“Em Algum Lugar Acima do Arco-íris”

 

[CENA 01 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Alice e Pedro continuam se beijando. Pedro a empurra de leve e se afasta)
PEDRO – O que foi isso?
ALICE – Um beijo, ué.
PEDRO – Eu sei, quero saber o que ele representou aqui?!
ALICE – Um beijo apenas. Queria saber se tu beijava bem. (Pedro não sabe o que fazer, desce do palco e vai direto para a saída da lanchonete. Alice vai atrás dele) Onde você vai? Nem comemos nada ainda.
PEDRO – Eu perdi o apetite. Na verdade, tenho que fazer uma coisa agora.
ALICE – Você tá indo embora por causa do beijo? Tá, se eu soubesse que você ficaria assim, teria te avisado.
PEDRO – Não é isso. Só não esperava isso acontecer. Somos primos.
ALICE – E?
PEDRO – E… que tenho que ir agora. (sai apressado, Alice fica na lanchonete chateada)

[CENA 02 – CASA DE PEDRO/ COZINHA/ TARDE]
(Carla fica sem saber o que dizer)
MIGUEL – Nossa, como você ficou pálida! Você acha que está muito cedo para marcamos a data?
CARLA – (levanta da mesa, caminha em direção a pia) Não. Na verdade, só fui pega de surpresa.
MIGUEL – Pegar você de surpresa tem sido a minha especialidade ultimamente.
CARLA – Eu ainda não parei para pensar em uma data.
MIGUEL – Por isso vamos até a igreja, vermos a melhor data.
CARLA – Então… vou lá em cima me arrumar.
MIGUEL – Não precisa, você está linda assim.
CARLA – Mesmo assim. (sorri para ele, e sai da cozinha em direção ao seu quarto)

[CENA 03 – EMPRESA/ SALA DE FELIPE/ TARDE]
(Felipe caminha até ela furioso)
FELIPE – O que você está fazendo aqui? (segura pelo braço dela e a tira de sua cadeira)
RITA – Ai, você está me machucando!
FELIPE – (soltando do braço dela) Já falei para você não pisar mais aqui. Ainda mais na luz do dia. Imaginou se alguém te ver.
RITA – (massageando o braço) Relaxa, tá. Entrei sem ninguém ver. Afinal, estavam todos em reunião.
FELIPE – Só que a reunião já acabou, como é que tu vai sair agora sem que ninguém te veja?
RITA – Por mim sem problema ficar até todos ir embora. Iria adorar ficar aqui, te observando trabalhar.
FELIPE – Nem pensar que você vai ficar aqui. Você vai embora, nem que para isso você tenha que sair pela janela.
RITA – Que bonito, hein. Belo cuidado que você tem com a mãe do seu filho.
FELIPE – Anda logo, o que você veio fazer aqui?
RITA – Bem, além de te ver, vim pedir um dinheiro.
FELIPE – Quer dizer então que já começou!
RITA – Calma que não é para mim. É para a criança.
FELIPE – Sei.
RITA – Não sei se você percebeu, mas a barriga cresceu um pouquinho. E algumas roupas minhas já não estão mais servindo, então, preciso comprar roupas mais folgadas, roupas de grávidas…
FELIPE – Você quer enganar quem, Rita?
RITA – Eu não estou enganando ninguém…
FELIPE – Pra mim você está com o mesmo corpo. Tem barriga nenhuma aparecendo.
RITA – Como não! (fica de lado) Olha só pra isso.
FELIPE – Isso o máximo é comida acumulada.
RITA – Está me chamando de gorda!
FELIPE – Você não levará nenhum dinheiro meu. Não se preocupa que não vou deixar essa criança desamparada, assim que eu perceber, eu mesmo vou comprar.
RITA – Só pode estar brincando? Você vai deixar a mãe do seu filho sem roupa?
FELIPE – Não vem com essa, Rita. E mesmo, seu irmão tem uma lanchonete, não tem? Certamente dinheiro é o que não deve faltar por lá.
RITA – Quer saber, até que eu estava pensando em sair escondida daqui, mas agora, dane-se tudo querido. (sai da sala, passa pela nova secretária, a encara por um tempo e depois vai em direção ao elevador)
FELIPE – (levanta apressado e vai atrás dela) Volta aqui sua maluca! Rita, ainda não terminamos. (Rita entra no elevador, antes que Felipe a alcançasse. Ele repara a secretária o observando, sem dizer nada Felipe retorna para a sala)

Anoitecendo…

[CENA 04 – CASA DA LETÍCIA/ SALA/ NOITE]
(Regina vem descendo as escadas nervosa por não ter encontrado Letícia no quarto)
REGINA – Chamem a polícia, sequestraram a Letícia!
CÁSSIA – O que? Como assim, mamãe? Quem sequestraria a Letícia?
REGINA – Eu não sei. Só sei que ela não está no quarto, no banheiro, em lugar nenhum.
CÁSSIA – Espera, ela sumiu então?!
REGINA – É o que eu estou dizendo, filha!
CÁSSIA – A senhora tem certeza, mamãe? A senhora procurou bem na casa. Vai que ela não teve outra crise, e desmaiou em algum lugar.
REGINA – Tenho minha filha. Eu procurei o quarto dela inteiro, e não a encontrei.
CÁSSIA – Será que ela saiu para algum lugar? Não, que ideia idiota. A Letícia nunca saiu daquele quarto, para onde ela iria.
DÁCIO – (descendo as escadas) Talvez sozinha ela não conseguiria ir a lugar nenhum, mas acompanhada.
CÁSSIA – Acompanhada por quem?
REGINA – Você sabe onde está a Letícia, Dácio?
DÁCIO – Sei sim, ela saiu hoje à tarde com o Eduardo. Os dois foram para um passeio.
REGINA – Como assim os dois saíram para um passeio? A Letícia não pode sair de casa. Ela tem um rígido horário para tomar os remédios.
DÁCIO – Não precisa se preocupar, está bem. Eu preparei uma sacola com os remédios que ela precisa tomar quando estiver fora. E mesmo assim, logo mais eles devem estar aparecendo por aí.
REGINA – Será que você e a sua prima não percebem o risco disso. A Letícia tem uma doença rara, uma saúde frágil, se ela pegar algum vírus aí fora pode ser fatal. (Dácio começa a ficar preocupado) Torça para que a Letícia esteja bem. E que ela não pegue nenhuma doença durante esse passeio.
DÁCIO – O Eduardo garantiu que iria cuidar dela.
REGINA – Espero mesmo que ele esteja cuidando. Porque se qualquer coisa acontecer com a Letícia, a culpa toda será sua e desse rapaz. (sobe as escadas, deixando Dácio preocupado na sala e Cássia com inveja por saber que Eduardo e Letícia saíram juntos)
DÁCIO – Vou ver se consigo ligar para eles. (pega seu celular e vai em direção a cozinha)

[CENA 05 – CASA DE PEDRO/ Q. DE PEDRO/ NOITE]
(Pedro está deitado em sua cama e pensa no beijo que Alice deu nele. Seu celular toca, interrompendo seus pensamentos)
PEDRO – (atendendo a chamada de vídeo de Carol) Oi!
CAROL POR VÍDEO – Oi. Você não me mandou mensagem desde de manhã, estava preocupada.
PEDRO – É que eu estava meio ocupado agora à tarde.
CAROL POR VÍDEO – Sei, então, como foi seu dia?
PEDRO – Bom, e o seu?
CAROL POR VÍDEO – Tranquilo. Tirando uma prova e dois trabalhos que tenho que entregar nessa semana, tudo de boa.
PEDRO – (dando um leve sorriso) Tenso, hein.
CAROL POR VÍDEO – (achando o estranho) Está tudo bem mesmo? Sei lá, parece preocupado com alguma coisa.
PEDRO – Está sim.
CAROL POR VÍDEO – Eu te conheço, Pedro. Sei quando tem alguma coisa te incomodando. Anda, conta o que é?!
PEDRO – (pensativo se conta a verdade ou não) Acho que você é uma das poucas pessoas que me conhecem de verdade. Eu quero ser sincero com você. Então, não vou esconder isso.
CAROL POR VÍDEO – Parece sério. Vai lá, estou ouvindo.
PEDRO – (respira fundo) A minha prima, a Alice… ela me chamou para nos encontramos hoje na lanchonete do Ivo. Chegando lá, ela me chamou para cantar uma música, e durante a música… a Alice… ela me beijou!
CAROL POR VÍDEO – (surpresa, mas tentando fingir que não ficou incomodada) Você gostou do beijo dela?
PEDRO – (sem saber o que dizer) Sei lá… somos primos, somos da mesma família, confesso que estou incomodado. Será que ela gosta de mim?
CAROL POR VÍDEO – Para ter te beijado, alguma coisa ela deve sentir.
PEDRO – Não sei o que eu faço. Eu não quero magoa-la, sabe… e também não quero incentivar algo que não existe.
CAROL POR VÍDEO – Você não sente nada por ela?
PEDRO – Não. Quer dizer, sinto um carinho por ela, ela é minha prima… Não sei, desde que nos conhecemos, que cantamos pela primeira vez na lanchonete, senti uma conexão com ela, sabe?! Não consigo explicar, mas é como se a gente estivesse conectado de alguma forma… (Carol não gosta do que ouve, e Pedro percebe) Olha só, desculpa! Eu aqui contado essas coisas, sendo que a gente tem algo rolando.
CAROL POR VÍDEO – Não temos nada, Pedro.
PEDRO – Como não?
CAROL POR VÍDEO – O máximo que rolou entre a gente foram alguns beijos, nada mais do que isso. Você é livre, eu sou livre. Nada te impede de ficar com outras garotas aí.
PEDRO – Só que eu não quero ficar com nenhuma outra garota.
CAROL POR VÍDEO – Tenho que ir agora, Pedro. Depois a gente se fala. (desliga, antes que Pedro falasse alguma coisa)
PEDRO – Tchau! (guarda o celular e fica pensativo)

[CENA 06 – PRAIA/ NOITE]
(Eduardo e Letícia estão deitados na areia, ambos olhando para o céu, Nathaniel está sentado ao lado deles)
LETÍCIA – (encantada com a quantidade de estrelas que ver) Olha só quantas estrelas.
EDUARDO – Viu, como há mais estrelas no céu do que você ver pela aquela janela.
LETÍCIA – Obrigada, Eduardo. (os dois viram de lado, ficando de frente um para o outro) Obrigada por ter me apresentado a praia, essa areia macia, esse mar bonito. Obrigada por estar ao meu lado.
EDUARDO – Eu sempre vou estar. (se aproxima dela e a beija) E se você quiser, amanha quero te levar outro lugar.
LETÍCIA – Acho melhor não. Provavelmente a Regina deve ter dado uma bronca no Dácio, por ter ajudado você a me tirar de casa.
EDUARDO – Eu acho um absurdo você ficar trancado naquela casa, sem poder sair, conhecer o mundo. Tenho certeza que não era isso que seu pai queria.
NATHANIEL – E não era mesmo!
LETÍCIA – Por que é tão difícil aceitarem, que eu estou conformada com a minha vida?
EDUARDO – Porque você merece bem mais do que isso. Você merece cada estrela que hoje brilha no céu. (Letícia volta a olhar para o céu, Eduardo continua olhando para ela)
LETÍCIA – As estrelas também morrem, sabia?!
EDUARDO – Ah não, nada dessa história de morrer. (levantando) Não foi para isso que te tirei de casa. (oferece a mão para levanta-la. Os dois estão em pé agora, Nathaniel também levanta) Bem, acho que está na hora de te levar pra casa.
LETÍCIA – (ri) Também acho. Dona Regina deve tá uma fera.
EDUARDO – Não se preocupa, que não tenho medo nenhum de enfrenta-la. Mas antes… (pegando seu violão da areia) … nossa noite não podia acabar sem uma bela música. (começa a tocar, Letícia sorri, Nathaniel também)

[CENA DE MÚSICA – OVER THE RAINBOW (ISRAEL KAMAKAWIWO’OLE)]

Ooh, ooh, ooh ooh ooh 1
Ooh ooh ooh
Ooh, ooh, ooh ooh ooh
Ooh, ooh, ooh

Somewhere over the rainbow 2
Way up high
And the dreams that you dreamed of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
And the dreams that you dreamed of
Dreams really do come true

Someday I’ll wish upon a star 3
Wake up where the clouds are far behind me
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney top that’s where you’ll find me, oh

Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
And the dream that you dare to
Oh, why, oh, why can’t I, I?

Oh, someday I’ll wish upon a star 4
Wake up where the clouds are far behind me
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney top that’s where you’ll find me, oh

Somewhere over the rainbow
Way up high
And the dream that you dare to
Oh, why, oh, why can’t I, I?

Ooh, ooh, ooh ooh ooh 5
Ooh, ooh, ooh ooh ooh
Ooh, ooh, ooh ooh ooh

1. Eduardo começa a tocar seu violão. Caminha na frente de Letícia, ficando alguns passos dela, ele se virá e começa a cantar olhando para ela, que está sorrindo.
2. Letícia começa a andar feliz, sentindo a areia em seus pés, Nathaniel, que esta caminhando ao lado dela, sorri.
3. Eduardo, que está cantando e tocando, começa a andar em volta de Letícia. Ambos olham para o mar, estrelas, areia, caminham…
4. Eduardo para de andar, ficando e frente a ela. Agora canta olhando no olhos dela, isso faz com que Letífica ficasse envergonhada, que a faz andar, em direção aonde estavam minutos atrás. Nathaniel, que estava se divertindo com a música também, de repente fica sério e desaparece.
5. No fim, Eduardo acompanha Letícia, e encerra a música de frente para ela. Tira o violão de frente dele, se aproxima dela e a beija.

[CENA 07 – CASA DA LETÍCIA/ SALA/ NOITE]
(Regina está andando de um lado para o outro tentando ligar para Eduardo, Dácio está sentando no sofá preocupado, achando que foi uma má ideia ter topado essa ideia de Eduardo)
REGINA – E esse rapaz que não atende. Se eles não chegarem daqui meia hora, eu vou chamar a polícia sim.
HORÁCIO – Você acha mesmo que esse rapaz teria sequestrado a Letícia? E por qual proposito?
REGINA – Dinheiro. Quer tirar dinheiro dá gente.
HORÁCIO – Como se a gente tivesse muito, não vem com essa irmã. Os dois devem estar bem.
REGINA – Espero. Porque se alguma coisa tiver acontecido com a Letícia, espero que seu filho consiga dormir com esse peso na consciência dele.
HORÁCIO – Também não vem colocar a culpa em cima do Dácio. Ele só queria o bem da garota.
DÁCIO – E eu não me arrependo. Desde que o pai dela morreu, vocês a vivem mantendo dentro dessa casa, parece que a escondem do mundo. Não deixam viver a vida dela.
REGINA – A Letícia tem uma doença, vocês não veem isso?!
DÁCIO – Mesmo assim isso não é motivo para deixa-la enfurnada dentro daquele quarto. Se aproveitando do talento dela.
REGINA – Agora aí você está indo longe demais. Não estamos aproveitando de nada.
DÁCIO – Ah não? Então usar a voz dela para inscrever sua filha querida num programa de música não é se aproveitar? (antes que Regina respondesse alguma coisa, Letícia chega em casa)
REGINA – Finalmente! (caminhando até eles, Dácio fica aliviado ao ver os dois bem) Posso saber onde estavam?
LETÍCIA – Eu conheci a praia, Regina. O mar…
REGINA – Você estava na praia? Você não sabe a quantidade de germes que tem por lá? Vai já pra cima, tomar um banho, não quero correr o risco de você pegar alguma doença da areia e piorar sua saúde.
EDUARDO – É melhor você ir. Sua madrasta tem razão.
LETÍCIA – Boa noite. (Letícia o abraça, e sobe para o quarto em seguida)
REGINA – Enquanto a você rapaz, nunca mais faça isso sem pedir para mim. Algo muito pior poderia ter acontecido hoje. Agora acho que tá na hora de você ir embora. (caminhando até a porta e abrindo)
EDUARDO – Boa noite.
REGINA – Boa noite! (Eduardo vai embora, Regina fecha a porta e vai em direção ao quarto de Letícia)
HORÁCIO – É, parece que tudo terminou bem.

Amanhecendo…

[CENA 08 – CASA DE ANA/ COZINHA/ DIA]
(Ana e Adriana estão conversando animadas, Junior entra na cozinha e mesmo já ter visto esse tipo de cena antes, ainda se sente incomodado)
JUNIOR – Bom dia!
ANA – Bom dia, pai.
ADRIANA – Bom dia. Deixa que eu coloco seu café. (levantando da mesa, indo em direção ao armário)
JUNIOR – Não precisa. Não vou tomar café.
ADRIANA – Ah mais vai sim. Nem pensar que vou deixar você sair sem comer nada. Pode se sentar aí. (Junior não tendo outro jeito, caminha até a mesa e se senta)
ANA – Bem, eu já terminei aqui. Vou lá em cima pegar minha mochila.
JUNIOR – Está bem. (Ana sai da cozinha) Ela gosta mesmo de você, hein.
ADRIANA – Né, Ana é uma garota muito especial. Parabéns por ter a criado bem. (o percebe estranho) Tudo bem?
JUNIOR – Sim. Na verdade, eu no fundo tinha receio de que ela não fosse gostar de você com a gente. De ter alguém no lugar da mãe dela.
ADRIANA – Mas eu não estou no lugar da mãe dela. (começa a servi-lo) Ela sabe disso. A Joana sempre será a mãe dela.
JUNIOR – Acho que deve ser por isso que vocês se dão tão bem.
ADRIANA – Pode ser. Agora trate de comer, e ir para o trabalho. Não quer chegar atrasado não é mesmo. (Junior começa comer, enquanto Adriana começa a retirar as louças dela e da Ana)

[CENA 09 – CASA DE PEDRO/ Q. DE PEDRO/ DIA]
(Pedro está em pé em frente a sua cama, digitando uma mensagem para Carol. Desde a conversa de ontem à noite os dois não conversaram mais)
PEDRO – “Bom dia! Espero que ciúmes já tenha sumido, rs.” (ao enviar, aguarda alguns segundos esperando que ela responda. Vendo que a mensagem estava demorando a ser visualizada, ele guarda seu celular, pega sua mochila e sai do quarto)

[CENA 10 – CASA DE ANA/ SALA/ DIA]
(Alice está descendo as escadas, quando a campainha toca. Ela continua em direção à sala, mexendo no celular, ignorando a campainha. Poucos segundos depois a empregada vai abrir a porta)
RITA – Oi, bom dia! O Felipe se encontra?
EMPREGADA – Sim, quem gostaria?
RITA – Ah que bom. (entrando na casa, sem pedir permissão) Que bom que ainda o encontrei antes de ir para empresa.
EMPREGADA – Moça, você não pode entrar assim sem permissão.
RITA – Não se preocupa, querida. Sou quase dona desta casa.
ALICE – (ouvindo o que ela) Quase dona desta casa? Quem é você?
RITA – Olá, você deve ser a filha do Felipe não é isso?
ALICE – Sim, sou filho dele. E você?
RITA – Bem, deixa eu me apresentar. (caminha até ela) Prazer, me chamo Rita. E eu sou a mamãe do seu irmãozinho ou irmãzinha. (passando a mão em sua barriga, Alice fica surpresa com o que houve)

[CENA 11 – CASA DE LETÍCIA/ Q. DA LETÍCIA/ DIA]
(Dácio como sempre passa no quarto de sua prima antes de ir para a escola. Ao entrar nele, caminha até ela e a encontra dormindo. Ele percebe Letícia um pouco suada. Ao tocar em sua testa, repara que Letícia estar ardendo em febre)
DÁCIO – Meu Deus, você está ardendo em febre, Letícia. (na mesma hora, deixa a mochila no chão e sai correndo atrás de Regina. Nesse momento, Nathaniel aparece no quarto, olhando para Letícia sério)

Continua no Capítulo 27…

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