Animais Racionaiss

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Capítulo 23

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Eduardo estaciona o seu carro em frente ao bar de Maria que servia um cliente.

Eduardo: Dona Maria! A Carol está?

Maria: Sim. Pode entrar Edu!

Eduardo: Beleza.

Eduardo anda na humilde casa e segue o som da risada de Carolina no quarto. Observa ela brincando com Ana.

Carolina: Empresta o ursinho de pelúcia pra tia? – resmunga pra criança.

Eduardo: Carolina?

Carolina: Oi Edu.

Eduardo: Pronta pra faculdade?

Carolina: Estava me esquecendo! Mãe? Tô indo! A Ana tá no berço.

Maria: Ok filha. – responde ao vê-la saindo com Eduardo.

Eduardo: Estudou pra prova?

Carolina: Prova? É hoje, né?

Eduardo: Tranquilo Carol?

Carolina: Sim…

Eduardo: Ah, diz logo! Você não me engana.

Carolina: Sem ânimo.

Eduardo: Somos amigos por tantos anos, por que o suspense?

Carolina: Você tinha razão, eu e o Roberto não damos certo.

Eduardo: Imaginava. O que o Roberto aprontou?

Roberto: Me envenenando contra a Carolina de novo, hein Edu? – ao descer do cavalo de surpresa por trás do veículo onde estavam encostados.

Eduardo: Na verdade, eu acho que você não faz bem pra Carolina. – o encara.

Carolina: Roberto, tenho aula agora. Outra hora a gente conversa!

Eduardo: Vamos Carol!

Roberto: Espera. – segura a camisa de Eduardo que abria a porta do automóvel.

Eduardo: Solta.

Eduardo: Eu disse pra soltar! – dá um soco em Roberto que vira com raiva.

Roberto: Vai pagar por isso. – soca ele.

Carolina: Sem brigas, caramba! – corre pra cima dos dois no objetivo de evitar a encrenca, porém se atracam e caem no chão com diversas agressões. Um espetáculo que durou bastante tempo.

As pessoas do bar assistiram a cena de luta e no final teve sangue no rosto de ambos.

Carolina: Parem, por favor, parem! – se infiltra no meio e consegue separá-los.

Roberto: Você está demitido, escutou Eduardo?

Eduardo: Ótimo.

Carolina: Sai daqui Roberto.

Roberto: Restava um gole de esperança Carolina, mas agora eu tenho certeza que vocês se merecem. – monta no cavalo e some pela trilha.

Eduardo: Desculpa Carol. Não me controlei. Desculpa.

Carolina: Edu! Pra que violência?

Eduardo: Nervoso! Custou meu emprego. Tá bom, eu não quero pisar os pés na fazenda!

Maria: Ah meu Deus! Você tá muito machucado, vem Edu pra dentro se limpar!

Gustavo chega de bicicleta quando Carolina e Maria limpavam os ferimentos de Eduardo. O adolescente é abordado por Isadora que voltava do serviço. 

Isadora: Gostaria de saber o que senhor fazia?

Gustavo: Dando uma volta de “bike” mãe. – diz após desviar dela.

Isadora: E o seu irmão, cadê?

Gustavo: Guilherme? Não tô sabendo dele.

Isadora: Como não sabe? Sua vó me disse que não viu nenhum de vocês o dia inteiro!

Gustavo: Mãe, até posso ser gêmeo do Guilherme, só que não sou colado nele! Nem faço a mínima ideia! – se apressa para o banheiro e passa pelo pai no corredor.

Zeca: É culpa sua Isa. – aponta pra Isadora.

Isadora: Minha culpa?

Zeca: Quantas vezes eu te avisei pra ficar cuidando dos nossos filhos? Insiste em trabalhar! Não entendo o porquê se sacrifica de empregada no casarão, o meu salário basta pra sustentar!

Isadora: A miséria que recebe Zeca?

Zeca: Pensei que não se importasse com a vida simples! Foi assim que se apaixonou por mim. Percebi que você não é a mesma Isa que conheci! – reclama antes de abandoná-la com Ana no tapete da sala.


Gustavo põe a mochila na cama e sua irmã o confronta.

Catarina: Onde está o Guilherme?

Gustavo: Eu não sei de Guilherme e nem estou interessado em saber! Me erra sapatona!

Catarina: Quando o Guilherme saiu da escola ele disse que iria atrás de você…

Gustavo: Eu já falei que não sei dele!

Catarina: Por que será que não consigo acreditar? Você não presta Gustavo!

Gustavo: Cai fora sapata! – grita no ouvido dela e Catarina se retira.

Catarina senta na varanda enquanto Maria atende um freguês.

Maria: Cacá, o Gustavo te contou alguma coisa do irmão?

Catarina: Nada vó. Tô preocupada, primeiro some a Mel, depois o Guilherme…

Maria: O que ocorreu com eles? Um desespero enorme me sufocando Cacá!


O céu amanhece e Roberto encontra Zeca no celeiro varrendo o local.

Roberto: Bom dia Zeca. – se aproxima do seu cavalo de estimação.

Zeca: Bom dia senhor Roberto!

Roberto: Excelente manhã pra dar um passeio com o Zorro.

Zeca: Não adianta disfarçar a cara triste. Vi a confusão com Edu ontem anoite, não quis me meter nessa história. 

Roberto: É… Eu demiti o desgraçado, ódio de olhar a fuça daquele traidor! Aliás, se o Eduardo quiser acertar as contas que resolva com o meu pai. Creio que o canalha falava mal de mim pra Carolina!

Zeca: O senhor realmente está apaixonado por ela, né?

Roberto: Sim Zeca e deu tudo errado! Por causa da Laura que apareceu de repente tirando a roupa. Por favor, me ajuda! Convença a sua cunhada, ela precisa me ouvir!

Zeca: Melhor o senhor explicar pessoalmente.

Roberto: Eu tentei, ela não quer! E acabou rolando o episódio com Edu pra piorar. Será que vale a pena batalhar por alguém que não tá afim? Carolina e Eduardo que se danem!


No matagal, Juca desce da moto e pendura o capacete no guidão. Ele caminha nas folhagens e se depara com os barulhos de angústia abafados pela mordaça na boca de Melissa.

Retira o revólver da cintura ao observar a menina amarrada no tronco da árvore. Juca se lembrou do trabalho que deu raptá-la no dia anterior. Melissa ia pra escola e foi dopada por ele que a colocou num saco grande na garupa da motocicleta.

Juca: Me perdoe ter largado você aí, surgiram outros compromissos. A Isa desejava que sofresse um pouco pra morrer. Não serei tão ruim. – aponta a arma pra Melissa que aumenta os gemidos ao se debater.

Música de encerramento: Tones and I – Dance Monkey Tema: Catarina e Melissa

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NAVEGAR

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