Destiinos Cruzados
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DESTINOS CRUZADOS.

NOVELA DE:

UELITON ABREU. 

CAPÍTULO ESCRITO POR:

FELIPE ABREU.

REVISADO POR:

UELITON ABREU. 

SUPERVISÃO DE TEXTO:

MARCELO DELPKIN.

DIREÇÃO DE NÚCLEO

ANDERSON SILVA. 

CENA. 1. APART DE PEDRO. SALA. INT. NOITE. 

ABRE EM NATHI REAGINDO DIANTE DE PEDRO E SAMUEL. 

NATHI.            — Rá! essa vadia era mesmo uma piranha! 

SAMUEL.        — (DEBOCHA) É, Pedro, parece que você e o Lobo pegaram a mina que ficou com o bonde inteiro, hein! (PERCEBE O OLHAR SÉRIO DE PEDRO) Tá, parei! 

PEDRO.           — Não é possível! Meu Deus, como ela pôde fazer isso comigo? Ordinária!

NATHI.            — Agora a pergunta que fica é: quem é o verdadeiro pai da Petra? 

SAMUEL.        — Boa amiga. Quem?

PEDRO.           — Independente desse resultado. Ela continuará sendo minha filha. Pai é quem cria, não quem joga no mundo! 

NATHI.            — Isso aí, mano. Tô contigo! 

CORTA PARA: 

CENA. 2. BARRACO DE LOBÃO. SALA. INT. NOITE. 

LOBÃO FURIOSO COM O RESULTADO DO EXAME. 

LOBÃO.             — Aquela desgraçada me enganou! (SOCA A MESA) Filha de uma puta! 

CÉSAR.             — Pois é! Pelo visto, todos foram enganados por ela.

LOBÃO.             — Sai, César. Quero ficar sozinho! 

CÉSAR.             — Tem certeza? Eu… 

LOBÃO.             — (CORTA) Sai. Agora! 

CÉSAR.             — Tá, tá eu vou… qualquer coisa, só chamar… 

CÉSAR SAI. FURIOSO, LOBÃO QUEBRA ALGUNS OBJETOS. SOCA A PAREDE. ESBRAVEJANDO TODA SUA RAIVA. 

CORTA PARA: 

CENA. 3. MANSÃO. ESCRITÓRIO. INT. NOITE. 

SAFIRA E JOEL. 

SAFIRA.          — Vou ser direta. Quero que você dê uma surra nesse cara aqui!

MOSTRA UMA FOTO DE CÉSAR NA TELA DE SEU COMPUTADOR.

JOEL.               — Ok, madame. Quanto eu ganho pelo serviço? 

SAFIRA.          — Vai depender da execução do serviço, se fizer tudo certinho: ganha recompensa, senão vai ficar liso.

JOEL.               — Combinado. O serviço será feito, madame.

SAFIRA.          — Assim espero. Me fizeram uma boa recomendação ao seu respeito. Por favor, não me decepcione.

JOEL.               — Isso jamais irá ocorrer, madame.

SAFIRA.          — Agora vai. Some daqui!

JOEL.               — Com licença! (SAI) 

SAFIRA.          — (A SI, SÉRIA) Esse babaca vai se arrepender de ter me peitado naquele hospital. 

NA RISADA DELA, 

CORTA PARA: 

CENA. 4. APART DE PEDRO. SALA. INT. NOITE. 

NATHI E SAMUEL SENTADOS NO SOFÁ A VEREM TV. 

NATHI.            — Amigo. Vem cá, e você e o Pedro? 

SAMUEL.        — O que tem?

NATHI.            — Não faça a egípcia, você sabe muito bem do que eu estou falando.

SAMUEL.        — Ah, sei? E é sobre o quê, exatamente? 

NATHI.            — Do beijo que vocês deram aqui, nesta sala, uns dias atrás. Não negue, querido, pois eu vi com esses olhos aqui que a terra há de comer.

SAMUEL.        — Pois se você viu, então você sabe que foi ele que me agarrou, não eu que agarrei ele.

NATHI.            — Para. Tá bom? Você bem que correspondeu que eu vi. Não se faça de vítima. Quando um não quer dois não fazem, bebê. Mas e aí, me fala, você está gostando dele? Assim, é sério o negócio? Olha, eu shipo e muito vocês dois. E mais, eu adoraria de ter como cunhada. Seria top. Rá!

SAMUEL.        — Eu… não sei… seu irmão é atraente? É, demais. Só que… sei lá, ainda não sei, sabe, o que eu estou sentindo aqui dentro. E tem mais, ele tem namorada, não se esqueça disso.

NATHI.            —Afe. Nem lembra. Ninguém merece aquela vaca da Lídia! Eu prefiro você, sou mais: #Pemu #Sape ou #Pedroel Afe, qual o melhor shiper, hein?

SAMUEL.        — Ah, sei lá…

NATHI.            — Aí… eu acho que eu fico com, deixa eu ver… #Pedroel. Está aí. Bom. 

SAMUEL.        — Sua louca! Vamos continuar vendo o filme, vai.

NATHI.            — Uhm. Ele está apaixonadinho não está? Sei que está! há-há. (FAZ CÓCEGAS NELE QUE SE ACABA DE RI) 

CORTA PARA: 

CENA. 5. STOCK-SHOTS. AMANHECER. EXT. DIA. 

CENA. 6. MANGUEZAL. GERALZÃO. EXT. DIA. 

TENSÃO. 

CENA. 7. MANGUEZAL. BECOS. EXT. DIA. 

ABRE EM JOEL SEGUINDO CÉSAR. SEMPRE À ESPREITA. SEM QUE ELE O NOTE. SEGUE CAMINHANDO SORRATEIRAMENTE. ACABA PERDENDO-O DE VISTA. SEGUE BUSCANDO. É SURPREENDIDO AO SER PUXADO E COLOCADO CONTRA A PAREDE, COM UMA ARMA POSTA EM SUA TESTA. 

CÉSAR.           — Fala, quem te mandou aqui? Anda, caralho! 

JOEL.               — (SÚPLICE) Não me mata, por favor! Eu… eu falo… 

CÉSAR.           — Tô esperando, safado!

JOEL.               — Foi uma mulher: Safira, seu nome, ela me mandou te surrar.

CÉSAR.           — Cachorra! Que bom, porque quem vai sair daqui surrado é tu.

CÉSAR O ESPANCA, O DÁ VÁRIOS SOCOS E PONTAPÉS, O DEIXANDO TODO CHEIO DE HEMATOMAS E SANGRANDO.

CÉSAR.           — Agora, você vai lá e mostra pra ela a surra que eu te dei… (CHUTA) vai! 

MANCANDO E COM MUITA DIFICULDADE, JOEL FOGE DALI.

CORTA PARA: 

CENA. 8. MANSÃO. QUARTO DE CAIO. INT. DIA. 

CAIO DEITADO NA CAMA A VER TV. ÁTILA ENTRA. JÁ FALANDO. 

ÁTILA.             — Acho que precisamos falar sobre você…

CAIO.               — Uhum. Vem. (DESLIGA A TV) Senta aqui. 

ÁTILA SE APROXIMA. SENTA-SE NA CAMA.

ÁTILA.             — Você realmente não é filho da Safira. Eu tive um caso com a Rosa, empregada dessa casa, no passado. Eu e sua mãe, ainda éramos namorados. Eu me apaixonei por ela, a gente foi ficando, ficando, se encontrando às escondidas e tempos depois, ela me apareceu grávida e eu, claro, fiquei em choque.

CAIO.               — E essa mulher, essa Rosa, ainda está viva? 

ÁTILA.             — Creio que sim. Continuando a história: sua mãe acabou descobrindo tudo, fez maior escândalo, e fez com que a Rosa fosse despedida. A incriminou, a acusando de ter roubado uma joia sua. Mas, claro que ela não roubou, sua mãe que colocou a joia para que ela fosse incriminada.

CAIO.               — Que horror! (INDGNADO) Essa mulher é um monstro! 

ÁTILA.             — Dai, meses depois, a Rosa teve você e a Safira foi atrás e te roubou dela, lhe tirou dos braços de sua mãe de sangue a força.

CAIO.               — Que loucura! Eu quero conhecê-la. Quero conhecer minha mãe de sangue.

ÁTILA.             — Eu não sei mais nada dela, filho. Depois disso tudo, nunca mais tive notícias suas, até fui atrás, mas não encontrei nenhum vestígio dela.

CAIO.               — Eu vou investigar e vou encontrá-la!

ÁTILA.             — É um direito seu, filho. Fique à vontade! Eu não irei impedi-lo, de forma alguma, irei lhe apoiar.

CAIO.               — Obrigado, pai. (O ABRAÇA) De verdade! 

ÁTILA.             — (ABRAÇADO A ELE) Eu te amo, filho, mais que tudo! 

CORTA PARA: 

CENA. 9. QUARTO DE HOTEL. INT. DIA. 

LEONARDO REAGINDO AO QUE ACABARA DE OUVIR DA ESPOSA. 

LEO.                — (CHOQUE) Meu Deus, meu amor! Então, era por isso que você tinha aqueles enjoos frequentes? 

LUIZA.            — Era! (EMOCIONADA) Eu só te peço uma única coisa, fica comigo, me faz feliz, deixa eu aproveitar meus últimos dias de vida ao seu lado?

LEO.                — Claro, meu amor. Sempre! (BEIJA-A) Te amo! 

ELA SORRI, O OLHA APÓS O BEIJO. INDAGA:

LUIZA.            — Depois que eu parti, eu…

LEO.                — Shh! Não. Vamos aproveitar nosso momento.

LUIZA.            — Tudo bem.

CHEGA UMA MENSAGEM NO CELULAR DE LEONARDO. ANÔNIMA.

MENSAGEM ON: 

NÃO FOI A LÍDIA QUE MATOU SEU IRMÃO, DESISTA DE SUA VINGANÇA. CUIDE DE SUA ESPOSA, ELA MAIS QUE TUDO PRECISA DE VOCÊ NESSE MOMENTO.”

MENSAGEM OFF: 

LUIZA.            — Que foi, amor?

LEO.                — Nada. Esquece! É só a operadora chata! Uhm. Onde paramos?

LUIZA.            — Nisso. 

E OS DOIS SE BEIJAM… CLIMA ROMÂNTICO. INSTANTES. 

CORTA PARA: 

CENA. 10. BARRACO DE CÉSAR. SALA. INT. DIA. 

ABRE EM FÁBIO SÓ DE CUECA ESPARRAMADO NO SOFÁ. TOMA UMA CERVEJA, ENQUANTO VER TV. LOBÃO ENTRA EM BUSCA DE CÉSAR. 

LOBÃO.          — (CHAMA) Aí?

FÁBIO.            — Que susto, porra! Isso é jeito de entrar na casa dos outros? 

LOBÃO.          — Eu entro do jeito que eu quiser! essa porra toda aqui é minha!

FÁBIO.            — Tá bom, rei. Você que manda. (IRÔNICO) Então, o que a vossa excelência deseja? 

LOBÃO.          — Pega essa tua ironia e enfia no cu! Cadê o César? 

FÁBIO.            — Prefiro enfiar outra coisa no cu de outra pessoa, enfim… o César, como cê pode ver não está. Algum recado vossa, digo, Lobão?

LOBÃO.          — Eu não sou de recados. Quando ele voltar peça pra ele me procurar no galpão. E, ah! Veste uma roupa, que tu és horrível sem.

FÁBIO.            — Tá, recado está dado. (PROVOCA) Ah! O César, ele não reclama! 

LOBÃO.          — Idiota! (SAI) 

FÁBIO.            — Hihi! Babaca! 

FÁBIO SE JOGA NO SOFÁ E FICA LÁ VENDO TV. 

CORTA PARA: 

CENA. 11. CASA DE SAMUEL. SALA. INT. DIA. 

ATENÇÃO EDIÇÃO: TOCAR CAMPAINHA. ROSA VEM DA COZINHA. VAI ATÉ A PORTA. ATENDE. BRUNO E CAIO DIANTE DELA. 

ROSA.             — Olá, quem são vocês? 

CAIO.              — Eu sou Caio, seu filho! 

SAMUEL.        — (O.S) Como é que é? 

SAMUEL APARECE POR ALI. 

SAMUEL.        — Caio? 

CAIO.              — Samuel? 

CLOSES ALTERNADOS NAS REAÇÕES DE SAMUEL E CAIO. 

CORTA PARA: 

CENA. 11. APTO DE HUGO. SALA. INT. DIA. 

ABRE EM CÉSAR. 

CÉSAR.           — Acredita? Os exames foram feitos pra nada! Na-da! Que idiotice, cara! 

LÍDIA.             — Eu acredito! Apesar que já era de se esperar, não é? 

CÉSAR.           — Como assim? Espera! Por acaso cê está sabendo de algo?  

LÍDIA.             — Sim, sempre soube. Afinal, eu e a jumenta da Alicia éramos grandes amigas, confidentes!

CÉSAR.           — Então, tu sabes quem é o pai da fedelha? Me conta, vadia! 

LÍDIA.             — Uhum. Sei sim.

CÉSAR.           — Fala! Deixa de suspense, que isso é coisa de novela! Quem é o pai? 

LÍDIA.             — Você! 

CÉSAR.           — Hã? Eu… eu? 

EM CÉSAR LÍVIDO E EM CHOQUE, 

CORTA PARA: 

FINAL DO CAPÍTULO.

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NAVEGAR

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