Destiinos Cruzados
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

 

DESTINOS CRUZADOS.

NOVELA DE

UELITON ABREU. 

ESCRITA POR

UELITON ABREU.

CENA 1. HOSPITAL. CTI. INTERIOR. NOITE 

UMA ESPÉCIE DE SIRENE COMEÇA A TOCAR. HUGO SAI DALI, RAPIDINHO. CORTE DESCONTÍNUO PARA 

CENA 2. HOSPITAL. CORREDORES. INTERIOR. NOITE 

HUGO JÁ SE LIVRANDO DE SEU DISFARSE. SEGUE CAMINHANDO 

CORTE RÁPIDO 

CENA 3. HOSPITAL. CTI. INTERIOR. NOITE 

MÉDICOS ENTRAM. NOTAM OS APARELHOS DESLIGADOS. RELIGAM TUDO RAPIDAMENTE. CONSEGUEM SALVAR PEDRO A TEMPO 

Dr. RAUL        alguém entrou aqui e desligou os aparelhos. Ele sofreu uma tentativa de assassinato!

ENFERMEIRA credo! Quem será que esteve aqui, sem ter deixado nenhum rastro? Coitado! Felizmente conseguimos salva-lo a tempo 

CORTE PARA 

CENA 4. HOSPITAL. RECEPÇÃO. INTERIOR. NOITE 

NATHI E SAMUEL CHEGANDO. DÃO COM HUGO VINDO DO CORREDOR 

SAMUEL        Hugo? O que você faz aqui? 

HUGO             Samuel? Eu, eu… vim ver um amigo que está internado aqui, foi isso. E vocês o que fazem aqui? O Pedro, ele piorou? 

NATHI            não sabemos, mas foi isso que viemos fazer aqui, saber notícias dele… 

DR. RAUL CHEGA À RECEPÇÃO

Dr. RAUL        Luana, por favor, entre em contato com a família de Pedro Lima 

LUANA           não é necessário, doutor. Eles estão logo ali 

Dr. RAUL        acione então o número da polícia, por favor

NATHI            polícia? O que houve com meu irmão, doutor? 

Dr. RAUL        alguém entrou no CTI e atentou contra a vida do seu irmão. Desligou todos os aparelhos

SAMUEL        como é? Como ele está? Ele morreu…? por favor, diga que não! 

Dr. RAUL        está tudo bem. Felizmente conseguimos chegar a tempo para estabilizá-lo 

NATHI            eu sabia que algo estava acontecendo, aquela sensação… não era à toa, era um aviso que meu irmão estava em perigo! 

HUGO             (CÍNICO) meu Deus! 

O ELEVADOR DO HOSPITAL SE ABRE DE DENTRO SAEM: DAVID, MARIO E ALAN 

DAVID            boa noite! Sou David, delegado interino, aqui que recebemos um chamado… o que aconteceu? 

Dr. RAUL        Raul. Um de nossos pacientes, Pedro Lima, sofreu uma tentativa de assassinato. Alguém entrou no CTI e desligou todas as máquinas que o mantém vivo, delegado 

ALAN              (PREOCUPADO) como ele está?

Dr. RAUL        eu que faço as perguntas aqui, agente! 

SAMUEL        graças a Deus está sim, Alan 

ALAN              que bom. Desculpa, delegado, é que—

DAVID            não quero saber, por favor, mantenha-se calado. Só fale quando for permitido. Podemos averiguar as câmeras de segurança do hospital? 

Dr. RAUL        infelizmente, será impossível, delegado. Elas estão com problemas técnicos 

DAVID            assim ficará difícil de resolver o problema. Mas, em todo caso, deixarei um agente de prontidão na porta do CTI. Mario, você ficará de guarda 

MARIO           sim, senhor

Dr. RAUL        ótimo. Acompanhe-me, por favor, policial, o levarei até o CTI 

MARIO           claro. Vamos!

Dr. RAUL        com licença. Boa noite a todos 

MARIO ACOMPANHA RAUL ATÉ O CTI 

SAMUEL        boa noite

NATHI            eu não saio daqui. Eu vou passar à noite aqui perto do meu irmão 

SAMUEL        eu ficarei com você amiga

HUGO             se quiserem eu também posso passar a noite aqui com vocês? 

SAMUEL        não precisa, Hugo. Obrigado! 

HUGO             que é isso, amigos são pra isso 

DAVID            bom, tenho que voltar pra delegacia, qualquer coisa é só chamar-nos. Boa noite a todos 

ALAN              boa noite, Nathi, Samuel 

HUGO             espera aí, delegado! 

DAVID            sim? 

HUGO             nós não já nos conhecemos de algum lugar? Seu rosto é-me bastante familiar 

DAVID            creio que não, meu rosto é bastante comum… Com licença 

DAVID VAI PRO ELEVADOR. ALAN O ACOMPANHA, INTRIGADO. NATHI E SAMUEL SENTAM. FECHA EM HUGO FURIOSO 

CORTE PARA 

CENA 5. GERAIS. RIO DE JANEIRO. EXTERIOR. NOITE. DIA 

CENA 6. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INTERIOR. DIA 

DAVID TRABALHANDO. ALAN ENTRA APÓS BATER 

ALAN              delegado…

DAVID            o que é? 

ALAN              eu já vou indo. Deu meu horário

DAVID            não precisa vir até a mim pra dizer isso, só vá 

ALAN              (SUSSURA) educação é uma coisa que poucos têm… 

DAVID            o que disse? Hein, agente! (LEVANTA, VAI ATÉ ELE) Fala alto, (ENCARA), fala na minha cara! 

ALAN              bom dia. Tenho que ir. Com licença! 

ALAN SAI DA SALA. DAVID RI EM DIVERSÃO

CORTE PARA 

CENA 7. DELEGACIA. SALÃO. INTERIOR. DIA 

ALAN APANHA SUAS COISA E SAI 

CORTE PARA 

CENA 8. DELEGACIA. FRENTE. EXTERIOR. DIA 

TRÊS CARROS PRETOS CHEGAM POR ALI. CÉSAR MAIS UNS ONZE HOMENS SALTAM DOS VEÍCULOS. ARMADOS ATÉ OS DENTES. USAM PSITOLAS, METRALHADORAS, ENTRE OUTRAS ARMAS. TODOS ENCAPUZADOS. INVADEM O LOCAL 

CORTE DESCONTÍNUO PARA 

CENA 9. DELEGACIA. SALÃO. INTERIOR. DIA 

CÉSAR E SEUS CAPANGAS SAEM DO ELEVADOR 

CÉSAR            Shh. Se derem um pio eu estouro a cabeça de vocês! 

CORTE RÁPIDO 

CENA 10. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INTERIOR. DIA 

ABRE EM DAVID QUE OUVIU O GRITO. ALARMADO, ELE PEGA SUA ARMA. VAI ATÉ AS PERSIANAS. OBSERVA SEUS AGENTES RENDIDOS PELOS ENCAPUZADOS. TRANCA A PORTA. FICA ALI, EM SILÊNCIO, ASSUSTADO

CORTE PARA 

CENA 11. DELEGACIA. CARCERAGEM. INTERIOR. DIA  

LÍDIA E AS OUTRAS PRESAS. CÉSAR MAIS DOIS CAPANGAS CHEGAM 

LÍDIA              eu sabia… (COM PRESSA, ANSIOSA) vamos, vamos, abram logo esse chiqueiro!

CÉSAR            pronto, vadia. Está livre como um pássaro 

LÍDIA              tchau, meninas. Foi um desprazer ter de conviver com vocês nesse lugar imundo. Adeus! 

CÉSAR            chega de conversa. Vamos logo! 

E SAEM RÁPIDO DALI 

CORTE PARA 

CENA 12. DELEGACIA. SALAO. INTERIOR. DIA 

ABRE NOS AGENTES RENDIDOS SENTADOS NO CHÃO, AMARRADOS COM UMA CORDA E AMORDAÇADOS. CÉSAR, LÍDIA E OS OUTROS ENCAPUZADOS VEM DA CARCERAGEM. ENTRAM NO ELEVADOR, QUE SE FECHA. DAVID SAI DA SALA. VAI ATÉ SEUS AGENTES E OS SOTAM 

DAVID            (BRAVO) desgraçados, vieram apenas soltar aquela desgraçada da Lídia! 

CORTE PARA 

CENA 13. MANSAO. SALA DE JANTAR. INTERIOR. DIA 

SAFIRA À MESA, PREPARA UMA QUENTINHA PRA CAIO. RETIRA DE ENTRE OS SEIOS UM FRASCO E ENTORNA DENTRO DA COMIDA. SORRIDENTE 

SAFIRA          pronto! De hoje tu não passa, sodomita. (ANALISA O FRASCO EM SUA MÃO) Um veneno mortal, arsênico! 

CLEUDO ENTRA. E ELA ESCONDE O FRASCO PARA QUE ELE NÃO VEJA 

SAFIRA          aqui está. quero que leve essa comidinha pra meu filho. Depois disso, terás o que tanto deseja: meu corpinho. Agora vá, não quero meu menininho com fome 

CLEUDO         ok, madame. Com licença! 

CLEUDO APANHA A MARMITA E SAI 

CORTE PARA 

CENA 14. DELEGACIA. SALETA. INTERIOR. DIA 

ABRE EM CLEUDO À ESPERA. UM AGENTE ENTRA TRAZENDO CAIO 

CAIO               Cleudo! Você aqui…? Por quê? 

CLEUDO         ô Sr. Caio vim lhe trazer essa comida que sua mãe o mandou. E claro, aproveitei pra vê-lo, né. Como você está? 

CAIO               ah, minha mãe… Como se ela se preocupasse comigo… enfim, estou indo, né, como pode ver. obrigado, eu aceito. A comida daqui é horrível! 

CAIO PEGA A MARMITA E OS TALHERES, O ABRE E JÁ PRONTO PARA ATACAR, É IMPEDIDO POR CLEUDO, QUE SE MOSTRA ARREPENDIDO E COM REMORSO POR ALGO 

CLEUDO         (GRITA) Não! não come! 

CAIO               que foi Cleudo? é só uma comida…

CLEUDO PUXA A MARMITA PRA SI E COM AS PRÓPRIAS MÃOS PEGA A COMIDA E COME, COMO UM ANIMAL FAMINTO, DESESPERADO. CAIO O OBSERVA CONFUSO, SEM ENTENDER O QUE SE PASSA COM ELE. EM SEGUNDOS, CLEUDO JÁ HAVIA DEVORADO TODA A COMIDA QUE ALI ESTAVA

CAIO               o que foi isso, Cleudo? O que está acontecendo? (NERVOSO) Fala, pelo amor de Deus! 

UMA SUADEIRA TOMA CONTA DO CORPO DE CLEUDO, UM SUOR FRIO, NÃO SÓ O SUOR, COMO TAMBÉM PASSA A SE TREMER. ELE OBSERVA SUAS MÃOS TRÊMULAS, LÁGRIMAS PINGAM DE SEU ROSTO. OLHA PARA CAIO, JÁ FALANDO:

CLEUDO         desculpa… eu não sabia… eu juro! ela só me pediu pra trazer essa comida, eu não imaginava que ela fosse… (URGE) Ahhh! (UMA FORTE DOR NO PEITO ESQUERDO) colocar veneno… perdoa-me. Eu gosto de você. Adeus! 

JÁ NO CHÃO, ELE TEM UMA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA E MORRE ALI MESMO NA FRENTE DE CAIO, QUE FICA HORRORIZADO COM A CENA E IMAGINANDO QUE AQUILO ERA PRA ELE. ERA PRA ELE ESTÁ MORTO 

CORTE PARA 

CENA 15. GALPÃO. INTERIOR. DIA 

LOBÃO TRAGANDO UM CIGARRO. CÉSAR ENTRA 

LOBÃO           e aí, conseguiram resgatar a Lídia? 

CÉSAR            sim, mas a vaca fugiu da gente 

LOBÃO           como assim? Como uma mulher consegue fugir de onze homens, me diz, César? 

CÉSAR            ela simplesmente, fugiu… Gabriel onde está?

LOBÃO           está dormindo!

CÉSAR            calma. Você precisa beber algo, está muito estressado. (VAI ATÉ ONDE FICAM AS BEBIDAS) relaxa… (SERVE DOIS UÍSQUES UM PRA SI E OUTRO PRA LOBO, QUE ELE DESPEJA UM PÓ DENTRO) aqui, toma!

LOBÃO           valeu. (PEGA O COPO E DÁ UM GOLÃO) Mas nós temos que encontrar a Lídia! (SENTA NO SOFÁ)

CÉSA              não se preocupe, irei encontrá-la

LOBÃO           que sono, de repente… (BOCEJANDO) nossa…  (ESFREGA SEU ROSTO COM AS MÃOS)

CÉSAR            descansa. Deve ser só cansaço. É, é isso. Me daqui esse copo, chega de uísque… (PEGA O COPO DE SUAS MÃOS E O AJUDAR A DEITAR NO SOFÁ)

LOBÃO CAI NUM SONO PROFUNDO. CÉSAR O CUTUCA DIVERSAS VEZES PARA VER SE ELE NÃO ACORDA 

CÉSAR            é, o idiota capotou. Bons sonhos! 

CORTE PARA 

CENA 16. QUARTO DE HOTEL. INTERIOR. DIA 

UMA MULHER SÓ DE TOALHA ABRINDO A PORTA. CÉSAR ALI, NA PORTA. ÂGULO ABRE E VEMOS LÍDIA DIANTE DESTE 

LÍDIA              conseguiu despistar o otário do Lobão? 

CÉSAR ADENTRA O QUARTO 

CÉSAR            preocupa, não, gata, aquele ali, está aqui ó, na minha mão. Idiota! 

LÍDIA FECHA A PORTA. SE APROXIMA ARREMATANDO 

LÍDIA              muito bem, meu lindo

VAI ATÉ ELE, SEGURA SEU ROSTO, E O BEIJA

CORTE PARA

FINAL DO CAPÍTULO.

Atenção: A Widcyber tem a autorização do autor para publicar este conteúdo.

cropped-wid-1.png

NAVEGAR

>
error: Este conteúdo é protegido! A cópia deste conteúdo não é autorizada em virtude da preservação de direitos autorais.
Rolar para o topo