Olá, leitor! Olá, leitora! O Observatório da Escrita está no ar e hoje traz uma nova resenha.

 


 

~= RESENHA =~

 

Há muitos anos, a história bíblica de Caim e Abel é conhecida de boa parte da humanidade. Desde então, ganhou adaptações ao redor do mundo, como a webnovela não concluída Custe o que Custar (2019), de Felipe Veiga, aqui pela Widcyber. Nesta, Caíque vivia em pé de guerra com o irmão Alberto e fazia de tudo para tomar o poder e o império familiar todo para si, mesmo que precisasse matar o oponente. Só não esperava que o sujeito fosse aparecer vivo mais pra frente. A novela ganhou uma resenha aqui no programa.

Arte: WebTV.

 

Agora, outra adaptação surgiu no Mundo Virtual, desta vez sob autoria de Anderson Silva, Marcos Vinicius e Gabo Olsen: a série A Marca do Primogênito, pela WebTV. O primeiro episódio conta a trama básica, então já vou direto a ele.

3900 a.C. Caim acaba de matar Abel e é amaldiçoado por uma mulher chamada Serafine, uma espécie de bruxa. Ela coloca nele uma dolorosa marca no antebraço e na mão que o persegue para toda a eternidade. O tempo avança para 2015 d.C. Assim como os protagonistas da novela do ano retrasado, um dos mocinhos da WebTV também se chama Caíque; porém o outro se chama Alexandre em vez de Alberto. Caíque faz um trabalho da faculdade, quando a namorada Ayla se encontra com ele. Caíque diz que o irmão viajou sem dar pistas, com o objetivo de caçar seres do mal. Só não imagina que Alexandre já está de retorno e que busca por um livro pelo qual pode obter ensinamentos e pistas sobre as bruxas, após descobrir que os seres capturados não eram da seita de Serafine. No bar de Tales, dois sujeitos mal-encarados — sim, entidades diabólicas — entram no bar e tentam rendê-lo, em vão. Um é morto, e o outro, bastante ferido, é levado para a casa do herói, que mora com a tia, Domeni.

Domeni pergunta a Alexandre sobre Caíque, mas o caçador de seres malditos decide não se encontrar com o irmão para evitar uma tragédia. Em seguida, ele mostra a mesma marca de Caim no braço. À noite, Ayla e Caíque se encontram no bar, que é novamente atacado. Após quase perderem a vida, conseguem deter os monstros humanos. Enquanto isso, Tales apela para a ajuda de Alexandre. Lá, os irmãos se reencontram. Caíque tenta questionar o outro, mas este vai embora sem dar ouvidos. Tales aproveita a saída de Caíque e Ayla do bar para se livrar dos corpos dos monstros. Depois, de volta para casa, Alexandre tortura Jake, o maligno, para saber informações sobre a origem dele e a possível relação com Serafine. Caíque, por sua vez, pesquisa na internet sobre uma imagem que teria coletado no bar e faz uma revelação sombria. Uma marca antes vista na cena da tortura de Jake. Fim do episódio.

Como dito acima, histórias bíblicas como as dos filhos de Adão e Eva podem render grandes e emocionantes webnovelas e webséries. O trio de autores — assim como Felipe Veiga em 2019 — aproveitou a chance e apresenta um enredo cheio de conflitos e motivações já logo de cara. É verdade que Caíque ainda não tem as características plenamente apresentadas, mas já mostra ser um protagonista que deve render muito. Alexandre, por sua vez, tem mais carisma e melhor escrita. Também gosto da presença da Domeni. Sobre as cenas, achei a sequência de Caim, Abel e Serafine um pouco artificial, “empostada” demais, como num filme B de aventura épica. Os diálogos estão muito bons, mas os autores pesaram a mão na forma de os personagens expressá-los. A partir do instante em que a ação passa pra atualidade, tudo ocorre de forma bem mais natural. As interações entre os personagens se tornam um show à parte. As cenas dos capirotos no bar tiveram até uma pegada de A Canção de Lilith, apresentada recentemente aqui na Widcyber, com autoria do próprio Marcos Vinicius. Outra referência está no nome do dono do bar — uma homenagem ao autor Tales Dias?

O episódio é apresentado no formato roteiro, em um texto eficiente, simples e sem exibicionismos de comandos desnecessários e/ou aleatórios “para mostrar o nível hollywoodiano ou global”. Menos é mais, e nisso o trio acerta de novo. Além disso, o episódio é relativamente curto, tanto no tamanho quanto na fluidez dos acontecimentos e dos diálogos. Descrições das cenas e das ambientações na medida certa. Há, sim, algumas inadequações gramaticais, mas não é necessário trazer nenhuma como exemplo por não comprometer a narrativa nem a leitura.

Bem, é isso. Se você curte acompanhar tramas de muito mistério e terror, A Marca do Primogênito é uma ótima pedida. Mas não leia antes de dormir se filmes e séries assim te causam pesadelos, tá? (risos)

 


 

~= VOCÊ ESCOLHE =~

 

A votação da resenha do próximo domingo está encerrada, e a vencedora é Programa do Zoh.

 

Vamos escolher a obra do dia 29? Vamos lá!

 


O Observatório da Escrita fica por aqui. Aproveite para ler o Cyber Backstage, já no ar. Tenha uma ótima semana!

 

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