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Capítulo 16

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Isadora: Após um dia chato de trabalho, finalmente em casa, só quero deitar no sofá! – fala acompanhada da irmã que se depara com Maria e Guilherme.

Carolina: Diga por você Isa, ainda tenho que ir pra faculdade… Que olho roxo é esse Guilherme? –  se aproxima do sobrinho ao lado de Maria.

Guilherme: Uma longa história tia.

Isadora: Depois do que ocorreu mais cedo, tá tudo bem aqui mãe?

Carolina: O que aconteceu?

Isadora: A surra que o Guilherme levou na rua.

Carolina: Como assim Isa?

Guilherme: A verdade tia, é que apanhei por causa do Gustavo, ele que está se metendo em encrenca! Eu por ser irmão gêmeo acabei pagando o pato!

Gustavo: Cala a boca moleque! Pare de inventar coisas! – aparece novamente ao ouvir parte da conversa.

Guilherme: Não tem invenção nenhuma, eu sei que você tá de amizade com o bandido do Juca! – encara o irmão.

Carolina: O Juca? – olha assustada para Isadora e Maria.

Guilherme: O Juca mesmo tia, o seu ex-namorado. O Gustavo está envolvido no tráfico de drogas com ele!

Gustavo: Mentira! É armação do Guilherme contra mim, não sei quem é Juca!

Zeca: Qual o motivo da discussão? – ao chegar de repente.

Maria: O Juca! Ele continua atormentando a nossa família. Agora está levando o Gustavo para o ramo das drogas!

Gustavo: Mentira pai! É armação do Guilherme pra me ferrar! Eu nunca falei com esse cara!

Zeca: Desculpa, não consigo acreditar em você Gustavo! Não duvido que tenha ido pro mau caminho! Tudo culpa da sua mãe!

Isadora: Como é? Minha culpa?

Zeca: É sim! Quantas vezes te falei pra sair da fazenda? Largar o emprego e cuidar direito dos nossos filhos? Posso sustentar todos, eu posso sustentar! Mas você insiste em trabalhar!

Isadora: Eu insisto sim, porque o que você ganha mal dá pra viver! A gente tá morando de favor na casa da minha mãe, pois você não terminou de construir a porra da casa!

Zeca: Tem um pouquinho de paciência meu amor, tô terminando! Pintar as paredes e estamos se mudando! – se aproxima da esposa.

Maria: Aguardo ansiosa. – diz enquanto prepara a papinha de Ana que está sentada na cadeira infantil.

Zeca: Eu também sogrinha. – os dois se encaram e ele alimenta Aninha com a comida que Maria serve.

De repente escutam um barulho de buzina.

Carolina: Deve ser o Edu que veio me buscar pra faculdade. – pega o caderno na estante.

Maria: Vá com Deus minha filha! – dá um beijo na testa dela.

Carolina: Mãe, sem brigas, por favor! – ela sai ao encontro de Eduardo que está com o carro estacionado em frente ao bar de Maria.

Eduardo: E aí, tudo bem Carolina? – fala ao vê-la entrar.

Carolina: Não Edu.

Eduardo: Por que?

Carolina: Ah, o Juca que continua incomodando! Ele resolveu se envolver com meus sobrinhos, não sei o que fazer pra me livrar desse estorvo! – coloca o cinto de segurança.

Eduardo: O bandido é uma pedra no seu caminho, não te deixa em paz!

Carolina: Não quero falar dele, tá? Vingir que não  existe. É… Você teve notícias do Roberto? Sabe se ele está melhor?

Eduardo: Sim, está ótimo, o Jorge me disse que precisou de um gesso no braço. Posso saber o porquê da preocupação?

Carolina: Nada, curiosidade.

Eduardo: Nada? Até parece que você me engana Carol, eu vi como se olharam na fazenda, fala a verdade pra mim, você está gostando do Roberto, não é?

Carolina: Olha Edu…

Eduardo: Nem precisa responder, eu sei que tá.

Carolina: Sim, estou gostando dele.

Eduardo: Carol, não deveria me meter na sua vida pessoal, porém se acha que o Roberto larga a noiva dele por causa de você, tá enganada! Pelo que conheço, vai te usar, enrolar como amante, brincar com seus sentimentos e quando enjoar jogar fora, será que não percebe?

Carolina: Como tem tanta certeza Edu? Está com ciúmes do Roberto?

Eduardo: Ciúmes Carol? Estou realmente preocupado com você. Trabalho a bastante tempo recebendo ordens do Roberto na fazenda, o conheço. Não passa de um moleque mimado pelos pais que sempre teve o que quis na vida, um egoísta, arrogante… Se está disposta a quebrar sua cara… É você quem decide, né?

Carolina: Verdade. Sou eu que decido.

Eduardo: Entendo que nossa relação é de amizade, mas era bom se percebesse quem está do seu lado, quem gosta de você realmente!

Carolina: Melhor a gente parar a conversa Edu. Por favor.

Eduardo: Certo. Vamos estudar. Falta um semestre pra concluir a faculdade.

Carolina: Não vejo a hora de me formar, tá sendo um sufoco.

Eduardo: Ei, cadê a garota que me disse pra não desistir, que seria difícil, no entanto valeria a pena? Cadê, hein? Logo, logo vou me formar em veterinária e abrir meu próprio negócio. Você será uma excelente bióloga! – diz ao sair do carro e entregar alguns livros para Carolina que responde com alegria ao pisar no pátio da faculdade.

Carolina: O que o futuro nos reserva?

Eduardo mostra um sorriso.


Em sua casa Carlos bebe um copo de vodca com energético e gelo, Laura toma a bebida das mãos dele.

Laura: Hora de encerrar, você já bebeu demais por hoje. – ela toma um gole e Carlos pega o copo de volta.

Carlos: Não consigo, não consigo parar de pensar na tragédia! E se alguém tiver visto o meu carro sair da mata? Será que a Helena estava sozinha? E se ela estiver viva?

Laura: Duvido que tenha sobrevivido ao cair daquela altura do penhasco!

Carlos: E se alguém descobrir Laura? E se a polícia fica sabendo, a gente pode ir pra cadeia!

Laura: Pare! Pare com esse desespero! Se você ficar de boca calada ninguém ficará sabendo! Se acalme e esquece o que aconteceu!

Carlos: Esquecer? Você acha que é fácil? Eu não tenho o seu sangue frio, não vou suportar.

Laura: Você vai suportar. Por nós dois, pelo nosso amor, tá bom? – põe as mãos no rosto dele, em alguns segundos o beija.

Laura: Tô indo pra casa antes que meu pai desconfie. E você descanse! – com a saída dela, Carlos pega vodca com gelo e energético novamente. Senta no sofá e toma dois goles da bebida com uma expressão preocupada e pensativa.

….

Música de encerramento: Tones and I – Dance Monkey Tema: Catarina e Melissa

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