Animais Racionaiss

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Capítulo 18

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Roberto aguarda uma resposta de Carlos e se preocupa ao vê-lo vomitar.

Carlos: Desculpa amigo, vou embora! Deve ser alguma coisa que eu comi.

Roberto: Tá bom Carlos.

Roberto: Descansa em paz mãe. – ao presenciar os coveiros cobrirem de terra.

Laura joga um ramo de rosas brancas sobre o caixão ao sair com Rodrigo, os dois estavam de óculos escuros e vestiam roupas pretas como a maioria. Roberto recebe um abraço de Jorge. 

Jorge: O que será a minha vida sem ela?

Roberto: É um pesadelo pai.

Carolina e Isadora abandonavam o cemitério quando escutam um chamado.

Roberto: Carolina!

Carolina se vira para trás e pensa um minuto até decidir ir ao seu encontro enquanto a irmã se retira com Zeca.

Carolina: Eu nem sei o que dizer… – aperta as mãos do rapaz.

Roberto: Só o seu olhar me conforta.

Carolina: Deseja ficar sozinho, né? – se afasta, mas ele a segura.

Roberto: Não, espera! Preciso muito de você agora.

Carolina: Talvez não seja uma boa ideia. – diz ao reparar que Laura os observam alguns metros dali.

Roberto: Não liga pra ela, se lembra do que eu falei antes? Carolina, não me abandona nesse momento difícil que tô passando! – nota a presença de Laura e pouco se importa, vira para Carolina.

Rodrigo: Vamos Laura! – apressa a filha.

Roberto: Vem almoçar comigo amanhã na fazenda? Não quero você trabalhando lá, te quero como minha namorada!

Carolina: Não Roberto, está acelerando as coisas!

Roberto: Pelo menos diz que almoça comigo amanhã? Pra gente falar sobre a nossa relação Carolina, por favor!

Carolina: Eu vou.

Roberto: Te espero, as onze da manhã, não esquece!


Em São Paulo, na capital, Eduardo buzina em frente a uma lanchonete e Lúcia se aproxima da porta do carro.

Lúcia: Finalmente! Conseguiu trazer o que Zeca pegou?

Eduardo: Tá no carro.

Lúcia: Vou abrir a garagem pra você entrar. –Eduardo manobra o carro. Levanta o porta-malas, tira caixotes e gaiolas contendo vários animais: saguis, mico leão, papagaio, sabiá-laranjeira, macaco-prego, anu preto, tucano, tatu, gambá, canário da terra, jabuti, etc. Lúcia o ajuda a levar as cargas, ele a segue pelos fundos.

Lúcia: Por aqui.

Eduardo: Infelizmente os filhotes de papagaio e dois saguis morreram no caminho pra cá.

Lúcia: Morreram? Que droga, hein!

Eduardo: Esse lugar é seguro?

Lúcia: Pode ficar tranquilo, ninguém desconfia. Aliás, vou vender a maior parte, tem alguns compradores interessados que vem hoje.

Eduardo: Estou no negócio porque o Zeca me disse que vale a pena. – recebe um maço do dinheiro de Lúcia.

Lúcia: Traga mais.

Eduardo: Assim que puder eu trago. Depende do Zeca que captura os animais.

Lúcia: Por que não vem morar na capital? Larga aquela fazenda!

Eduardo: Não é tão simples, o meu salário é ótimo, não dá pra sobreviver da venda desses bichos!

Lúcia: Tem que arriscar! Você me afirmou que não queria ser empregado de ninguém, gostaria de abrir um negócio próprio, um pet shop, não falou?

Eduardo: Quero. Tô planejando, juntando a grana. Quem sabe? Tchau Lúcia, tenho faculdade a noite.

Lúcia: Se tiver novidades, me liga.

Eduardo: Ok. – dá uma piscada pra ela e dirige o automóvel. 


Gustavo escala a janela do quarto com a mochila nas costas, porém o seu irmão o puxa pela camiseta.

Guilherme: Onde pensa que está indo? Vive fugindo pra ninguém ver, canalha!

Gustavo: Tira a mão da minha camisa, não te interessa pra onde eu vou! – ele empurra Guilherme e salta da janela pra fora.

Guilherme: Tenho certeza que você tá de rolo com o bandido do Juca!

Gustavo: Toma conta da sua vida, vá cuidar do seu olho roxo, idiota! – corre para a trilha e uma moto estaciona na sua frente.

Juca: Sobe. – entrega um capacete a ele. Meia hora de estrada Juca resolve parar numa região de matagal.

Gustavo: Que lugar é esse? Fim de mundo!

Juca: Prestes a descobrir. Entra na mata e me segue. – estaciona a motocicleta e se infiltra no meio da vegetação com Gustavo. Após a caminhada, um casebre de madeira se destaca e Juca destranca a fechadura.

Gustavo se depara com armas penduradas na parede e prateleiras com pacotes embrulhados de plástico preto, diversos tamanhos. Agarra um dos pacotes e cheira.

Gustavo: Cocaína? Então é o depósito que você comentou?

Juca: Sim, a droga teve um longo caminho pra chegar onde estamos, foi produzido na Colômbia e tenho fornecedores que vão repassando as armas. – ao ver Gustavo analisando a quantidade de armamento espalhado.

Juca: Presta atenção! Eu te dei um voto de confiança, não me decepciona ou termina na vala! Apenas eu e você sabemos do estoque, sempre que precisar de cocaína venha repor!

Gustavo: Beleza.

Juca: Ninguém pode desconfiar, entendeu? A chave da porta. – ele entrega para Gustavo.

Juca: Tô confiando em você Gustavo! Sua chance pra vender quanta droga quiser! Não tenta me enganar, eu sei a quantidade estocada. É a nossa mina de ouro moleque, a nossa mina de ouro!


A campainha da porta da casa de Rodrigo toca umas três vezes. Laura desce as escadas do quarto para atender.

Laura: Cadê o traste do meu pai que não atende a porta? – resmunga sozinha. Ao abrir, fica em silêncio por um instante com a surpresa.

Laura: Roberto?

Roberto: Precisamos conversar.

Laura: Claro amor, não esperava a sua visita, de qualquer forma, feliz que veio me ver… – tenta beijá-lo, no entanto Roberto se recusa.

Laura: Nossa, eu sei que você está de luto pela sua mãe, mas me tratar mal?

Roberto: O que tenho pra falar é breve Laura. Está tudo acabado entre nós.

Música de encerramento: Miley Cyrus – Wrecking Ball Tema: Laura, Laura e Carlos

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NAVEGAR

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