CENA 01. BOATE NOÊMIA. ESCRITÓRIO. INT. NOITE.

Noêmia sentada na cadeira. Zoraide, de pé, conversa com a primeira. Alice entra muito contente.

ALICE
Mãe, já fechamos a casa. Todo mundo se… (desconfia) O que está acontecendo aqui?

CLOSES alternados entre Noêmia e Zoraide.

ZORAIDE (desconversa)
Nada, minha flor. Assunto de mulher velha. Estou entrando na menopausa e então vim tirar umas dúvidas com sua mãe.

NOÊMIA
Isso mesmo, filha. Estou explicando tudo direitinho pra ela o que, se Deus quiser, ainda farei pra você também. Espero estar viva até lá.

ALICE
Mãe, não vou entrar na menopausa tão cedo. Acho essa conversa entre vocês muito esquisita, isso sim.

NOÊMIA
Não tem nada de esquisito, não. Queria o quê? Que minha amiga falasse nessas coisas no meio da festa, na frente de todo mundo?

ALICE
Ah, tá bom, mãe. Vou fingir que acredito e ir pra lá, que tenho que fechar o caixa. E acho que a senhora devia me ajudar.

ZORAIDE
E eu aproveito pra voltar pra pensão e ver como as coisas estão. (beija Noêmia no rosto) Boa noite, querida. Depois continuamos o nosso papo. Boa noite, Alice. (sai e cantarola)

ALICE
Ainda vou descobrir o que a senhora e a Zoraide tanto escondem.

NOÊMIA
Não estamos escondendo nada, Alice. Que cisma! Vamos fazer o que você falou, que é fechar o caixa. Não me aguento de ansiedade de ver que fechamos no azul.

Noêmia se levanta da cadeira e passa por Alice, saindo de cena.

CENA 02. CASA HELENA. SALA. INT. NOITE.

Zilda, Amanda, Leila e Régis entram e acendem a luz.

AMANDA
Fazia tempo que eu não ia a uma festa tão animada.

LEILA
A Ana caprichou na farra.

RÉGIS
A mamãe que não ficou muito animada.

LEILA
E ela lá fica animada com alguma coisa?

AMANDA
Falando nisso, o que deu nela pra dar voltas com o Jairo a essa hora?

LEILA
Não faço a menor ideia. Só sei que eu tô morta de sono. Quero tirar a roupa e pular na cama.

RÉGIS
Eu também. Boa noite, vó!

ZILDA (beija os netos)
Boa noite, meus lindos. Durmam bem.

Os três jovens saem. Zilda anda lentamente até a porta, desconfiada. Apaga a luz e sai para o jardim.

CENA 03. MANSÃO ARMANDO. SALA. INT. NOITE.

Soraya entra toda empolgada; cantarola e põe a bolsa sobre o sofá. Olha de perto várias plantas do cômodo.

SORAYA
Pobrezinhas! Como estão maltratadas! Amanhã eu mesma vou dar bastante água pra vocês, meus amores.

CARLOS EDUARDO (surge do corredor)
Falando sozinha, mãe?

SORAYA
Ai, que susto, filho! Achei que já estivesse dormindo.

CARLOS EDUARDO
Não consigo pregar os olhos. Tem alguma coisa latejando na minha cabeça.

SORAYA
Você está com dor? Mamãe te dá um remedinho.

CARLOS EDUARDO
Não falo nesse sentido. E sim de uma desconfiança. O papai…

SORAYA (corta)
Não me diga que está achando que seu pai seria capaz de… Meu filho, ele é um santo. Um dos homens mais decentes do nosso país. Um empreendedor de mão cheia e de caráter firme. Filho, você precisa acreditar cem por cento no seu pai. Afinal, será seu sucessor em breve.

CARLOS EDUARDO
Eu sei, mãe. Mas é que…

SORAYA (corta novamente)
Mas nada. O que quer que passe na sua cabeça não passa de intriga da oposição. Existe muita gente que gostaria de ter um pedacinho do êxito e do renome do doutor Armando Alighieri. Esqueça isso, Carlos Eduardo. Agora dorme em paz, do jeito que sua mãe ensinou. Não quero mais ouvir você falar do seu pai, escutou bem?

CARLOS EDUARDO
Sim, mamãe. Boa noite. (beija-a)

SORAYA
Dorme com Deus, amor de mamãe.

Ele sobe as escadas. Soraya pensativa.

CENA 04. APARTAMENTO GIOCONDA. SALA. INT. NOITE.

Gioconda entra nervosa, seguida por Fábio. Ele fecha a porta e vai até a mulher, que o abraça.

FÁBIO
Agora me conta. Quem era aquela mulher e o que queria?

GIOCONDA
O pior encosto da minha vida. Ela me odeia desde o dia em que nasci.

FÁBIO
Helena, não é?

GIOCONDA
Ela mesma. A mulher que sempre quis tudo o que era meu e nunca conseguiu. A que tentou destruir minha juventude, até conseguir. A que transformou meu maior ato de amor em uma maldade sem fim.

FÁBIO
Ela parecia mesmo querer seu sangue. Deu pra ver pelo espelho do carro. Você vai precisar tomar todo cuidado com ela.

GIOCONDA
É isso que me assusta. Saber que meu passado pode ser jogado no ventilador da forma mais cruel e macabra. E aí minha vida acaba.

FÁBIO
Não, se depender de mim. Sabe que pode contar comigo pra tudo, não sabe? Jamais a enfrente sem me deixar informado. Você não precisa se rebaixar a ela. Pelo que você sempre me contou, ela foi tão culpada quanto você do que aconteceu há mais de trinta anos.

GIOCONDA
Mas ela não vê assim. Venenosa. Maldita.

FÁBIO
E a outra? Quem era?

GIOCONDA
A que nos serviu junto com a mocinha? Outra personagem importante nessa história toda. Noêmia.

FÁBIO
Que Noêmia? A part… Meu Deus! A vida te jogou tudo na cara de uma vez só.

GIOCONDA
Acho que não fui nem serei perdoada na vida e muito menos na morte.

FÁBIO
Não fala assim, meu amor. Quem sabe não é a chance que você tem de se livrar de todo esse peso?

GIOCONDA
Mas eu estou com medo.

FÁBIO
Com medo? Você sabe que pode contar comigo… com os seus amigos da juventude… com o Bruno.

GIOCONDA
Isso se o Bruno não descobrir meu verdadeiro passado. Duvido que ele me perdoe. Vai sofrer muito. Se a Helena não contou até agora, ela o fará na primeira oportunidade. Do jeito que ela é… (chora) Fábio, me abraça.

CLOSES alternados entre Fábio e Gioconda.

CENA 05. CASA HELENA. GARAGEM. INT. NOITE.

Sonoplastia: suspense. O carro de Helena estaciona. Ela e Jairo saem; agarram-se e beijam-se. Ao fundo surge Zilda, que assiste chocada à cena. CLOSE nesta. Fim da sonoplastia.

CENA 06. PENSÃO ZORAIDE. CORREDOR. INT. NOITE.

Jô e Sandro vêm da escada e param no meio do corredor.


Mal chegou e já fez um coração bater por você, hein?!

SANDRO
Do que está falando?


Não vem, que não tem. Você e a garçonete ficaram com cara de peixe morto um pelo outro desde que entramos.

SANDRO
Não sei de onde tira essas coisas.


Essas coisas de amor eu saco de longe, bem longe. Tenho faro de cachorro pra essas coisas.

SANDRO
Não é à toa que ficou no cio pelo Bruno e ficou com o rabo entre as pernas quando ele se aproximou da tal Gioconda.


Se é assim que você chama, fiquei mesmo. Não sei explicar, mas ele tem uma coisa que… O jeitinho doce que dá vontade de cuidar dele, de não largar mais. Aff, o que estou falando? Sou uma mulher empoderada e independente. Não deveria ficar com esses delírios por causa de homem. Sabe de uma coisa? Vou é dormir, que amanhã tenho coisa pra fazer, que é descobrir o paradeiro da vadia que te jogou no lixo.

SANDRO (censura)
Jô!?


Desculpa, Sandro. Eu sei que é sua mãe biológica, mas eu fico com uma raiva enorme de mulher que joga filho pelo mundo. Antes não engravidasse. Eu jamais faria isso com um filho meu. (pausa) Boa noite.

Jô entra no quarto. Sandro observa a porta por três segundos e se encaminha para o banheiro.

CENA 07. CASA NOÊMIA. SALA. INT. NOITE.

Noêmia e Alice entram.

ALICE
O dobro das nossas expectativas, mãe! A festa foi um sucesso!

NOÊMIA
Fazia anos que não faturávamos tanto. Como pude ser tão burra de não ter ouvido você e Zoraide?

ALICE
Não adianta chorar o leite derramado, mãe. Agora é bola pra frente. Temos que preparar o salão pra festa do pianista na semana que vem.

NOÊMIA
Outro aniversário?

ALICE
Sim, de 50 anos. A mulher dele não parou de mandar mensagens a noite toda. Acabei de ver no zap: foram mais de vinte.

NOÊMIA
Se mantivermos a meta, em pouco tempo vamos ter que comprar um salão maior. (abraça Alice) Falando nisso, já começa a pensar em sair do muquifo do Bruno.

ALICE
Espera sentada.

Elas continuam a conversa em FADE.

CENA 08. RIO DE JANEIRO. PRAIA LEBLON. EXT. DIA.

Música: Baby, I Need Your Lovin’ – Carl Carlton. Amanhece. Homens e mulheres jogam vôlei na areia. Moças tomam sol deitadas com as costas para cima. Pessoas andam de bicicleta na faixa, e outras na calçada a pé. Um casal de jovens se beija no mar.

CENA 09. APARTAMENTO GIOCONDA. QUARTO. INT. DIA.

Gioconda deitada na cama. Acaba de acordar. Lena entra com uma bandeja de café da manhã e a coloca no colo da outra.

LENA
Um lanche reforçado para você começar muito bem o dia.

GIOCONDA
Assim você vai me deixar gorda. Não precisava. Eu já ia…

LENA (corta)
Ordens do seu marido.

GIOCONDA
Fábio ainda vai terminar de me estragar.

LENA
Toda mulher merece ser mimada pelo seu grande amor.

GIOCONDA
Concordo em partes.

LENA
Não conheço uma mulher que não gostaria de estar no seu lugar. Rica, linda, bem sucedida e com um marido que a ama mais do que tudo.

GIOCONDA
Não duvido do amor do Fábio. Ele já me deu um milhão de provas. O problema é comigo, e não com ele.

LENA (assustada)
O que está dizendo, Gioconda? Que em todos esses anos…?

GIOCONDA
Não estou dizendo nada. (pausa) A vida resolveu me testar, se não me castigar, por tudo de mal que fiz aos que me cercavam. Estava muito claro nos olhares delas.

LENA
Delas, quem?

GIOCONDA
Não quero falar disso. Me deixa sozinha, Lena.

LENA
Se quiser, é só me chamar.

Lena sai. Gioconda bebe o chá da xícara e começa a comer uma maçã.

CENA 10. CASA HELENA. SALA DE JANTAR. INT. DIA.

Zilda e Estêvão fazem o desjejum à mesa.

ESTÊVÃO
Não quis estar presente. Você sabe o que a Helena pensa disso. Aproveitei para colocar o sono em dia.

ZILDA
Perdeu uma festa ótima. Bem, a Helena estava azeda como sempre, mas seus filhos se divertiram. Aliás, sabe quem deixou todos os convidados babando por ela? A Soraya. Nem lembrava que ela dançava tão bem.

ESTÊVÃO
O Armando foi com ela?

ZILDA
Não. Nem ele, nem Carlos Eduardo. Ela foi conosco. Leila conheceu um rapaz que, a princípio, me deixou muito satisfeita. Um cara bem mais velho e que parece muito responsável. Bonito, de olhos claros… Tratou sua filha com todo o respeito do mundo.

ESTÊVÃO
Se ela quiser investir nele e for feliz assim, quem sou eu para censurar?

HELENA (entra e se senta)
Um cafajeste que deu em cima da sua filha com a aprovação da sua sogra.

ZILDA
Bom dia pra você também, Helena!

HELENA
Não começa, que hoje estou pegando fogo. Vou ter uma conversa definitiva com a Leila hoje.

ESTÊVÃO
Já estou satisfeito, então vou pro trabalho. Bom dia, minha sogra. (sai)

ZILDA
Vá com Deus, Estêvão! (a Helena) A conversa definitiva será entre nós duas.

HELENA
Se você acha que vou permitir…

ZILDA (corta)
Eu é que não vou permitir que fique de agarramento na garagem com o motorista. Já pensou se seus filhos ou seu marido pegam vocês dois?

CLOSES alternados entre Helena e Zilda.

CENA 11. HOSPITAL. FRENTE. EXT. DIA.

Sandro e Jô saem do carro. Bruno sentado no banco do motorista.

SANDRO
É agora que começa a peregrinação.

BRUNO
Como avisei, vai ser como achar uma agulha num palheiro.


Mas não custa a gente tentar. Sempre há uma possibilidade.

SANDRO
Também acredito nisso. Bruno, você nos espera?

BRUNO
Não vou poder. Tenho aula daqui a pouco.

SANDRO
Tá, então a gente se encontra na escola.


E eu vou direto pro jornal.

SANDRO
Combinado! Vem comigo, Jô.

Sandro anda à frente. Jô e Bruno trocam olhares, apaixonados da parte dela.

BRUNO
O Sandro já está lá na frente.

JÔ (desperta e olha para Sandro)
Obrigada. Fiquei toda distraída aqui. Tchau, Bruno.

BRUNO
Tchau!

Ela corre e alcança Sandro. Bruno sai com o carro.

CENA 12. HOSPITAL. RECEPÇÃO. INT. DIA.

Sandro e Jô se aproximam da recepcionista.

RECEPCIONISTA
Pois não. No que posso ajudá-los?


Meu nome é Jô Mendes. Sou jornalista da Folha do Rio. Tudo bem? Este é Sandro, um colega. Estamos fazendo uma investigação sobre um nascimento que teria ocorrido neste hospital há cerca de 35 anos. (mente) É muito importante, para que um crime seja desvendado. Precisamos de acesso aos arquivos do hospital dessa época.

RECEPCIONISTA
Olha, dona Jô. Apenas o diretor do hospital pode autorizar tal coisa. Vou encaminhá-los pra sala dele, mas ele só chega às dez.


Sem problemas. Você já nos ajuda bastante.

Sandro e Jô olham um ao outro, e voltam-se para a moça à frente.

CENA 13. CASA NOÊMIA. SALA COZINHA. INT. DIA.

Noêmia e Zoraide conversam. A primeira prepara café para a outra, que está sentada numa cadeira.

ZORAIDE
Então, amiga, o que queria tanto falar ontem?

NOÊMIA
Agora não. Alice ainda está em casa.

ZORAIDE
E precisa mesmo esconder da sua filha? Vocês sempre foram tão transparentes uma com a outra.

NOÊMIA
O que eu tenho que te falar, Alice não pode sequer imaginar. Já te disse isso ontem. Ela nunca mais me olha na cara se souber no que me meti. Disfarça, ela está vindo.

ALICE
(entra) Mãe, você comprou pão? (vê Zoraide e a beija) Vocês duas já de prosa tão cedo?

NOÊMIA
Como assim tão cedo? Já são nove e quinze.

ALICE (prepara um pão com manteiga)
Ainda quero saber do tititi de ontem das duas.

ZORAIDE
Ora, mas já falamos que o assunto era a menopausa.

ALICE
Tá bom. Acham que me enganam, mas logo descubro a verdade. Só espero que não seja algo que machuque a alguém.

CLOSE em Noêmia.

CENA 14. AQUAPAPER. SALA ARMANDO. INT. DIA.

Armando despacha documentos na mesa. Carlos Eduardo, Wilson e Jéssica de pé perto dele.

ARMANDO
Algum assunto novo para a reunião de mais tarde, Wilson?

WILSON
Não, senhor. Só mesmo o que já conversamos antes. Aliás, tem um sim. O doutor Reginaldo, de Brasília, enviou um recado por sua secretária. Ao que se comenta, há um interesse em lançar seu nome para a política nas próximas eleições, doutor Armando. A reputação está no alto.

ARMANDO
Política? Até que não é uma má ideia.

CARLOS EDUARDO
Tem certeza, pai? Não seria arriscar demais o nome?

WILSON
Óbvio que não. Agora é o momento certo de seu pai dar um passo a mais na carreira. Veja só: um grande empresário, um grande líder, um grande homem, um grande filantropo… O Brasil precisa de um novo representante para cuidar dos seus interesses.

ARMANDO
Jéssica, minha mulher ligou?

JÉSSICA
Não, senhor.

ARMANDO
Então quero todos em cinco minutos na sala de reuniões. Temos muito a combinar para mais tarde, quando os banqueiros chegarem.

Armando sai seguido pelos demais.

CENA 15. CASA HELENA. GARAGEM. EXT. DIA.

Helena se dirige ao carro, seguida por Zilda.

ZILDA (tom)
Ainda não terminei de falar com você.

HELENA
Mas eu já. Tenho coisas mais importantes pra fazer do que discutir sobre o que faço ou deixo de fazer com meu motorista. (entra no carro)

ZILDA
Não me obrigue a contar pro seu marido…

HELENA (corta)
Se contar, prepare-se para seguir o cortejo do finado Estêvão.

Sonoplastia: suspense. Zilda chocada.

ZILDA
Filha, olha o que você fala.

HELENA

Paga pra ver, mamãe.

Helena liga o carro e parte com ele. Zilda põe a mão na boca, passada com a frieza da outra. Fim da sonoplastia.

CENA 16. HOSPITAL. SALA DIRETOR. INT. DIA.

O diretor está sentado à mesa, assim como Jô e Sandro.

DIRETOR
As normas do hospital não permitem esse tipo de pesquisa. Mas diante de um motivo tão decisivo, abrirei uma exceção. Mas peço que sejam discretos o máximo possível.


Conta com a gente.

DIRETOR
Vocês disseram que o parto poderia ter acontecido neste hospital no início de 1984.

SANDRO
Exatamente. Dia 6 de março.

DIRETOR
Que me lembre, o diretor na época foi um médico muito mal visto pelos colegas. Corrupto, capaz de qualquer coisa para se manter no posto. Ele se chamava Orestes Fonseca.

SANDRO
Anota aí esse nome, Jô. (ela o faz num bloco) Isto quer dizer alguma coisa?

DIRETOR
Não necessariamente. A não ser que…

SANDRO
A não ser?

DIRETOR
Ele costumava queimar registros deste hospital, inclusive de nascimentos. Principalmente por dinheiro. Bastava lhe pagar uma propina. Então não garanto que ache muita coisa por aqui. Foram várias mulheres que precisaram de registros de seus filhos, segundas vias, e que não conseguiram por este motivo.


Que filho da puta!

SANDRO
Mesmo assim queremos tentar.

CENA 17. APARTAMENTO GIOCONDA. SALA. INT. DIA.

Fábio, de pé, limpa e arruma sua câmera fotográfica. Conversa com Lena ao mesmo tempo.

LENA
Você ama mesmo tirar fotos.

FÁBIO
O grande amor da minha vida, Lena. Depois da Gioconda, claro. (toca a campainha) Deixa que eu atendo e vê como está a Gioconda. Ela estava tão pra baixo ontem.

LENA
Está bem. Já volto.

Lena sai pelo corredor. Fábio põe seu equipamento sobre a mesa e atende a porta. É Helena.

HELENA
Boa tarde. Não sei se me conhece. Sou uma grande amiga da juventude da sua esposa: Helena.

FÁBIO (desconfiado)
Helena?

HELENA
Sim. Posso entrar?

FÁBIO (com receio)
Por favor.

GIOCONDA
(enquanto vem do corredor e Helena entra) Meu amor, quem está aí? (com raiva) Você? Como se atreve?

HELENA
Como vai, Gioconda?

CLOSES alternados entre as duas.

Efeito de fim de capítulo: imagem congela em Gioconda; FADE TO BLACK. Sonoplastia: vento.

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