CECÍLIA – Umas coisas que tão acontecendo com minha família… Qual é o seu nome mesmo?

LARISSA – Larissa, e o seu?

CECÍLIA – Cecília, prazer. Do que estávamos falando mesmo?

LARISSA – Do motivo do sue choro.

CECÍLIA – Ah, pois é… Como eu estava falando, são problemas pessoas, com a minha família.

LARISSA – Tudo bem, não precisa falar. Eu gostei de você, Cecília.

CECÍLIA – Você também é legal.

 

As duas continuam caminhando juntas.

 

CENA 18. APARTAMENTO DE VALENTINA. SALA. INT. TARDE.

Valentina e Otávio estão sentados no sofá, conversando.

 

VALENTINA – Olha, eu sou aquele tipo de mulher que odeia enrolação, por isso acho que podemos marcar o casamento para o mais cedo possível.

OTÁVIO – Assim que é bom, ai estaremos oficialmente juntos mais cedo.

VALENTINA – Eu pensei da gente fazer daqui mais ou menos duas semanas, é uma boa data.

OTÁVIO – Também acho bom, e eu pensando que você seria uma daquelas noivas que enrolaria um ano para decidir tudo.

VALENTINA – Claro que não, Otávio, tudo já está planejado, só mandar organizar tudo, pra quê enrolar mais?

OTÁVIO – Tá certa, quanto antes melhor!

 

Otávio beija Valentina.

 

CENA 19. ALBUQUERQUE DRINK’S DISTRIBUTOR. SALA DE REUNIÕES. INT. TARDE.

Lorenzo, Alberto e Murilo entram. Os dois último se sentam e Lorenzo se posiciona à frente deles.

 

LORENZO – Bom, eu chamei vocês para conversar aqui para evitar que tenha aquela conversa de que estamos na minha sala, serão as minhas regras.

ALBERTO – Ouviu, né, Murilo?

LORENZO – Para, tio Alberto, por favor. Bom, pelo que sei aqui na empresa cada um cuida das coisas durante três meses. Não importa se tal pessoa faz o lucro cair mais! A gente deve parar de olhar para os erros dos outros e tentar fazer diferente. Se o tio Alberto ao invés de ficar falando do papai, tentasse melhorar o lucro dos seus meses para recompensar dos outros, as coisas seriam diferentes. Vamos tentar fazer o que o outro não fez, e sem brigas, pelo amor de Deus.

 

Alberto e Murilo começam a discutir em FADE, Lorenzo se estressa.

 

CENA 20. MANSÃO ALBUQUERQUE. SUÍTE DE MARINA E MURILO. INT. TARDE.

Marina está falando no telefone com Priscila, andando de um lado para o outro.

 

MARINA – Então, Priscila, se você quer conquistar o Lorenzo, precisa se cuidar mais, ajeitar esse seu cabelo, fazer as unhas, passar uma maquiagem de vez em quando, usar um bom perfume e principalmente vestir roupas que prestem… Não precisa se preocupar, eu vou te ajudar com tudo, nós vamos ao shopping comprar roupas, maquiagens, cosméticos e tudo o que se tem direito, pode ser?… Ótimo, querida, beijos.

 

Marina desliga o telefone, ri, satisfeita.

 

CENA 21. RIO DE JANEIRO. PLANOS GERAIS. EXT. NOITE.

CAM AÉREA mostra o Cristo Redentor com o mar ao fundo, em seguida corta para a praia de Ipanema lotada de turistas, logo depois corta para a fachada da casa de Joyce e Alberto.

 

CENA 22. CASA DE JOYCE E ALBERTO. SALA DE JANTAR. INT. NOITE.

Joyce, Alberto e Beatriz estão sentados na mesa, comendo.

 

ALBERTO – Vocês acreditam que hoje o Murilo me deu um soco?

JOYCE – Gente, o Murilo anda perdendo a cabeça recentemente.

BEATRIZ – Se fosse só ele seria bom, mas aquela insuportável da Bárbara é muito pior do que ele, menina fuleira.

JOYCE – Filha, eu nunca consegui entender o que você tem contra ela.

BEATRIZ – Mas fácil tentar entender o que ela tem contra mim!

 

Alberto e Beatriz continuam comendo. Joyce fica preocupada.

 

CENA 23. CASA DE CRISTINA E ELIAS. SALA DE JANTAR. INT. NOITE.

Cecília, Cristina, Elias e Laila estão jantando.

 

CECÍLIA – Cadê as crianças?

CRISTINA – Já foram dormir!

ELIAS – Filha, eu sei que eu me exaltei na hora do almoço, mas você também caça, se ao tivesse com essa ideia idiota na cabeça, as coisas seriam diferentes.

 

Cecília se levanta da mesa, com raiva, evita olhar para Elias.

 

CECÍLIA – Tô indo me encontrar com umas amigas, mãe!

 

Cecília pega sua bolsa e sai. Elias fica inconformado.

 

ELIAS – Não acredito que ela me deixou falando sozinho, não acredito!

CRISTINA – Menos, Elias, você procura, você procura!

 

Cristina e Laila ficam preocupadas com Cecília.

 

CENA 24. PRAIA DE LEBLON. EXT. NOITE.

Emanuel e Juliana estão vindo de lados opostos, acabam se encontrando.

 

EMANUEL – Olha que coincidência!

JULIANA – Já não basta todo dia na casa da sua namorada, a gente se encontra até aqui, meu Deus!

EMANUEL – É Deus mandando um sinal de que temos que ser amigos.

JULIANA – Pena que sua namorada implica demais, credo!

EMANUEL – Até parece que ela vai me impedir de fazer amizades, até parece.

 

Emanuel e Juliana continuam andando juntos, conversando.

 

CENA 25. PIZZARIA. INT. NOITE.

SONOPLASTIA: De Janeiro a Janeiro – Roberta Campos, Nando Reis.

Lorenzo e Cecília chegam ao mesmo tempo, ele beija a bochecha dela, os dois se sentam em uma mesa.

 

CECÍLIA – Pensei que eu iria chegar atrasada!

LORENZO – Nós somos almas gêmeas mesmo, também pensei isso!

CECÍLIA – Mas você é besta, né?

LORENZO – Às vezes!

 

Lorenzo e Cecília ficam imóveis durante alguns segundos, se olhando. Os dois se levantam e começam a se beijar.

Imagem congela nos personagens Cecília e Lorenzo.

 

FIM DO CAPÍTULO.

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