Animais Racionaiss

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Capítulo 14

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Isadora, Catarina e Guilherme entram em casa, Maria percebe ao vê-los na frente do bar quando serve a bebida de um cliente, então ela pergunta preocupada.

Maria: Vocês demoraram! O que houve? Cadê o Gustavo?

Isadora: Não faço nem ideia mãe! Fui buscá-los na saída da escola, tive uma conversa com aquele catador de latinhas! Depois encontrei o Guilherme caído no chão e machucado, levei ao posto pra fazer um curativo, mas não sei de quem apanhou!

Maria: Guilherme, meu neto! Que história é essa de você apanhar no meio da rua, hein?

Guilherme: Ainda não entendo o que aconteceu vó! Um casal apareceu do nada falando que eu roubei o dinheiro deles. O Gustavo me disse que ia comprar chiclete e eu esperava por ele na esquina, de repente levo uma surra! Tenho quase certeza que foi culpa do meu irmão!

Maria: E o pior que ele sumiu, né? Já deveria ter voltado pra casa! – diz após se agachar ao lado de Guilherme que sentou no sofá.

Isadora: Onde você pensa que vai Catarina? – agarra a filha pelo braço.

Catarina: O que foi mãe?

Isadora: Você está de castigo no quartinho escuro e ficará trancada até eu voltar do serviço! – ela arrasta Catarina para um pequeno quarto do lado de fora.

Catarina: Não mãe, por favor!

Isadora: Cala a boca! Eu tô cansada de você!

Maria: O que é isso Isa? Pra que fazer uma crueldade com a menina? – aparece no quarto, porém é empurrada por Isadora.

Isadora: Não se meta! Tá na hora de dar uma lição nessa garota! Você sabia que ela namorava a filha do lixeiro?

Maria: Eu me meto sim, a Cacá é minha neta, você está passando dos limites querendo controlar de quem ela gosta, a Cacá não é criança, é uma adolescente, tem quase dezoito anos!

Catarina: Mãe, não me deixa aqui trancada! – diz ajoelhada no chão do local escuro, pois não tinha janela. Ela tenta abrir a porta de madeira que Isadora tranca com a corrente e cadeado.

Maria: Abre essa porta Isa! Como é capaz de deixar a Cacá presa aí?

Isadora: É pra aprender a me obedecer! E fique sabendo que a Catarina mudará o jeito dela nem que seja na marra!

Maria: Pois fique sabendo você! Não vou permitir que maltrate meus netos por causa da sua falta de paciência!

Isadora: Blá, blá, blá… Basta! Não tenho porque ouvir baboseira! Voltar para o meu trabalho. – sai com a chave que trancou e anda apressada.

Maria: Ah claro, incrível como se preocupa mais com o emprego do que com seus próprios filhos!

Maria segura o braço de Isadora ao se aproximar dela.

Maria: Me fala Isa, por que tanta dedicação na fazenda? O que te prende trabalhando tantos anos ali?

Isadora: O que importa?

Maria: Não tenta me enganar! Alguma coisa você está escondendo, não chega o que aprontou no passado?

Isadora: Não me lembre do passado, esqueça o que ocorreu!

Maria: Algumas coisas não tem como esquecer! A verdade sempre vem à tona Isa. O seu marido e os seus filhos merecem a verdade.

Isadora vira as costas pra mãe e segue pela estrada.


Gustavo encontra Juca em uma região de pouco movimento do vilarejo.

Gustavo: O dinheiro que tava devendo, tem além do combinado. – ele entrega o maço de dinheiro a Juca que está sentado na moto.

Juca: Parabéns moleque, tô vendo que é esperto. – diz ao conferir as notas graúdas.

Gustavo: Quando terá novas remessas pra vender?

Juca: Calma aê, logo, logo te dou cocaína. Aliás, tá na hora de você conhecer um lugar, no momento certo eu te levo ao nosso depósito.

Gustavo: Depósito?

Juca: Local secreto de drogas e armas, sacou? Agora vaza! Cai fora! – guarda a grana na jaqueta com zíper, coloca o capacete, liga a motocicleta e dispara o veículo enquanto Gustavo observa ele sumir pelo trânsito.


Jorge estaciona a camionete nas trilhas que fica em frente da floresta. Helena e o marido descem do automóvel. 

Jorge: É o que você queria ver Helena? O sol está maravilhoso! – ele alonga os braços e a esposa recolhe algumas flores.

Helena: Continua lindo. Lembra quanto tempo a gente não aparece?

Jorge: Por que não lembraria? Foi onde passamos a juventude. Esse pedacinho da fazenda tem muitas lembranças boas! – diz ao apoiar o braço no ombro dela enquanto caminham.

Helena: Lembranças ruins também.

Jorge: Vamos enterrar as ruins.

Helena: Cadê a garrafinha de água? Eu tô com sede.

Jorge: Deixei na camionete… Vou buscar, já volto.

Helena: Ok. – ela retoma a caminhada até uma parte da mata e Jorge vai a camionete.

Em alguns minutos, Helena avista um carro preto ao prosseguir o trajeto entre as folhagens. O carro está parado próximo à placa fixada no tronco da árvore que alerta a mensagem: “Perigo, não ultrapasse.” Ela curiosa ignora o aviso e quando chega perto começa a ouvir uma risada familiar.

A curiosidade aumenta e ela espia com cuidado atrás das árvores o casal deitado numa toalha.

Laura: Kkkkkkk! Pare Carlos, está fazendo cócegas! Sai de cima de mim, sai! – fala ao receber beijinhos no pescoço e na barriga.

Carlos responde com um sorriso discreto e meigo ao olhar para Laura.

Carlos: Quero garantir os últimos dias com você antes da lua de mel. Fico triste de pensar no tempo que vamos perder. – põe a calça.

Laura: É rápidinho gatão! – ela pega o short. Se levanta de calcinha e sutiã.

Carlos: Espero que seja rápido, não é fácil ter que suportar você com o Roberto e fingir que tá tudo bem.

Laura: Pensa na grana que vou arrancar do casamento! – dá um selinho na boca de Carlos que observa a paisagem, sentado na beira do penhasco.

Carlos: Não me interessa o dinheiro. Eu só penso em você!

De repente Carlos e Laura ficam surpresos ao ver Helena batendo palmas.

Helena: Que cena linda do casalzinho! – ela encerra os aplausos.

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Música de encerramento: Believer – Imagine Dragons Tema: Livre

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NAVEGAR

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