Destiinos Cruzados
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NOVELA DE:

UELITON ABREU. 

CAPÍTULO ESCRITO POR:

FELIPE ABREU.

REVISADO POR:

UELITON ABREU. 

SUPERVISÃO DE TEXTO:

MARCELO DELPKIN.

DIREÇÃO DE NÚCLEO

ANDERSON SILVA. 

CENA 1. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA/ NOITE

LETREIRO DIAS DEPOIS… 

CORTE PARA 

CENA 2. HOSPITAL. QUARTO. INTERIOR. DIA 

ÁTILA E CAIO. MÉDICO ENTRA  

MÉDICO           olá! Caio, como se sente? 

CAIO                  bem, só minhas pernas… elas… mas acho que deva ser efeito da anestesia, não é? 

MÉDICO           é justamente sobre isso que eu vim falar… 

CAIO                  o que ele está querendo dizer, pai? 

ÁTILA               ouve, mas você precisa ser forte, e saiba que eu estou aqui pra o que der e vier. (SEGURA A MÃO DELE, FORTE) 

MÉDICO           é o seguinte: Caio, você sofreu uma lesão muito forte em sua medula e por conta disso você… infelizmente, você está paraplégico. 

LÁGRIMAS ESCORREM SOBRE O ROSTO DE CAIO

CAIO                  (REAGE) Quê? Não! Não pode ser, pai, eu estou aleijado? (DESESPERO) Não, não, não! Eu não quero! 

ÁTILA               (ANGUSTIADO) Sim, filho, mas se acalme, por favor! 

CAIO                  sai. Quero ficar só. (GRITA) Saiiii! 

ÁTILA               filho…

MÉDICO           melhor sairmos, é bom pra ele pensar e digerir o que acabou de ouvir. Demos esse espaço a ele. Venha. 

ÁTILA               tudo bem. Vamos! 

ÁTILA SAI ACOMPANHADO PELO MÉDICO. CAIO AOS PRANTOS, CHORA, COM MUITA RAIVA SOCA SUAS COCHAS

CAIO                  por quê? Por que meu Deus?! 

NA TRISTEZA DELE 

CORTE PARA

CENA 3. BARRACO DE CÉSAR. QUARTO. INTERIOR. DIA 

FÁBIO DESPERTANDO. OLHA PRO LADO E NÃO VER CÉSAR. BARULHO DE CHUVEIRO LIGADO. FÁBIO SALTA DA CAMA COMPLETAMENTE DESPIDO E SEGUE PARA O… 

BANHEIRO, ONDE ENCONTRA CÉSAR TOMANDO BANHO. FÁBIO ENTRA NO BOX. AGARRA-O POR TRÁS. O SUPREENDENDO. 

FÁBIO               (AO PÉ DO OUVIDO) Gostoso! 

CÉSAR               (RINDO) Eu sei, eu se pudesse me pegava! 

FÁBIO               convencido, não?

FÁBIO O VIRA PRA SI E O BEIJA

CÉSAR               nada como uma boa dose de amor próprio, meu caro! Isso é tudo! (AFASTA-SE) Bom-banho, (VAI SAINDO), tenho que ir agora! 

FÁBIO               não vai ficar comigo? 

CÉSAR               aproveita o banho e lava os ouvidos, está precisando. Quando sair bate a porta, tá? Tchau! 

CÉSAR SAI. FÁBIO COM CARA DE TACHO 

CORTE PARA 

CENA 4. GALPÃO. INTERIOR. DIA 

ABRE NA CHEGADA DE CÉSAR 

LOBÃO              até que enfim chegou! 

CÉSAR               isso tudo é saudade? 

LOBÃO              não! Mas tu trabalhas pra mim, não? 

CÉSAR               claro. E então, qual que é da vez?

LOBÃO              tu vai me acompanhar até o hospital. Hoje é dia de tirar o sangue pro teste de DNA

CÉSAR               é sério que tu vai se prestar a isso, Lobão?

LOBÃO              vou, até porque essa garota é minha filha, e também eu quero esfregar o resultado na cara daquele babaca!

CÉSAR               já que cê faz tanta questão… bora lá.

LOBÃO              e aquele cara, que se diz ser seu irmão? 

CÉSAR               o que tem? 

LOBÃO              cadê ele?

CÉSAR               ficou lá em casa! Por quê?

LOBÃO              nada, só não fui com a cara dele! 

CÉSAR               sei…

LOBÃO              (VAI SAINDO) Vamos logo. 

CÉSAR               claro, chefão!

CÉSAR RIR E VAI ATRÁS DELE 

CORTE PARA 

CENA 5. HOSPITAL. INTERIOR. DIA 

SANGUE DE LOBÃO A SER COLETADO. TEMPO 

CORTE PARA

CENA 6. HOSPITAL. SALA DE ESPERA. INTERIOR. DIA

CÉSAR A ESPERA DE LOBÃO. SAFIRA LOGO MAIS A SUA FRENTE. BRUNO ENTRA. SAFIRA O ENCARA SÉRIA. VAI ATÉ ELE 

SAFIRA             está fazendo o quê aqui, seu nojento? 

BRUNO             eu vim ver o Caio e a senhora não vai me impedir de vê-lo! 

SAFIRA             muita audácia a sua de vir até aqui me peitar, moleque! (ORDENA) Vai embora! Sai daqui! 

BRUNO             (ENFRENTA) Não saio! 

SAFIRA             ah, não sai? Veremos. Segurança? 

CÉSAR SE LEVANTA E INTERVÉM NA DUSCUSSÃO

CÉSAR               vem cá, esse hospital aqui por acaso é teu? 

SAFIRA             não!

CÉSAR               logo vi, portanto, tu não tem o direito de expulsar esse rapaz. Isso aqui é do povo, não é teu não! 

SAFIRA             (SÉRIA) Quem tu pensa que é pra falar assim comigo? Tu sabe quem eu sou? 

CÉSAR               não, mas pelo que presenciei aqui, já deu pra ter uma noçãozinha, é uma dondoca metida a malvada! 

SAFIRA             não, meu querido, eu sou má! Você não faz ideia do quanto eu sou má! 

CÉSAR               (A BRUNO) Garoto, vai ver seu… namorado? 

BRUNO             ok. Obrigado! (SAI) 

CÉSAR               ui, confesso que até me deu um medinho agora de ti (RI DEBOCHANDO) 

SAFIRA             é bom que tenha mesmo! Tu não devia ter me peitado dessa forma, garoto. Agora aguente as consequências! 

CÉSAR SE APROXIMA DELA, A ENCARA 

CÉSAR               não me ameace, porque você não me conhece! Já vi que é má, eu também sou, mas nós temos nossas diferenças, você só late, mas não morde. Já eu, linda, eu mato! Fica ligada! (PISCA) 

LOBÃO APARECE POR ALI, CHAMA CÉSAR 

LOBÃO              César? 

CÉSAR               sim? 

LOBÃO              vamos, já acebei aqui… algum problema aí? 

CÉSAR               não. Só estava dando uma informação para esta senhora. Tchau! 

ELES VÃO EMBORA. SAFIRA FICA ENRAIVECIDA, SÉRIA, O OBSERVA IR EMBORA.

CORTE PARA 

CENA 7. HOSPITAL. QUARTO. INTERIOR. DIA 

ABRE EM CAIO AINDA MUITO ABALADO. BRUNO ENTRA 

CAIO                  (ESPANTO) O que você está fazendo aqui? 

BRUNO SE APROXIMA DELE…

BRUNO             eu vim te ver, não podia te abandonar assim… eu te amo! (TOCA EM SEU ROSTO COM SUAS MÃOS, O BEIJA) 

CAIO                  sabe aonde meu pai está indo agora? (O OLHA, TRISTE) Meu pai está indo comprar uma cadeira de rodas, ou seja, inválido. O médico já disse que eu não vou poder andar nunca mais

BRUNO             então, deixa eu ser tuas pernas… vamos ficar juntos? Vamos fugir daqui? 

CAIO                  você me ama mesmo, não é?

BRUNO             quer mais prova de amor que essa, cara? Claro que eu te amo. Vamos esquecer isso tudo, e vamos viver só nós dois, longe daqui, longe de sua mãe… vamos? Só você dizer que sim, que já dou entrada numas passagens! (SEGURANDO A MÃO DELE) 

CAIO                  eu não posso…

BRUNO             por quê?

CAIO                  não é tão fácil quanto você pensa. Meus pais… eles… eles não sabem que eu sou gay, sempre escondi isso deles, sempre mantive uma fachada de machão…

BRUNO             Caio, seus pais, eles já sabem! 

CAIO                  como assim? 

BRUNO             sem querer a recepcionista me anunciou como seu namorado para eles, e a reação deles não foi muito boa, principalmente a da sua mãe. Ela é louca! 

CAIO                  isso não podia ter acontecido! Droga! O que eu mais temia aconteceu.

BRUNO             fica calmo, lindo! Eu seu que é difícil, mas… sei lá, com o tempo eles se acostumam com o fato de você ser gay

CAIO                  não. Eu conheço a mãe que tenho, ela vai me infernizar

BRUNO             vamos enfrentar ela junto. Ela me proibiu de te ver… só que eu tomei coragem, a peitei, e estou aqui ao seu lado!

ÁTILA ADENTRA A SALA COM UMA CADEIRA DE RODAS, SE DESCULPA POR ATRAPALHAR A CONVERSA, AGE NATURALMENTE

ÁTILA               perdão! Só vim trazer a cadeira, filho. Olá, rapaz!

BRUNO             tudo bom? (ESTENDE A MÃO) Senhor…? 

ÁTILA               (CUMPRIMENTA) Átila, mas não precisa do senhor, só Átila está bom! 

BRUNO             ok. Bom. Eu… tenho que ir pra faculdade. Até mais, Caio.

CAIO                  até…

BRUNO             tchau, Átila! 

ÁTILA               tchau!

BRUNO SAI. ÁTILA COMEÇA A FALAR COM O FILHO 

ÁTILA               bom, já que estamos aqui, precisamos falar…

CAIO                  falar sobre o quê, pai?

ÁTILA               sobre você filho, sobre seus gostos, sobre o Bruno, tudo

CAIO                  olhe, o que lhe disseram é mentira, tá, são calúnias ao meu respeito

ÁTILA               Caio, chega, tá bom? Sejamos transparentes. Eu já sabia. Só estava à espera de você vir até a mim e sua mãe para conversarmos 

CAIO                  tudo bem. Eu sei que não era o que vocês idealizaram pra mim, mas simplesmente eu sou assim, desse jeito, com desejos por homens

ÁTILA               eu não nego que estou desapontado, de fato, não era isso que eu almejava pra ti, não mesmo… 

CAIO                  sinto muito em desapontá-lo. Não era a minha intenção 

ÁTILA               não sinta. Só quero que saiba, que eu o amo, meu filho. Eu quero a sua felicidade. Só isso. E esse garoto, me parece ser uma boa pessoa

CAIO                  o Bruno, ele é mesmo! 

ÁTILA               seus olhos brilham quando toca no nome dele!

CAIO                  não sei o que realmente eu sinto, sabe, ele é bacana, legal, tal, mas sei lá…

ÁTILA               você tem medo, não é? Medo da sua mãe… 

CAIO                  ele me falou da reação dela, e confesso que sim; tenho muito medo. Nunca que ela irá aceitar um filho gay, e mais, aleijado!

ÁTILA               ela não tem que aceitar nada! Viva sua vida, esqueça o resto, dela cuido eu

CAIO                  obrigado, pai!

ÁTILA               só estou fazendo o que um bom pai, e que ama um filho faz: o apoia, o dar amor. Somente

CAIO                  (EMOCIONADO) Te amo, pai! 

ÁTILA                ah, moleque, não chora! 

ÁTILA SE APROXIMA. ABRAÇA-O FORTE 

CORTE PARA 

CENA 8. HOSPITAL. LABORATÓRIO. INTERIOR. DIA 

SANGUE DE PETRA E PEDRO SENDO COLETADO POR UM ENFERMEIRO 

NATHI               (PEGANDO PETRA, QUE CHORA) Pronto, pronto! 

ENFER              sangue coletado. Já podem ir.

PEDRO              valeu, obrigado.

ENFER              de nada!

PEDRO              vamos!

OS DOIS SAEM DA SALA 

FUSÃO COM 

CENA 9. HOSPITAL. CORREDOR. INTERIOR. DIA

OS DOIS VEM CAMINHANDO. CELULAR DE PEDRO TOCA. PEDRO PEGA O CELULAR E VAI PRA UM CANTO. INSTANTES. VOLTA PRO MESMO LUGAR APÓS A LIGAÇÃO 

PEDRO              vou deixa-las em casa, pois tenho que resolver algo

NATHI.              não precisa, nós vamos de táxi! 

PEDRO.             nunca. Está doida? Depois daquele sequestro, nunca que eu deixo vocês duas andarem por aí, sozinhas. Bora!

NATHI               tá.

SEGUEM ANDANDO 

CORTE PARA 

CENA 10. APTO DE ALAN. SALA. INTERIOR. DIA 

ALAN SENTADO NO SOFÁ COM O NOTEBOOK NAS PERNAS. CAMPAINHA TOCA. ALAN DEIXA O NOTEBOOK DE LADO E VAI ATENDER 

ALAN                 entra, cara! 

PEDRO              (ENTRA) Já é. E aí, o que você descobriu? 

ALAN                 (FECHA A PORTA) Pega meu notebook na mesinha.

PEDRO SENTA-SE NO SOFÁ COM O COMPUTADOR EM MÃOS, ANALISA O QUE HÁ NA TELA

PEDRO              rá! Caralho, como cê descobriu isso, cara? 

ALAN                 investiguei a fundo e achei isso aí, o Parede, é um estuprador!

PEDRO              temos que desmascarar esse cara, mano, o mais rápido possível. Tanto por tráfico, como por isso aqui… acusação por estupro  

ALAN                 é, temos. Precisamos ficar na cola dele, mais cedo ou mais tarde, ele vai vacilar, e é aí que a gente deve agir.

PEDRO              vou ficar de olho nele! Agora mais que tudo, desgraçado!

ALAN                 (CONFIANTE) Nós vamos desmascarar esse calhorda 

UMA MENSAGEM DE LÍDIA CHEGA NO CELULAR DE PEDRO QUE A VERIFICA

PEDRO              (LEVANTA, VAI SAINDO) Mano, tenho que ir… 

ALAN                 qualquer novidade, eu te mando um zap 

PEDRO              certo. Até mais! 

PEDRO SAI. ALAN FECHA A PORTA 

ALAN                 tchau! 

CORTE PARA

CENA 11. HOSPITAL. CONSULTÓRIO. INTERIOR. DIA 

LUIZA DIANTE DO MÉDICO QUE JÁ VISUALIZARA SEUS EXAMES. 

MÉDICO           analisamos todos os exames, Luiza, e as notícias não são nada boas! 

LUIZA               (AGONIADA) Fala logo, doutor. O que eu tenho? 

MÉDICO           é… a senhorita tem um tumor no cérebro, maligno, prestes a explodir! 

LUIZA                (CHOQUE) Meu Deus! 

MÉDICO           infelizmente ele foi encontrado em seu estágio avançado 

LUIZA                (VOZ EMBARGADA) Isso quer dizer que eu tenho pouco tempo de vida, é isso? 

MÉDICO           (FAZ QUE SIM, PENALIZADO) Sim! 

LUIZA                (CHORA) Eu não quero morrer! 

MÉDICO           sinto muito, mas não há nada que possamos fazer

LUIZA                tudo bem. Eu… (LEVANTA) eu vou embora! 

MÉDICO           não, se acalme, não irei deixá-la sair nesse estado. 

LUIZA                eu tô bem, eu vou de táxi, eu preciso ir pra minha casa! obrigada! 

LUIZA SAI 

CORTE PARA

CENA 12. QUARTO DE HOTEL. INTERIOR. DIA 

ABRE NA CHEGADA DE LUIZA. QUE VAI ENTRANDO. AOS PRANTOS. ESTÁ ABALADÍSSIMA. CHORA MUITO, INCONFORMADA. NO SOFRIMENTO DELA 

CORTE PARA 

CENA 13. CASA DE SAMUEL. QUARTO. INTERIOR. DIA  

CLIMA DE MISTÉRIO. ROSA A TECLAR COM ALGUÉM EM EU COMPUTADOR. SAMUEL ENTRA. ELA FECHA A PÁGINA DE CHAT RAPIDAMENTE. JÁ DISFARSANDO

SAMUEL           (CURIOSO) O que a senhora tanto digita aí, minha mãe? 

ROSA                 nada, só estou aqui, nessa loja virtual, vendo algumas coisas…

SAMUEL           uhm, sei…

ROSA                 não gostei, sabe, sabe o quê? 

SAMUEL           nada, só… ah deixa pra lá. Eu vou pro meu quarto. Beijo.

ROSA                 vai, vai mesmo! 

SAMUEL SAI. ROSA LEVANTA. FECHA A PORTA DO QUARTO E VOLTAR A TECLAR. NO SUSPENSE, 

CORTE PARA 

CENA 14. HOSPITAL. ESTACIONAMENTO. INTERIOR. DIA 

ÁTILA VEM EMPURRANDO CAIO EM SUA CADEIRA DE RODAS. VÃO INDO RUMO AO CARRO. ÁTILA DESTRAVA O VEÍCULO. ABRE A PORTA DO CARONA. AJUDA CAIO A ENTRAR. GUARDA A CADEIRA DE RODAS NO PORTA MALAS. DÁ A VOLTA. ENTRA E SEGUE VIAGEM. 

CORTA PARA: 

CENA 15. MANSÃO. FRENTE. EXTERIOR. DIA 

ÁTILA PARANDO O CARRO EM FRENTE A CASA. DESCE. PEGA A CADEIRA DE RODAS E AJUDA CAIO A SAIR DO VEÍCULO. JUNTOS ENTRAM NA MANSÃO 

CORTE PARA

CENA 16. MANSÃO. SALA. INTERIOR. DIA – FINAL DE TARDE 

SAFIRA SENTADA NO SOFÁ. TOMA UM UÍQUE. TODA ELEGANTE. ÁTILA ENTRA EMPURRANDO CAIO EM SUA CADEIRA DE RODAS 

SAFIRA             (COM DESDÉM) Já recebeu alta, é? 

ÁTILA.               sim, Safira, nosso filho recebeu alta.

SAFIRA.            esse nojento não vai ficar aqui! 

ÁTILA.              (SURPRESO) Como é? 

SAFIRA.            aqui esse veado não fica! Ele fez a escolha dele, não fez? Agora arque com as consequências 

ÁTILA.               você só pode está louca, né? (VÊ O COPO NA MÃO DELA) Aliás, bêbada! 

SAFIRA.            estou bem sóbria. Eu não aceito esse veado. Pronto. Fui clara!

ÁTILA.               ele não vai sair dessa casa, essa casa é minha! 

SAFIRA.            também é minha!

CAIO.                 mãe, por favor…

SAFIRA.            cala a boca! Não me chama de mãe, seu aleijado!

ÁTILA.               isso é jeito de falar com teu filho? 

SAFIRA.            e quem disse que essa coisa é meu filho? (OLHA PARA CAIO E EM SEGUIDA VOLTA SEU OLHAR A ÁTILA)

CAIO.                 (REAGE) Quê!? 

ÁTILA.               cala a boca, Safira! 

SAFIRA.            tsc, tsc, tsc. Não, não. Ele tem que saber mesmo, eu não sou tua mãe, seu bastardo! 

CAIO.                 que história é essa, pai? 

SAFIRA.            ele vai te contar do caso que ele teve com a empregada…, mas não aqui, em outro lugar, saiam! 

ÁTILA.               sua animal. Tu não tinhas o direito de fazer isso, sua louca! Sai daqui! Vai embora! Eu é que te quero fora daqui! Agora! 

SAFIRA             dessa casa eu não saio! Vou pro meu quarto. Fiquem à vontade. Conversem. (PÕE O COPO EM UMA MESINHA) Até logo mais. (SEGUE RUMO ÀS ESCADAS) 

CAIO                  e essa história, pai, como é? 

ÁTILA               agora, não, filho 

CAIO                  ok. Vou respeitar seu momento

ÁTILA               obrigado!

CORTE PARA 

CENA 17. CASA DE ROSA. QUARTO. INTERIOR. DIA F DE TARDE 

ABRE EM ROSA A PENSAR NO FILHO QUE LHE FORA TIRADO NO PASSADO. TEMPO

CORTE PARA 

CENA 18. STOCK-SHOTS. ANOITECER. EXTERIOR. NOITE 

CENA 19. MANGUEZAL. EXTERIOR. NOITE

CENA 20. BARRACO DE LOBO. INTERIOR. NOITE 

LOBÃO A VER TV. CÉSAR ENTRA COM UM ENVELOPE EM MÃOS 

CÉSAR               aí, Lobo? Aqui, saiu o resultado dos exames de DNA! 

LOBÃO              ah, saiu? Qual foi o resultado? Eu sou o pai? 

CÉSAR               ainda não abri. Trouxe pra você abrir… 

CORTA PARA: 

CENA 21. APART DE HUGO. SALA. INTERIOR. NOITE 

PEDRO, NATHI E SAMUEL. O ÚLTIMO COM O RESULTADO DO DNA JÁ EM MÃOS 

PEDRO              vai, veadinho abre logo isso aí. 

SAMUEL           vou abrir, calma! 

PEDRO              aliás, o que ele tá fazendo aqui, Nathi? 

NATHI               veio… 

SAMUEL           vim porque… porque eu quero saber aí o final dessa história… ver o que vai dar… posso abrir? 

PEDRO              vai, abre logo, veadinho! 

NATHI               Pedro! Vai, amigo. Abre! Fala pra gente o resultado! 

SAMUEL           vou abrir! Então… vamos lá! 

SAMUEL VAI ABRINDO O ENVELOPE… CLIMA DE SUSPENSE 

CORTE PARA

CENA 21. BARRACO DE LOBÃO. SALA. INTERIOR. NOITE 

CÉSAR JÁ RETIROU O RESULTADO DO ENVELOPE…. EXPECTATIVAS. CLIMA TENSO 

CORTA RÁPIDO 

CENA 22. APART DE PEDRO. SALA. INTERIOR. NOITE 

ABRE EM NATHI 

NATHI               (ÁVIDA) fala, amigo! Qual foi o resultado? 

PEDRO              (ENCARA) Fala, cara! 

SAMUEL VAI LENDO O QUE HÁ ESCRITO NO EXAME 

CORTE RÁPIDO 

CENA 23. BARRACO DE LOBÃO. SALA. INTERIOR. NOITE

ABRE DIRETO EM LOBÃO, ANSIOSO

LOBÃO.             e aí, qual de nós é o pai? 

CORTE RÁPIDO

CENA 24. APART DE PEDRO. SALA. INTERIOR. NOITE 

ABRE EM SAMUEL 

SAMUEL           nenhum dos dois! 

EDIÇÃO: REAÇÕES ALTERNADAS DE PEDRO E LOBÃO AO QUE OUVEM 

LOBÃO              quê? 

PEDRO              como é que é? 

CORTA PARA: 

FINAL DO CAPÍTULO.

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NAVEGAR

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